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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 97

“Nem toda surpresa vem para desestabilizar… algumas chegam exatamente para colocar tudo no lugar certo, mesmo que você ainda não perceba.”

Em Manhattan…

Marina não esperava ninguém, e por isso o som da campainha pareceu mais alto do que deveria, quebrando o silêncio do apartamento desde que Dayse tinha viajado e lembrando, de forma incômoda, que estar sozinha nem sempre era escolha.

Ela ergueu o olhar devagar, ainda com o celular na mão, enquanto uma inquietação estranha tomava conta, rápida demais para se transformar em pensamento, mas suficiente para fazê-la levantar sem saber exatamente por quê.

Por um momento hesitou em abrir, mas pensou que talvez pudesse ser um vizinho, ou algum recado para a amiga. Depositou o celular na mesa de cabeceira e se levantou do sofá caminhando em direção a porta.

— Só um minuto.

Abriu a porta e paralisou ao ver quem estava do outro lado da porta.

Daniel Whitmore.

Marina sempre achou o irmão da amiga, lindo de morrer. Mas nunca nem sequer pensou que um dia o conheceria pessoalmente, mas parece que o destino estava pregando uma peça na sua vida. Uma peça deliciosamente tentadora por sinal.

O silêncio se estendeu mais do que deveria, ele a observava com atenção e ela sentia o coração acelerar e o rosto esquentar antes mesmo de conseguir reagir.

O seu crush dos sonhos estava ali, diante dela e ela não sabia o que fazer.

Daniel foi o primeiro a quebrar o silêncio, inclinando levemente a cabeça enquanto um sorriso discreto surgia no canto da boca, natural o suficiente para não parecer forçado, mas presente o bastante para mudar o clima entre eles.

— Oi…

Marina piscou uma vez, como se aquilo fosse suficiente para trazê-la de volta, e respondeu, ainda com a voz um pouco mais baixa do que pretendia:

— Oi…

Ela precisou de um segundo para reorganizar os próprios pensamentos antes de continuar, apoiando a mão na porta como se aquele gesto fosse ajudá-la a manter algum controle sobre a situação.

— A Dayse viajou… — explicou, com um tom mais firme dessa vez — e pediu pra eu ficar aqui.

Daniel assentiu devagar, absorvendo a informação com calma, enquanto levava a mão à nuca num gesto automático que denunciava que ele também estava ajustando as expectativas que tinha ao chegar ali.

— Entendi… — murmurou — eu vim passar o fim de semana com ela.

— Eu acho que ela…

— Não, não. Ela não sabia, eu quis fazer uma surpresa, entende?

O silêncio que veio depois foi breve, mas estranho o suficiente para exigir uma reação, e Daniel já parecia prestes a recuar, desviando o olhar como se considerasse ir embora sem insistir.

Marina percebeu.

E falou antes que ele pudesse.

— Você pode ficar.

A frase saiu mais direta do que ela pretendia, e, ao perceber isso, respirou fundo antes de completar, agora com mais cuidado:

— Quer dizer… se quiser.

Ele voltou o olhar para ela imediatamente, avaliando, e um riso baixo escapou, leve, surpreso, quase divertido pela naturalidade inesperada daquele convite.

— Tem certeza?

Dessa vez, Marina sustentou o olhar sem vacilar.

— Tenho.

E, depois de um segundo que pareceu medir algo além das palavras, ele entrou.

A porta se fechou atrás dele com um clique suave. E o silêncio que ficou já não era mais o mesmo.

A noite seguiu tranquila, sem pressa, com a conversa fluindo de forma leve entre assuntos simples e risadas baixas, enquanto o apartamento deixava de ser silencioso demais e se tornava um espaço mais vivo e confortável do que Marina queria admitir.

Daniel se acomodou melhor no sofá, apoiando o braço no encosto enquanto girava o copo entre os dedos, observando Marina com um interesse que não era invasivo, mas também não passava despercebido.

— Engraçado… — comentou, inclinando levemente a cabeça — você é diferente de todas as amigas da Dayse que eu conheci.

Marina arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços com um meio sorriso.

— Isso é bom ou ruim?

Ele soltou uma risada baixa.

— Bom, muito bom… — respondeu, olhando para ela com mais atenção — as outras são meio malucas… e atrevidas demais.

Marina corou e não disse mais nada.

Daniel apoiou o cotovelo no joelho, inclinando o corpo um pouco mais para frente.

— Quer uma história engraçada sobre ela?

Os olhos de Marina brilharam na mesma hora.

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