Entrar Via

Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 64

“Algumas presenças não incomodam pelo que são… mas pelo que nunca conseguiram ser.”

Quando Margareth apresentou Dayse como a noiva do neto, não foi apenas um anúncio… foi uma declaração que alguém, naquele salão, não estava disposta a aceitar.

Dayse sentiu o braço de Margareth apertar o dela com um pouco mais de firmeza, como se a mulher mais velha a mantivesse ancorada ali, impedindo que aquele momento a tirasse completamente do eixo.

Liliana se aproximou sem pressa, como quem sabia exatamente o impacto que causava ao entrar em qualquer espaço, com o sorriso impecável no rosto, mas o olhar atento e calculado demais para ser apenas cordial.

— Senhora Fitzgerald… — cumprimentou, com uma leve inclinação de cabeça, antes de voltar a atenção para Dayse, deixando o olhar percorrer cada detalhe com uma avaliação silenciosa e nada discreta.

— Liliana, minha querida… — disse, com suavidade impecável — já conheceu essa moça linda?

Houve uma breve pausa, enquanto o braço apertava levemente o de Dayse.

— É a noiva do meu neto.

Houve uma pausa curta e controlada.

Liliana não perdeu o sorriso. Pelo contrário. Ele se alargou, perfeito, ensaiado, com a precisão de quem passou anos aperfeiçoando a arte de parecer inofensiva.

— Noiva? — repetiu com a voz suave como seda sobre a lâmina. Seus olhos deslizaram por Dayse de cima a baixo, avaliando cada detalhe do vestido, do penteado, da postura. — Que surpresa encantadora. Eu não fazia ideia de que as coisas tinham… progredido tanto.

Havia uma ênfase sutil na última palavra. Suficiente para ser educada e para ferir.

Margareth inclinou a cabeça, o colar de diamantes capturando a luz do lustre como se fosse parte da coreografia.

— Nem todos sentem necessidade de anunciar cada passo, Liliana. Alguns homens simplesmente agem quando estão certos. Edward sempre foi assim.

Dayse engoliu em seco. O perfume de Liliana era doce, floral demais, quase sufocante naquele espaço tão próximo. Ela sentiu o olhar da outra mulher como um toque físico frio, curioso, levemente venenoso.

— Claro — respondeu Liliana, voltando-se diretamente para Dayse agora. — Parabéns, querida. Deve ser… emocionante. Edward Fitzgerald não é exatamente o tipo de homem que se entrega facilmente. Imagino que você tenha feito algo muito especial para conseguir isso.

As palavras eram um elogio na superfície. Por baixo, era uma pergunta afiada: O que você tem que eu não tive?

Dayse forçou um sorriso sereno, o mesmo que usava em reuniões difíceis quando precisava esconder o quanto seu estômago revirava. Mas foi Margareth que respondeu a provocação da advogada.

— Acho que ele simplesmente decidiu — respondeu com a voz mais firme do que esperava. — E quando meu neto decide algo…

Deixou a frase no ar. Não precisava terminar, porque todos ali entendiam o peso de uma decisão de Edward Fitzgerald.

Liliana deu uma risadinha baixa, quase musical.

— Sim… ele decide. E o mundo se ajusta. Sempre foi assim. Mas nos conhecemos Margareth, não sei se já sabe, mas Dayse é uma funcionária da empresa. Ela trabalha no departamento jurídico. — E então, como se fosse um elogio, acrescentou: — É uma boa… funcionária.

Margareth não desviou o olhar.

— Imagino que seja mesmo — respondeu com calma, sem pressa, como quem não se deixa conduzir — Edward sempre soube escolher bem as pessoas que mantém por perto.

Liliana sorriu um pouco mais. Mas havia algo mais rígido ali agora.

— Sim… ele sabe escolher — concordou, com um leve aceno — embora, confesso, quando ele me disse que iria se casar… eu tenha ficado surpresa.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe