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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 187

~ ARTHUR ~

O telefone tocou enquanto eu ainda estava no estacionamento, a chave do carro na mão, tentando lembrar exatamente em qual faixa tinha parado.

— Alô?

— Arthur. — A voz do meu pai soou do outro lado, e o tom era diferente do suficiente para acender um alerta imediato. Não o tom de médico que ele usava para dar más notícias com controle total, mas algo por baixo disso, algo que raramente aparecia e que eu aprendi a reconhecer ao longo dos anos como o tom que ele usava quando havia perdido o controle da situação. — Você está com a Zara?

— Não. Longa história, mas a Leonora armou uma armadilha e nos pegou mais uma vez. A Zara está sendo conduzida até a delegacia por um policial, eu estava indo buscar o carro para ir atrás e depois a encontrar lá...

— Não deixa. — A urgência na voz dele subiu de um grau que eu não estava acostumado a ouvir. — Não deixa a Zara entrar naquela viatura. Arthur, para o que você está fazendo e ouve o que estou dizendo.

— O que está acontecendo? Por quê?

— Porque a Leonora está naquele carro.

No instante em que ouvi aquela frase, foi como se o aeroporto inteiro tivesse silenciado de uma vez. A voz do meu pai continuou soando no telefone, mas parou de chegar. Só um zumbido tomou conta, aquele tipo de zumbido que acontece depois de um barulho muito alto e o sistema auditivo simplesmente desliga por alguns segundos enquanto tenta se reordenar. Zara estava em perigo. Eu tinha verificado as credenciais do policial, tinha checado o distintivo, tinha visto que era legítimo, tinha dito que ia atrás e que ela não precisava ter medo.

Tinha errado em cada um desses passos.

— Arthur! Arthur, me escuta!

— Zara já está na viatura. — Respondi, correndo pelo estacionamento, localizando o carro, entrando, ligando o motor antes de ter fechado a porta completamente. — Já está lá dentro.

— Escuta, você precisa... calmo... plano... presta atenção...

Mas eu já estava dirigindo a toda velocidade e não ouvia mais nada além de palavras soltas.

~ ZARA ~

A arma era tão pequena que parecia de brinquedo.

Mas eu sabia que não era. Sabia que a distância entre o cano e a minha testa era curta o suficiente para que não importasse o tamanho, não importasse o calibre, não importasse nenhum detalhe técnico sobre aquele objeto. O que importava era que estava apontado para mim e a mão que o segurava não estava tremendo.

Era isso, então.

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