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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 241

"Algumas feridas não nascem da mentira. Nascem quando percebemos que alguém escolheu por nós."

— Não me toca!

A frase saiu baixa, mas teve força suficiente para fazer Edward ficar completamente imóvel.

Por um segundo, o silêncio entre os dois pareceu pior do que qualquer grito.

Dayse enxugou o rosto com a mão trêmula, tentando recuperar uma estabilidade que não conseguia encontrar, porque cada resposta dele reorganizava o passado inteiro dentro da sua cabeça.

— Você entende o que fez?

Edward assentiu lentamente.

— Não. Você não entende.

Ela balançou a cabeça, e sua voz ficou mais firme, ainda que continuasse carregada de mágoa.

— Eu passei noites sem dormir, Edward. Eu entrei nesse acordo acreditando que tinha uma dívida que jamais conseguiria pagar, eu aceitei usar um anel, fingir um noivado, mudar minha rotina e me aproximar de você porque achei que estava tentando consertar um erro meu.

A garganta dela apertou.

— Mas o erro já tinha sido resolvido.

Edward fechou os olhos por um instante.

— Sim.

— Então eu nunca estive pagando uma dívida.

A respiração dela saiu irregular.

— Eu estava presa em uma história que você decidiu continuar porque me queria perto.

Edward abriu os olhos imediatamente.

— Eu queria você perto porque já estava apaixonado por você.

Dayse encarou-o com dor.

— Como eu vou saber?

Ele ficou imóvel.

— Dayse...

— Como eu vou saber se isso também não é só mais uma versão conveniente?

A pergunta pareceu atingi-lo no peito.

— Como vou saber se tudo o que você disse para Liliana não foi mais uma mentira?

Edward deu um passo para frente, desesperado demais para permanecer parado, mas ela recuou de novo, e o movimento fez algo dentro dele se partir de forma visível.

— Não foi mentira.

— Eu quero acreditar nisso.

A voz dela falhou.

— Esse é o problema.

Edward passou a mão pelos cabelos, perdendo por um instante aquela postura impecável que sempre o fazia parecer intocável.

— Eu amo você.

Dayse fechou os olhos com força.

— Eu amo você como jamais amei alguém antes, e isso não tem nada a ver com contrato, dívida, noivado ou qualquer escolha errada que eu tenha feito para manter você perto no início.

Ele respirou fundo, e, quando voltou a falar, a voz saiu mais baixa.

Mais crua.

— Eu fui egoísta. Eu fui covarde. Eu vi uma oportunidade e usei porque queria você na minha vida e porque achei que, se tivesse tempo, conseguiria fazer você me enxergar como homem e não apenas como seu chefe.

Dayse abriu os olhos devagar.

As lágrimas acumuladas deixavam seu olhar mais brilhante, mas não havia suavidade nele.

Havia decepção.

E aquela decepção assustou Edward mais do que qualquer raiva.

— Você decidiu por nós dois.

A frase saiu baixa.

Mas foi a que mais doeu.

Edward não tentou negar.

— Sim.

— Você tirou de mim a chance de escolher desde o começo.

Ele sustentou o olhar dela, e a culpa em seu rosto era tão evidente que Dayse precisou desviar os olhos para não enfraquecer.

— Eu sei.

— Não, Edward. Você não sabe.

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