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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 85

— Obrigada por me avisar, Odete. Estou quase chegando ao hospital.

— Que bom, querida — respondeu. — Tenho certeza de que o Renato vai se sentir melhor sabendo que você se preocupa com ele.

As palavras ecoaram na mente de Sara. Seria mesmo verdade? Será que ele gostaria de recebê-la ali? A dúvida se instalou, acompanhada de um aperto no peito.

Assim que desligou a chamada, virou o rosto para Humberto e esboçou um sorriso mais tranquilo.

— Ele está bem e fora de perigo — anunciou, aliviada.

— É… eu percebi isso pela sua expressão — comentou ele, lançando-lhe um olhar rápido antes de voltar a atenção para a estrada. — Vejo que esses dias de viagem juntos acabaram te aproximando mais dele.

Humberto disse aquilo sem maldade, mas a observação foi direta demais. Sara sentiu o sorriso vacilar por um instante, como se tivesse sido pega desprevenida por uma verdade que não sabia como encarar.

— Do que você está falando? — rebateu. — Já te disse que nada entre nós mudou.

— Isso é o que você diz — respondeu ele, com calma. — Mas as suas atitudes e até a sua expressão mostram que alguma coisa mudou, sim.

— Humberto, eu… — tentou explicar.

Ele a interrompeu antes que terminasse.

— Não precisa se explicar para mim — disse, tentando manter o bom humor. — Eu já te disse que não te julgo. Cada um sabe o que sente e o que consegue lidar no momento. Seja como for — concluiu —, eu só quero que você fique bem. O resto… o tempo resolve.

O carro seguiu em silêncio por alguns instantes, até que a fachada do hospital apareceu à frente deles.

Ela desceu do carro com certa pressa, embora tentasse disfarçar o nervosismo.

— Pode ir lá — disse Humberto, depois de estacionar. — Eu fico por aqui o tempo que precisar.

— Obrigada — respondeu, aliviada.

Assim que entrou no hospital, o ar gelado do ar-condicionado atingiu seu rosto. Respirou fundo, tentando se recompor, e seguiu até a recepção.

— Bom dia — disse, educadamente. — Gostaria de saber sobre o Renato Salles.

A atendente consultou o computador antes de responder:

— O senhor Salles está no quarto 11, mas não está recebendo visitas no momento. Apenas o acompanhante pode permanecer com ele.

— Compreendo, mas… — ela hesitou por um segundo. Sentiu o coração acelerar, mas sabia que só daquele jeito conseguiria avançar. — Sou a esposa dele… será que não poderia haver uma exceção? — insistiu, com a voz baixa.

A atendente a encarou por alguns segundos, avaliando-a com atenção. Ao perceber o desespero contido no olhar dela, pareceu ceder.

— Vou fazer assim — disse, por fim. — Posso ligar para o quarto e solicitar que a acompanhante se retire por um tempo, para a senhora ficar com ele.

— Ótimo, por favor, faça isso — pediu, sentindo uma ponta de esperança nascer no peito.

A mulher pegou o telefone e fez a chamada. Do outro lado da linha, Lorena atendeu quase de imediato.

Assim que ouviu que Sara estava no hospital e, pior, que queria ver Renato, um medo frio percorreu seu corpo. O coração acelerou no mesmo instante. Se Sara entrasse naquele quarto, tudo poderia desmoronar.

Lorena olhou para Renato, que agora dormia. Por um segundo, hesitou. Depois, apertou o telefone com mais força na mão.

85: Venenosa 1

85: Venenosa 2

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