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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 242

“Algumas verdades são difíceis de dizer. Outras são difíceis de ouvir. Mas as mais dolorosas costumam ser aquelas que mudam a forma como enxergamos alguém que amamos.”

Dayse Whitmore deixou a Fitzgerald Corporation sem conseguir organizar os próprios pensamentos. tudo o que tinha acontecido dentro da presidência continuava se repetindo dentro da sua cabeça de forma tão insistente que parecia impossível encontrar espaço para qualquer outra coisa.

A confissão de Edward.

A culpa estampada no rosto dele.

A forma como admitiu ter aproveitado aquela situação para se aproximar dela.

E, acima de tudo, a sensação devastadora de descobrir que uma parte da história que tinha dado origem ao relacionamento dos dois nunca foi exatamente como ela acreditava.

Ela sabia que Edward a amava.

Pela primeira vez desde que o conheceu, não havia nenhuma dúvida sobre isso.

Tinha visto aquele amor diante de uma empresa inteira. Tinha ouvido aquele amor na voz dele. Tinha enxergado aquele amor no desespero que tomou conta do seu rosto quando ela pediu que ele não a tocasse.

Mas o problema já não era esse.

O problema era que agora ela precisava descobrir o que fazer com a mágoa.

Por isso, quando saiu do prédio da Fitzgerald Corporation, não seguiu para a cobertura, também não voltou para seu apartamento.

Sem pensar muito, acabou dirigindo até o único lugar onde ainda sentia que podia ser apenas ela mesma.

O apartamento de Daniel.

Durante todo o caminho, uma parte dela continuou repetindo que deveria voltar, que deveria ouvir Edward novamente, que talvez estivesse sendo dura demais com ele. Mas outra parte, muito mais ferida, precisava conversar com alguém que a conhecia muito antes de contratos, noivados, mansões ou anéis de diamante.

Precisava conversar com o irmão.

Quando Daniel abriu a porta e encontrou Dayse parada do outro lado do corredor, percebeu imediatamente que alguma coisa estava errada.

Não porque ela estivesse chorando, até porque naquele momento, ela não mais chorava.

O problema era justamente o contrário.

Ela parecia cansada demais para isso.

Os olhos estavam vermelhos, os ombros tensos e a expressão vazia para alguém que, poucas horas antes, deveria estar vivendo um dos momentos mais felizes da própria vida.

Daniel não perguntou nada, apenas abriu mais a porta e disse:

— Entra.

Dayse entrou em silêncio.

Ele fechou a porta atrás dela e esperou. Porque conhecia a irmã o suficiente para saber que, quando ela precisava falar, insistir só fazia tudo demorar mais.

Alguns segundos se passaram, depois um minuto. E então Dayse finalmente afundou no sofá.

Daniel sentou-se à frente dela e ficou esperando, até que ela respirou fundo e começou a falar:

— Eu fui até a empresa hoje para contar uma coisa ao Edward.

Daniel ergueu levemente as sobrancelhas.

— E o que aconteceu?

Dayse soltou uma risada curta.

— Descobri que ele mentiu para mim.

O silêncio tomou conta da sala, mas Daniel não a interrompeu, nem tentou defender ninguém, apenas continuou a ouvindo em silêncio.

Finalmente Dayse contou tudo.

Contou sobre Liliana, sobre a discussão, sobre a demissão, sobre a conversa com Edward e quando ele finalmente admitiu tudo. E, quando terminou, sentiu-se ainda mais cansada do que antes.

Daniel permaneceu em silêncio por alguns segundos processando tudo que a irmã havia dito. Então passou a mão pelo rosto de disse:

— Entendi.

Dayse soltou uma risada amarga.

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