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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 196

“Às vezes o amor começa durante coisas absurdamente normais.”

Edward Fitzgerald passou o trajeto inteiro até a cobertura tentando ignorar a irritação sufocante que ainda permanecia presa dentro do peito depois da discussão com Liliana.

Por mais controlado que fosse, existiam conversas capazes de deixar até homens como ele perigosamente exaustos.

O trânsito noturno de Manhattan avançava lentamente diante do carro enquanto as luzes da cidade atravessavam os vidros escuros em reflexos dourados e frios, mas Edward mal prestava atenção na avenida ou nas notificações que continuavam surgindo sem parar na tela do celular repousado ao lado dele.

A discussão ainda ecoava dentro da cabeça dele.

Liliana chorando, tentando beijá-lo, percebendo finalmente aquilo que ele próprio vinha tentando evitar há semanas.

Dayse.

Seu maxilar voltou a tensionar discretamente.

Porque o pior não era o fato de Liliana ter descoberto tudo.

O pior era perceber que, em algum momento absurdamente perigoso daquela história inteira, ele tinha realmente começado a organizar a própria vida em torno da presença de Dayse Whitmore sem sequer perceber quando aquilo aconteceu.

E aquela constatação irritava Edward mais do que deveria.

Porque homens acostumados a controlar tudo raramente lidavam bem com sentimentos que não conseguiam prever.

Ele soltou o ar lentamente pelo nariz enquanto afrouxava a gravata já cansado demais para continuar pensando naquilo.

Mas então abriu a porta da cobertura e imediatamente percebeu que alguma coisa estava errada.

Muito errada.

O cheiro forte de alguma coisa queimando atravessava o apartamento inteiro enquanto um barulho metálico ecoava vindo da cozinha junto com um palavrão baixo que definitivamente saiu da boca de Dayse.

Edward franziu a testa imediatamente antes de atravessar a sala.

— Dayse?

— NÃO ENTRA AQUI!

A resposta veio rápida e tarde demais.

Edward entrou na cozinha e encontrou o completo caos.

A fumaça subia da panela esquecida no fogão enquanto Dayse tentava desesperadamente abanar o detector de fumaça com um pano de prato, completamente descabelada, usando um short curto preto e uma camiseta enorme da universidade que provavelmente nem era dela.

Por alguns segundos Edward apenas ficou olhando para aquela cena.

Então acabou sorrindo de verdade.

Um sorriso raro, espontâneo e perigosamente leve.

Porque Dayse claramente parecia estar em guerra contra a própria cozinha.

— Meu Deus… — Ele murmurou observando a fumaça. — Você tentou incendiar minha cobertura?

Dayse virou imediatamente o rosto para ele com expressão indignada.

— Eu estava tentando fazer o jantar.

Edward arqueou uma sobrancelha lentamente enquanto desligava o fogão.

— Isso aqui? — Ele apontou para a panela carbonizada. — Porque honestamente parece mais uma tentativa de homicídio.

— Edward!

Ela quase gargalhou nervosa enquanto tentava arrancar a panela do fogão.

— Não ri da minha humilhação.

Mas já era tarde demais.

Porque ele estava rindo.

Baixo, rouco e bonito demais.

E aquilo desarmou Dayse imediatamente.

Edward pegou o pano da mão dela antes de aproximar o rosto da panela.

— O que exatamente você tentou fazer aqui?

Dayse cruzou os braços tentando sustentar alguma dignidade.

— Macarrão.

Ele olhou para a panela outra vez.

Depois olhou para ela.

— Isso definitivamente não é macarrão.

— Você é insuportável.

Edward soltou outra pequena risada antes de abrir alguns armários.

— Sai da frente.

E Edward percebeu, com um aperto perigosamente estranho no peito, que nunca tinha visto nada tão absurdamente adorável na vida.

O silêncio caiu devagar entre os dois e Dayse parou de sorrir primeiro.

A respiração dela desacelerou minimamente quando Edward ergueu a mão até o rosto dela.

Os dedos masculinos deslizaram devagar pela pele feminina limpando a farinha da bochecha dela com delicadeza, e aquilo mudou completamente o ar da cozinha.

Os olhos azuis dele escureceram lentamente enquanto observavam a boca dela e Dayse sentiu o coração tropeçar dentro do peito.

— Edward…

Ele não respondeu, apenas aproximou o rosto devagar como se estivesse dando tempo para ela recuar, mas Dayse não recuou.

Edward segurou delicadamente o rosto dela antes de beijá-la.

Um beijo que começou lento, mas perdeu a calma rapidamente quando os dois perceberam o quanto estavam cansados de continuar fingindo distância.

Dayse o beijou de volta imediatamente, segurando a camisa social dele com força enquanto sentia a respiração falhar aos poucos dentro do peito.

A mão masculina deslizou devagar até a cintura dela, puxando-a para mais perto, e aquilo fez o corpo inteiro de Dayse estremecer.

O cheiro dele.

O calor.

A maneira firme como Edward a segurava enquanto continuava beijando-a daquele jeito intenso e controlado ao mesmo tempo.

Aquilo mexia com ela mais do que deveria.

Dayse passou os braços pelo pescoço dele sem perceber quando fez aquilo, e Edward perdeu parte do controle no mesmo instante.

O beijo ficou mais forte.

Mais quente.

Mais urgente.

Como se semanas inteiras de tensão finalmente estivessem explodindo entre os dois dentro daquela cozinha bagunçada.

As costas dela encontraram a bancada devagar enquanto Edward aprofundava o beijo outra vez entre respirações descompassadas, panelas esquecidas no fogão e farinha espalhada pela roupa dela.

E naquele instante, no meio da cozinha bagunçada, do jantar queimado e do caos absurdamente doméstico que os cercava, Edward Fitzgerald percebeu uma verdade perigosamente irreversível:

Ele nunca tinha se sentido tão em casa com alguém na vida.

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