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Esposa impostora e o Magnata Sombrio. romance Capítulo 254

Cap.69

Donovan fechou os olhos, respirando fundo, tentando absorver a coragem que não sentia. Saiu do carro com o coração acelerado, os pensamentos confusos, e encontrou Talyta já esperando por ele na porta do prédio, os braços cruzados, o sorriso nervoso no rosto.

— Até que enfim, achei que tinha ficado preso lá dentro — brincou ela, mas o olhar revelava um certo nervosismo.

Ele retribuiu com um sorriso breve, sem conseguir disfarçar a tensão.

— Talyta… eu preciso te falar uma coisa importante.

— Eu também — ela se apressou em dizer, mordendo o lábio inferior. — Mas deixa eu falar primeiro, por favor. Eu… eu não aguento mais segurar isso.

Donovan franziu o cenho, aflito.

— Não, espera. O que eu tenho pra te contar é sério. Você precisa saber antes, está bem? Só me deixa…

— Não! — ela interrompeu, quase em súplica. O peito arfava de ansiedade, e antes que ele pudesse reagir, continuou: — Eu gosto de você, Donovan. De verdade. Eu não quero mais fingir que tudo o que vivemos não é nada… não quero mais me esconder atrás de desculpas. Você mexe comigo de um jeito que eu não consigo explicar.

O mundo dele pareceu parar. As palavras que esperava ouvir, que secretamente desejava, agora ecoavam em seus ouvidos como um golpe. Tão doces, mas tão cruéis diante da verdade que escondia.

Donovan respirou fundo, o corpo rígido, o coração disparado.

— Talyta… eu… não posso deixar as coisas assim — disse, a voz grave, quase rouca pela tensão, estendendo a mão para ela. — Mas antes… preciso dizer que meus sentimentos são recíprocos. Só que tem coisas que eu preciso conversar com você.

Ela o olhava fixamente, surpresa com a reação, como se tivesse esperado outra resposta.

Donovan então segurou a mão dela com firmeza, os dedos entrelaçando-se nos dela, e a conduziu até o sofá. O gesto era decidido, mas o olhar denunciava a tempestade que se formava dentro dele e também nela, insegura com o que viria a seguir.

Eles se sentaram lado a lado, tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro. Donovan ainda segurava a mão dela com força, como se aquilo fosse o único apoio que restava antes da queda inevitável.

— Você precisa saber a verdade. Mesmo que me odeie depois disso, eu não quero que haja segredos entre nós… — murmurou, os olhos fixos nos dela, como se buscasse coragem na profundidade daquele olhar.

O silêncio do apartamento parecia mais alto do que qualquer som da rua. A respiração de Talyta estava acelerada, mas o coração de Donovan batia em um ritmo ainda mais insuportável. Ele parecia incapaz de soltá-la, como se aquela fosse a única âncora que o mantinha no chão.

Ele começou devagar, a voz grave, mas trêmula de hesitação.

— Eu quero… assumir algo sério com você, Talyta. Mais do que palavras jogadas ao vento, mais do que gestos. Eu quero você de verdade, como nunca quis nenhuma mulher.

Ela sentiu o peito acelerar, um sorriso pequeno querendo nascer, mas o olhar dele não era de quem trazia só boas notícias. Por isso, não se apressou em se alegrar; a declaração soava como uma despedida.

— Mas antes… eu não sei como te contar uma coisa. Algo que pode mudar tudo. — Donovan respirou fundo, desviando o olhar por um instante, como se buscasse forças nas paredes frias do apartamento.

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