“Alguns acordos começam com regras… e terminam quando alguém decide que já não precisa mais delas.”
Ela ainda tentava se convencer de que aquilo era controle… mas o jeito como o corpo dela reagia ao toque dele deixava claro que, em algum momento, aquilo tinha deixado de ser escolha e passado a ser resposta.
Dayse sentiu o rosto queimar, mas não conseguiu responder. Edward parou bem na frente dela, tão perto que ela podia sentir o calor do corpo dele. Com calma, ele levou as mãos até o blazer dela e o abriu devagar, um botão de cada vez.
— Fiquei sabendo que você está revisando o contrato de Xangai.
— S-sim… — A voz dela saiu rouca. — O senhor Volkov pediu urgência.
— Volkov… — Edward repetiu o nome com desdém. Ele baixou o ombro do blazer dela, expondo a pele, e a encarou com evidente luxúria. Em seguida, inclinou o rosto e sussurrou contra sua orelha:
— Eu tive uma conversinha com o novo advogado.
Dayse sentiu o corpo inteiro se arrepiar com o tom grave e possessivo da voz dele. Edward roçou os lábios pelo ombro exposto dela, apenas provocando, depois subiu devagar até o pescoço.
— Deixei bem claro para ele que você… é minha.
Ela fechou os olhos, sentindo a respiração começar a falhar. Edward não esperou mais. Segurou seu rosto e a beijou com volúpia. Uma das mãos deslizou pelo pescoço dela, desceu devagar pelo peito, acariciando o seio por cima da camisa fina até arrancar um gemido abafado contra sua boca. A outra mão continuou descendo até chegar entre as pernas dela, pressionando por cima da calcinha.
— Edward… — murmurou, quase sem ar.
Ele sorriu contra os lábios dela.
— Você já está molhada, senhorita Whitmore… Que delícia.
Com habilidade, ele afastou a calcinha para o lado e a tocou diretamente, deslizando os dedos por ela sem pressa. Dayse jogou a cabeça para trás, mordendo o lábio inferior com força para não gemer alto enquanto os dedos dele a invadiam.
— Quer gozar, quer? — perguntou rouco, com os olhos escuros fixos nela.
O som de passos no corredor fez Dayse congelar. Edward tirou a mão devagar, levou os dedos à boca e os lambeu sem desviar o olhar.
— Doce… — murmurou, como se saboreasse uma sobremesa.
Dayse se recompôs às pressas, ajeitando o blazer e a saia com as mãos trêmulas.
A porta foi aberta novamente.
— Edward…
A voz de Augustus surgiu no ambiente, firme e habitual, mas se interrompeu no exato instante em que ele cruzou completamente a porta e encontrou Dayse parada bem à frente de Edward, a poucos centímetros de distância, posicionada diretamente diante dele, como se toda a atenção dos dois estivesse concentrada apenas naquele espaço entre seus corpos.
O olhar de Augustus percorreu os dois com calma, demorando mais do que o necessário, analisando não apenas a proximidade, mas a forma como Dayse estava de frente para Edward, alinhada a ele sem recuar, e a postura do neto, segura, imóvel de um jeito que não sugeria surpresa… mas domínio.
Edward não se afastou. Muito pelo contrário.
Sem desviar o olhar de Dayse, a mão dele deslizou com naturalidade até a cintura dela, firme, precisa, como se aquele toque já fosse um hábito estabelecido, puxando-a sutilmente ainda mais para perto, reduzindo qualquer espaço que ainda existisse entre eles, num gesto que não carregava impulso, carregava intenção.
E deixou isso claro para quem estivesse olhando.
— Vamos organizar isso.
E então, voltando a atenção para Dayse, ele falou com naturalidade:
— Amor, depois nós conversamos, tudo bem?
A palavra veio fácil demais. E foi isso que a deixou mais desconcertada.
Dayse assentiu sem conseguir formular uma resposta melhor.
Edward então inclinou o rosto novamente e a beijou, de forma breve, mas firme, o suficiente para deixar claro que aquilo não era apenas aparência. Quando se afastou, ela permaneceu por um segundo sem reação, piscando lentamente, como se estivesse tentando recuperar o controle.
Augustus observava a cena orgulhoso e isso só aumentava o desconforto dela.
Adrian que tinha entrado na sala ao lado de Augustus, se aproximou de Dayse e sussurrou:
— Vamos senhorita Whitmore?
Ela concordou com a cabeça e rapidamente saiu da sala, com passos mais rápidos do que o habitual, como se precisasse se afastar daquele ambiente antes que sua reação ficasse ainda mais evidente.
Dayse apertou os dedos contra o próprio pulso, tentando recuperar o controle da respiração, mas o corpo ainda respondia ao toque dele de um jeito que não combinava com um simples acordo.
Se aquilo ainda era só um acordo… por que o corpo dela já reagia como se pertencesse a ele antes mesmo de qualquer decisão ser tomada?

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