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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 223

"Às vezes a vida muda completamente sem fazer barulho. Ela apenas começa a deixar pequenos sinais pelo caminho."

O verdadeiro problema das noites inesquecíveis nunca foi a quantidade de álcool envolvida.

O verdadeiro problema sempre começava na manhã seguinte, quando existiam testemunhas suficientes para relembrar cada detalhe constrangedor que você preferia apagar da própria memória.

Dayse descobriu isso no instante em que entrou no restaurante principal do resort ao lado de Edward e percebeu que praticamente todos os amigos estavam sorrindo de um jeito suspeito demais para o seu gosto.

O enorme salão aberto estava iluminado pela luz dourada da manhã que refletia sobre o mar cristalino das Maldivas, os funcionários circulavam silenciosamente entre as mesas e o cheiro agradável de café recém-passado se espalhava pelo ambiente, mas bastou ela observar Clara mordendo o lábio para não rir e Marina desviando os olhos para entender que alguma coisa estava errada.

Muito errada.

— Não.

Ela parou ao lado da mesa.

— Eu conheço essa expressão.

Clara imediatamente começou a rir.

— Que expressão?

— Essa expressão de quem está prestes a acabar com a minha dignidade.

— Então você também percebeu?

Marina respondeu antes que Clara pudesse falar.

A gargalhada explodiu imediatamente.

— Eu odeio vocês.

— Ainda nem começamos.

Dayse fechou os olhos por um segundo.

— Meu Deus...

Edward puxou a cadeira ao seu lado para que ela se sentasse, e o simples gesto fez Adrian erguer discretamente uma sobrancelha.

Porque Edward nunca tinha sido um homem naturalmente cuidadoso com ninguém.

Mas com Dayse era diferente, sempre era.

Ela se acomodou ao lado dele e imediatamente sentiu a mão masculina repousar em suas costas num gesto tão automático que parecia ter acontecido milhares de vezes antes.

Foi Marina quem decidiu começar.

— Eu ainda não acredito no que você fez ontem.

Dayse congelou.

— O quê exatamente?

— Você vai precisar ser mais específica.

Clara respondeu.

— Porque foram muitas coisas.

— Clara!

— Estou tentando ajudar.

— Você não está ajudando!

— Estou sim.

— Não está!

Marina ignorou as duas.

— Você anunciou para metade da piscina que queria arrastar Edward para o quarto.

O silêncio durou exatamente dois segundos.

— Eu o quê?

— Anunciou.

— Não anunciei.

— Anunciou sim.

— Marina!

— Tenho testemunhas.

Daniel fechou os olhos imediatamente. Como alguém revivendo um trauma.

— Não.

— Sim.

— Por favor, não.

— Daniel...

— Eu não quero conversar sobre isso.

A mesa inteira começou a rir.

— Eu ainda estou tentando apagar certas frases da memória.

— Daniel!

— Eu ouvi coisas que nenhum irmão deveria ouvir durante toda a existência.

— DANIEL!

— Nenhum irmão.

Clara praticamente bateu na mesa de tanto rir.

— Coitado!

— Eu sou uma vítima.

— Drama.

— Não é drama.

Daniel apontou para a irmã.

— Eu tenho cicatrizes emocionais agora.

As gargalhadas aumentaram e Dayse levou as duas mãos ao rosto completamente vermelha.

— Eu vou embora.

— Você não vai.

Edward respondeu imediatamente.

— Vou sim.

— Não vai.

— Vou.

— Não vai.

O sorriso dele aumentou.

— Porque eu estou me divertindo.

— Você é horrível.

— Eu sei.

— Edward!

— O quê?

Ela estreitou os olhos.

Ele apenas sorriu. Aquele sorriso bonito, calmo e perigosamente satisfeito.

Marina aproveitou para continuar.

— O pior nem foi isso.

— Teve pior?

— Muito pior.

Ela apontou para Edward.

— Você praticamente declarou guerra para qualquer mulher que olhasse para ele.

Dayse arregalou os olhos.

— Eu fiz isso?

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