"Algumas pessoas entram na nossa rotina. Outras se tornam parte da rotina que não queremos perder."
O verdadeiro problema da felicidade nunca foi encontrá-la e sim quando ela passa a parecer tão natural que a ideia de perdê-la se torna impossível de ignorar.
Dayse abriu um pequeno sorriso ao sentir beijos suaves em seu ombro e demorou alguns segundos para abrir os olhos completamente.
Edward continuou beijando sua pele devagar, subindo do ombro até o pescoço enquanto ela se acomodava melhor na cama, claramente dividida entre acordar e aproveitar mais alguns instantes daquele carinho.
— Bom dia, princesa.
A voz grave e familiar fez seu sorriso aumentar imediatamente.
Ela abriu os olhos devagar e encontrou Edward inclinado sobre ela, observando-a em silêncio com uma atenção que fez seu coração acelerar imediatamente.
O problema era que ele parecia absurdamente bonito, porque os cabelos ainda estavam levemente úmidos depois do banho, a barba por fazer o deixava ainda mais atraente e o cheiro masculino que sempre a distraía parecia ainda mais intenso naquela manhã.
Dayse o observou durante alguns segundos antes de fazer um pequeno bico de reprovação, e Edward arqueou uma sobrancelha ao perceber que ela claramente tinha alguma reclamação para fazer.
— O que foi?
— Você está tão cheiroso.
O canto dos lábios dele se curvou imediatamente.
— Isso é uma reclamação?
— Claro que é.
Ela cruzou os braços sobre o peito enquanto tentava sustentar uma expressão séria que não convenceu absolutamente ninguém.
— Nem me esperou para o banho.
A diversão apareceu no mesmo instante nos olhos masculinos.
Edward aproximou o corpo até que os rostos dos dois ficassem próximos e deslizou uma das mãos lentamente pela lateral da cintura dela por baixo do lençol, distribuindo beijos suaves ao longo do seu pescoço antes de responder em voz baixa:
— Não seja por isso, senhorita Whitmore. Eu tomo outro.
O rosto de Dayse aqueceu no mesmo instante.
Ela tentou responder alguma coisa, mas a única coisa que conseguiu fazer foi esconder um sorriso completamente sem vergonha. Edward percebeu e isso apenas piorou a situação.
A risada baixa que escapou dele fez Dayse revirar os olhos de forma dramática, embora estivesse lutando contra a vontade de sorrir.
Existia algo profundamente injusto no fato de Edward Fitzgerald conseguir parecer tão satisfeito apenas porque a tinha deixado sem palavras.
A mão dela subiu devagar até os cabelos masculinos e começou a deslizar entre os fios ainda úmidos. Esse gesto, fez os ombros dele relaxarem e ele fechar os olhos por alguns segundos apenas para aproveitar o carinho.
Aquilo fez o coração dela aquecer.
Porque aquele homem passava dias inteiros controlando empresas, reuniões, investimentos e pessoas. Mas bastava ela tocar seus cabelos daquela maneira para que ele simplesmente esquecesse tudo por alguns instantes.
O telefone tocou sobre o criado-mudo fazendo Edward abrir os olhos e Dayse bufar decepcionada.
— Eu odeio tecnologia.
— Mentira.
— Neste momento não.
Edward pegou o aparelho e sorriu assim que viu o nome na tela.
— Fala.
Ela continuou acariciando seus cabelos enquanto observava a conversa.
— Sim. Ela acabou de acordar.
Mais alguns segundos.
— Daqui a uns trinta minutos chegamos aí.
Dayse franziu a testa imediatamente enquanto Edward desligava a ligação.

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