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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 177

“Alguns homens conseguem controlar empresas inteiras… até perceberem que já não conseguem controlar o próprio coração.”

Edward Fitzgerald passou a vida inteira acreditando que controle era a única maneira segura de sobreviver ao mundo, mas o verdadeiro problema começou no instante em que percebeu que nem dinheiro, poder ou frieza emocional eram suficientes para impedir uma única mulher de desmontar lentamente todas as certezas que ele construiu ao longo dos anos.

O elevador privativo se abriu diretamente dentro do apartamento de Edward, revelando o silêncio elegante e impecavelmente organizado da cobertura que normalmente funcionava como o único lugar onde ele conseguia pensar com clareza, respirar sem pressão e reorganizar a própria mente depois de dias difíceis.

Mas naquela noite específica nem mesmo o luxo silencioso de Manhattan parecia suficiente para conter a confusão brutal que continuava esmagando lentamente tudo dentro dele desde o instante em que saiu do cemitério.

Edward entrou sem pressa.

O maxilar dele travou discretamente no instante em que tentou afrouxar o nó da gravata sem sucesso na primeira tentativa.

Os ombros rígidos por baixo do sobretudo escuro denunciavam um nível de exaustão emocional que poucas pessoas no mundo inteiro seriam capazes de perceber apenas olhando para ele, mas Adrian conhecia o amigo há tempo suficiente para identificar o caos escondido atrás daquele silêncio perigosamente controlado.

E talvez fosse exatamente por isso que ele já estava esperando ali.

Adrian permaneceu encostado próximo ao bar da sala enquanto observava o amigo entrar no apartamento sem sequer notar imediatamente a presença dele, como se Edward estivesse tão perdido dentro da própria cabeça que o mundo inteiro tivesse desaparecido ao redor.

Então Adrian perguntou calmamente:

— Você foi até lá?

Edward soltou uma respiração lenta pelo nariz antes de finalmente erguer os olhos na direção do amigo.

Não respondeu imediatamente. Apenas caminhou pela sala enorme enquanto retirava devagar o sobretudo escuro dos ombros, jogando-o sobre o sofá de couro antes de desfazer o nó da gravata com um movimento cansado e logo depois tirar o paletó também.

O silêncio durou alguns segundos até que perguntou sem olhar diretamente para Adrian:

— Conseguiu remarcar as reuniões?

Adrian soltou uma risada curta de incredulidade.

— Edward…

Ele esperou alguns segundos antes de continuar:

— O que aconteceu?

Edward esfregou lentamente a mão pelo rosto antes de apoiar os dedos na própria nuca por alguns segundos, mantendo os olhos baixos como se precisasse reorganizar a própria cabeça antes de conseguir responder.

Edward esfregou lentamente a mão pelo rosto antes de desviar os olhos para a janela. Como se até olhar diretamente para Adrian naquele momento exigisse esforço demais.

— O que é, Adrian? O que você quer saber?

Pesada e sincera demais.

Pela primeira vez em muito tempo, Adrian enxergou não o CEO frio que destruía qualquer adversário sem hesitação, mas apenas um homem emocionalmente perdido tentando descobrir como amar alguém sem acabar machucando essa pessoa no processo.

Adrian suspirou fundo antes de se afastar lentamente do bar.

— O que acha de sairmos para beber um pouco e conversarmos sobre isso?

Edward apoiou as duas mãos na bancada de mármore da cozinha por alguns segundos, mantendo os olhos baixos enquanto tentava organizar a própria cabeça, mas a única coisa que conseguia enxergar era Dayse.

Dayse magoada, furiosa, tremendo em seus braços, confusa tentando entender se aquilo entre os dois continuava sendo apenas um contrato, ou se já tinha se tornado alguma coisa muito mais perigosa e real.

Ele fechou os olhos brevemente. Porque talvez o verdadeiro problema fosse exatamente esse.

Edward Fitzgerald finalmente havia encontrado uma mulher capaz de destruir todas as defesas que passou a vida inteira construindo cuidadosamente ao redor do próprio coração.

E agora ele simplesmente não fazia ideia do que fazer com isso.

Enquanto Adrian pegava as chaves do carro sobre a mesa da sala, Edward permaneceu imóvel por alguns segundos observando as luzes de Manhattan através da enorme parede de vidro da cobertura, mas naquele instante a única coisa que realmente o assustava não era perder o controle da própria vida, era perceber que talvez já estivesse prestes a perder Dayse também.

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