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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 131

Quando entrou em casa, em vez de seguir para o quarto, Renato foi atrás de Odete. Algo em toda aquela história não lhe saía da cabeça. Precisava esclarecer tudo antes que aquilo se transformasse numa grande bola de neve.

Ao entrar na cozinha, as funcionárias se assustaram com a presença repentina do chefe.

— Onde está a Odete? — perguntou, sério.

— Ela está no salão dos fundos, perto da academia, senhor — respondeu uma delas.

Ele apenas assentiu e saiu em seguida.

Quando a encontrou, Odete ajeitava algumas flores em um jarro. Assim que o viu, abriu um sorriso educado.

— Bom dia, senhor.

— Bom dia — respondeu, direto.

— O almoço já vai ser servido em breve — comunicou.

— Tudo bem… e a Sara?

— Ela acordou mais tarde hoje, tomou café e voltou para o quarto — explicou.

Renato franziu levemente a testa.

— Só isso que ela fez durante a manhã?

A pergunta fez um pequeno alerta surgir em Odete.

— Sim — respondeu, cautelosa. — Ela disse que estava se sentindo um pouco indisposta hoje.

— O que ela tem? — insistiu.

— Não sei, senhor — respondeu com honestidade. — O melhor é perguntar a ela mesma.

Permanecendo em silêncio por algum tempo, Renato percebeu que aquilo não esclarecia nada, mas só aumentava a sensação incômoda de que havia algo acontecendo bem diante dos seus olhos.

— Escuta, você se lembra de que pedi para ficar de olho na interação dela com o Humberto?

O semblante de Odete mudou no mesmo instante.

— Sim, senhor, eu me lembro.

— Então me diga — continuou —, a Sara tem se encontrado com o Humberto nesses dias?

Odete ponderou por alguns segundos. Tinha quase certeza de que Constança havia dito algo para ele estar fazendo aquela pergunta.

— Bem, senhor… hoje pela manhã eles se viram por alguns minutos — confessou.

— E? — Ele esperou que ela continuasse.

— Não houve nada demais — explicou. — Eu estava por perto. Ela apenas o cumprimentou e perguntou como ele estava.

— Só isso? — insistiu.

— Sim… — respondeu, mas logo acrescentou: — Depois, a sua mãe apareceu e interrompeu a conversa. O senhor sabe como é... com o jeito da dona Constança, ela sempre entende as coisas do modo errado.

— O que ela fez? — perguntou, atento.

— Apenas interrompeu a conversa — respondeu. — Alegou que a Sara e o Humberto estavam próximos demais. Mas, como eu disse, eu estava por perto o tempo todo e não houve nada fora do normal. Eles apenas se cumprimentaram por educação.

— Se piorar, me avise. Não quero que você fique passando mal sozinha.

— Eu prometo — respondeu, apertando os dedos dele com cuidado.

Seus olhos se encontraram por um momento, e ele não deixou de pensar em como ela era linda e em como seus dias haviam ficado mais leves desde que decidiu se dar bem com ela. Sara já ocupava um espaço especial em seu coração e, ainda que não tivesse coragem de admitir em voz alta, gostava dela mais do que imaginava.

Queria que aquilo que existia entre eles continuasse por muito tempo e se transformasse em algo mais forte e duradouro. Queria que nada, nem ninguém, fosse capaz de separá-los.

O pensamento em Humberto voltou sem que pudesse evitar. Lembrou-se do que a mãe havia dito e, mesmo sentindo que não havia nada de errado entre eles, a simples ideia de uma amizade o incomodava. Não queria ser injusto com o capataz, mas havia ciúme ali, mesmo que não gostasse de reconhecer.

Era esse incômodo que o fazia pensar em afastá-lo de perto da casa. Não por desconfiança, mas porque não queria dividir o espaço que, pouco a pouco, Sara vinha ocupando em sua vida.

Ele respirou fundo, desviando o olhar por um instante, tentando organizar os próprios sentimentos. Gostava dela. E isso, mais do que qualquer outra coisa, o deixava apreensivo.

— Vou tomar um banho, quer ir comigo?

O convite soou com segundas intenções. Sara pensou em dizer não, chegou a abrir a boca para recusar, mas a vontade de estar perto dele falou mais alto.

— Eu adoraria.

Satisfeito com a resposta, ajudou-a a se levantar. Com cuidado, começou a tirar sua roupa, como se tivesse medo de apressar aquele momento. As mãos dele deslizavam pelo corpo dela com calma, apreciando cada parte como se fosse única.

Enquanto sentia o toque dele, Sara se perdeu nos próprios pensamentos.

“Como você reagiria se soubesse que eu posso estar esperando um filho seu?”

A pergunta a atravessou como um choque, mas, ainda assim, ela não se afastou. Pelo contrário, deixou-se levar, guardando aquele segredo só para si, pelo menos por enquanto.

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