“Há desejos que a gente nega em voz alta… mas que o corpo entrega sem pedir permissão.”
O problema não era o que ele tinha feito… era o fato de que o corpo dela ainda estava reagindo como se quisesse mais.
Dayse ainda tremia levemente contra a parede quando Edward tirou os dedos dela devagar, com uma lentidão deliberada que a fez soltar um suspiro trêmulo. Ele ergueu a mão entre os dois, os dedos brilhando com o prazer dela, e, sem tirar os olhos dos dela, levou-os à boca.
Chupou-os devagar, um por um, com um som baixo e obsceno que fez o estômago de Dayse revirar.
— Estava com saudade do seu gosto — murmurou ele, a voz rouca, grave, carregada de desejo satisfeito. — Doce… exatamente como eu lembrava.
Dayse sentiu o rosto queimar.
Suas bochechas ficaram vermelhas num instante, o coração ainda estava disparado, a respiração ainda curta e irregular. Ela tentou se recompor, alisando o vestido com as mãos trêmulas, mas era quase impossível fingir controle quando as pernas ainda pareciam gelatinas.
— Você é louco… — sussurrou com a voz falhando no meio da frase. — Se alguém tivesse entrado aqui…
Edward sorriu. Um sorriso lento, perigoso, cheio de arrogância masculina. Ele ajeitou discretamente a ereção evidente dentro da calça social, sem nenhuma pressa, o tecido esticando de forma impossível de ignorar.
Dayse desviou o olhar imediatamente, mordendo o lábio inferior com força. O gesto não passou despercebido por ele.
Ele deu uma risadinha baixa, rouca.
— Não se preocupe, senhorita Whitmore… — disse, aproximando-se mais um passo, o corpo ainda quente colado ao dela. — Eu garanti que ninguém entrasse aqui.
Ele percebeu exatamente para onde o olhar dela tinha ido. O sorriso dele se alargou, mais safado, mais provocador.
— Quer fazer o que me implorou ontem à noite?
Dayse arregalou os olhos, o rubor subindo ainda mais forte pelo pescoço e pelas maçãs do rosto. A lembrança da noite anterior, dela sussurrando coisas que nunca imaginou dizer em voz alta, a atingiu como um choque quente.
E isso foi o suficiente para a consciência voltar como choque fazendo ela empurrar o peito dele com força.
— Você perdeu completamente a noção?! — A voz saiu baixa, mas carregada de raiva. Seus olhos brilhavam de indignação enquanto o encarava. — O que você acha que estava fazendo?
Edward não se moveu, muito pelo contrário. Um sorriso lento, perigosamente satisfeito, surgiu nos lábios dele.
— Eu? — murmurou, com um leve arquear de sobrancelha, como se a pergunta realmente fosse interessante. — Eu estava dando à minha noiva o prazer que ela pediu.
Dayse abriu a boca, indignada.
— Eu não pedi nada.
— Não? — ele rebateu, inclinando levemente a cabeça, o olhar descendo por ela sem qualquer pressa, absorvendo cada detalhe da reação dela. — Curioso… porque seu corpo parece discordar completamente de você.
— Para com isso! — ela disparou, mais alto dessa vez, o peito subindo e descendo com a respiração irregular. — Você acha que pode tudo, não é?
Edward não se afastou, mas também não avançou. E foi exatamente isso que fez o ar pesar, porque, pela primeira vez, ele não precisava invadir o espaço dela para dominá-la.

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