“Desejo é impulso.Domínio é escolha.”
Edward Alexander Fitzgerald
O problema não foi o que aconteceu no carro. Foi a forma como ela foi embora… como se ainda estivesse no controle.
Cheguei em casa pouco depois das duas da manhã, o silêncio do apartamento contrastava com o barulho que ainda ecoava na minha cabeça. Tirei o paletó devagar, sentindo o tecido deslizar pelos ombros, e o joguei sobre a cadeira da sala sem me importar onde cairia. A gravata veio logo em seguida, afrouxada com um puxão impaciente, trinquei a mandíbula por um segundo antes de soltar o ar pelo nariz.
Fui até o bar da sala, peguei a garrafa de uísque Macallan e servi uma dose generosa no copo de cristal. O líquido âmbar girou devagar quando levantei o copo. Dei o primeiro gole, e deixei o ardor descer pela garganta enquanto um sorriso lento se formava nos meus lábios, carregado de intenção.
Não conseguia parar de pensar nela, e isso fez minha língua passar devagar pelo lábio inferior, como se ainda houvesse o gosto dela ali.
Pensei na forma provocadora como Dayse mordeu o lábio antes de apertar meu pau por cima da calça, no sussurro safado no meu ouvido “Nos despedimos aqui. Boa noite, senhor Fitzgerald”.
Meu maxilar apertou de leve, e eu inclinei a cabeça um centímetro para o lado, como se ainda ouvisse a voz dela perto demais.
Logo em seguida, minha mente trouxe de volta a imagem dela gozando no meu colo no banco de trás do carro, o corpo tremendo, as coxas apertando minha mão, os gemidos abafados contra meu ombro.
Porra, ela era linda quando gozava.
Senti a pressão crescer de novo sob o tecido, pulsando forte, insistente… inconveniente.
Passei a mão pelos cabelos, bagunçando-os sem paciência, enquanto soltava um riso baixo pelo nariz, mais irritado do que frustrado.
Aquilo não era falta de controle. Era excesso de estímulo concentrado em uma única mulher.
Olhei para baixo, para o volume evidente na frente da calça social, e murmurei:
— Pelo visto, seremos apenas nós dois esta noite.
Terminei a dose de uísque num só gole, sentindo o calor se espalhar pelo peito. Coloquei o copo vazio sobre a mesa de centro com um clique suave e caminhei até o banheiro principal, desabotoando a camisa no caminho. O tesão não tinha diminuído nem um pouco. Pelo contrário. Cada passo só me lembrava mais dela.
Entrei no banheiro, fechei a porta atrás de mim e abri o chuveiro. Enquanto a água caia, tirei o resto das roupas, deixando meu membro duro saltar pulsando de desejo. Apoiei a mão na parede fria de mármore, os dedos se abrindo levemente contra a superfície como se buscassem ancoragem.
Fechei os olhos por um segundo… mas não para sentir. Para tentar apagar a imagem dela.
Mas não funcionou.
Desci a mão devagar, envolvendo meu membro com firmeza, testando o próprio limite como se o ritmo pudesse, de alguma forma, me devolver o controle. Mas não podia porque, mesmo ali, sozinho, não era em mim que eu pensava.
Minha cabeça caiu levemente para trás, e eu pressionei a língua contra o céu da boca, segurando o som por um segundo. Um gemido rouco escapou da minha garganta no mesmo instante. Comecei a me masturbar devagar no começo, subindo e descendo a mão por todo o comprimento, sentindo as veias pulsarem contra minha palma.
Na minha cabeça, era ela quem me tocava.

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