Cap. 74
O Chá de Casa Nova 🌿
O mês parecia voar. Entre reuniões, projetos entregues e noites inteiras em frente ao computador, Gabriel e Brenda encontraram um ritmo perfeito juntos.
O sistema que Gabriel vinha desenvolvendo chamava a atenção de grandes empresas, que começaram a contratá-lo para soluções exclusivas.
Brenda, sempre ao lado dele, ajudava nos projetos, organizava ideias, cuidava dos clientes e ainda imprimia seu toque criativo nas apresentações.
Eles estavam ganhando bem. Mais que isso, estavam construindo algo juntos.
E agora, finalmente, tinham sua própria casa.
Não era uma mansão, nem cheia de luxo como tantas que eles já tinham visitado ou visto em revistas.
Mas era perfeita da forma como eles estavam acostumados a viver, um jardim amplo, um canteiro já transformado em horta por Gabriel e Brenda, que se encantava com a ideia de colher temperos frescos, e uma varanda iluminada pelo sol da tarde.
Espaçosa o suficiente para os dois, e com espaço para algo mais no futuro.
Na tarde do chá de casa nova, a sala estava cheia de vozes, risadas e passos apressados de crianças correndo. Balões coloridos enfeitavam a entrada, e a mesa estava coberta de quitutes que Aurora ajudara a preparar.
Brenda ajeitava flores no centro da mesa quando Gabriel, segurando uma jarra de suco, sussurrou ao seu ouvido:
— Você sabia que essa casa é perfeita para filhos correndo por aí? — aurora comentou empolgada ao ver todas as crianças da família correndo de um lado a outro, em seguida levado mais comida para a mesa ao se afastar do casal.
Ela ficou vermelha, travando no lugar.
— Verdade, futuramente podemos pensar em uns quatro, quando não estivermos presos a tantos projetos.
— G-Gabriel! — murmurou ela, tentando esconder o sorriso.
— O que foi? Só disse que temos planos… — ele brincou, olhando com aquele ar travesso. — A gente pode realizar isso quando quiser.
Brenda suspirou, meio tímida, meio emocionada, e acabou sorrindo.
— Talvez seja cedo pra falar disso… mas… eu também gosto da ideia.
Ele beijou a testa dela rapidamente antes que alguém percebesse.
Aurora se aproximou, observando o casal de longe com um sorriso orgulhoso. Gabriel percebeu e caminhou até ela, afastando-se um pouco da agitação.
— Aurora… — começou sério, mas com a voz baixa, para que só ela ouvisse. — minha querida irmã como você tem estado?
Ela arqueou as sobrancelhas.
— bem, e feliz, por que?
Ele respirou fundo.
— , por que sim... quero que esteja bem e despreocupada ppor isso... Não precisa se preocupar. Eu vou cuidar bem de tudo. Da casa, do trabalho, da Brenda… e de você também, de certa forma. — sorriu de canto. — Você tem que se cuidar, para que seus filhos sempre estejam bem. Essa é a sua parte. A minha… é garantir que eu estou indo melhor do que você imagina.
Aurora piscou algumas vezes, emocionada. Então o puxou para um abraço apertado.
— Você não sabe como eu esperei por esse dia, Gabriel. Ver você assim… feliz, estável, construindo algo bonito.
Ele retribuiu o abraço, firme, como quem sela um pacto silencioso.
O barulho das crianças invadiu o momento. O filho de Andrews correu pela sala com um carrinho na mão, sendo perseguido pela filha Lola de Alice e Rodrigo, que gritava rindo.
— Ei, cuidado com o vaso! — Brenda alertou, mas já rindo ao ver o improvisado “pega-pega” que se formava.
Alice entrou rindo junto, carregando um prato de doces.
— Essa casa já tem alma de família, Brenda. Olha só a bagunça!
Rodrigo, ao lado dela, assentiu.
— E tem espaço de sobra para mais. Vocês escolheram bem.
Gabriel passou o braço pela cintura de Brenda, orgulhoso.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa impostora e o Magnata Sombrio.