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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 63

“Algumas mentiras começam como estratégia… mas se tornam perigosas quando começam a parecer verdade.”

Margareth Fitzgerald atravessava o salão com elegância impecável, mantendo o olhar fixo nos dois, e um sorriso que surgiu no instante em que reconheceu a noiva do neto, deixando claro, sem qualquer hesitação, o quanto aquela presença a agradava.

— Minha querida… — disse, ao se aproximar, analisando Dayse com uma atenção minuciosa, quase estratégica — você está absolutamente maravilhosa.

Se aproximou e a abraçou com ternura quebrando todos os protocolos.

Dayse piscou, surpresa, se sentindo, ao mesmo tempo, acolhida… e avaliada.

— Obrigada…

Augustus se aproximou logo em seguida, mantendo a postura firme e o olhar respeitoso, estendendo a mão com a formalidade de alguém que reconhecia exatamente o papel que estava sendo apresentado ali.

— Senhorita Whitmore, é um prazer revê-la.

O cumprimento foi firme e o elogio, imediato.

— Está encantadora.

Mas o momento durou pouco. Porque ele logo se voltou para o neto.

— Edward, preciso de você. Alguns investidores de Hong Kong querem conhecê-lo.

Edward assentiu sem questionar, mas antes de se afastar, inclinou-se na direção de Dayse, aproximando-se o suficiente para que o gesto passasse despercebido para todos, menos para ela.

— Volto logo — murmurou, com a voz baixa, rouca, próxima demais.

E saiu como se soubesse exatamente o efeito que deixava para trás.

Margareth então envolveu o braço de Dayse com elegância, conduzindo-a com naturalidade enquanto sorria.

— Você não poderia ser mais perfeita — disse, com satisfação evidente — nunca vi meu neto tão… interessado.

Houve uma breve pausa, marcada por um leve arquear de sobrancelha.

— E isso não é pouca coisa.

Dayse sorriu, sem graça por fora. Porque por dentro, ela era um caos.

— Edward nunca foi de namorar — começou Margareth, com naturalidade, como quem apenas compartilha um fato já conhecido — desde jovem, ele sempre evitou qualquer coisa que fosse além de uma noite. Nunca teve paciência para vínculos rasos, mas também nunca pareceu disposto a construir algo de verdade.

Ela fez uma breve pausa, lançando um olhar sutil na direção do neto, antes de continuar:

— O pai dele era exatamente assim. Passou anos evitando qualquer tipo de envolvimento… até conhecer a minha nora. — Um leve sorriso surgiu, mais contido, mas carregado de significado. — Foi a primeira vez que eu vi meu filho apaixonado.

Aquilo mexeu mais do que deveria, porque não era apenas sobre parecer adequada, mas sobre ser comparada à mulher que havia marcado profundamente aquela família e a forma como eles entendiam o amor.

Dayse inspirou com calma, ajustando a postura, recompondo a expressão com a elegância que sempre usava como defesa.

— Senhora Fitzgerald…

Uma voz familiar surgiu atrás das duas e Dayse não precisou se virar para saber de quem se tratava.

Liliana se aproximou com um sorriso impecável, mas os olhos carregavam algo que não passava despercebido para quem sabia observar. O vestido que usava era ousado na medida certa, justo ao corpo, desenhando cada curva com precisão e deixando claro que nada ali era casual. Os cabelos, perfeitamente alinhados, caíam sobre os ombros, reforçando a imagem de alguém que sabia exatamente o impacto que causava ao entrar em qualquer ambiente.

Margareth virou o rosto lentamente, e o sorriso que surgiu não era gentil, mas elegante, com um afeto apenas aparente e uma intenção claramente calculada por trás.

— Liliana, minha querida… — disse, com suavidade impecável — já conheceu essa moça linda?

Houve uma breve pausa, enquanto o braço apertava levemente o de Dayse.

— É a noiva do meu neto.

O silêncio que se formou foi breve, mas suficiente para que Liliana entendesse que não havia dúvida nem espaço para contestação, e, pela primeira vez, o sorriso dela se manteve apenas por fora, enquanto o olhar deslizava lentamente de Margareth para Dayse ao perceber que não era apenas o noivado… era a aprovação clara, pública e inquestionável.

Os dedos dela se contraíram de leve ao lado do corpo, quase imperceptíveis, antes de voltar a sorrir com precisão, não como quem aceita, mas como quem decide, deixando claro, sem precisar dizer, que aquilo não terminaria ali, estava apenas começando.

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