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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 188

— Últimas palavras? Talvez eu possa repassar para o Arthur antes de acabar com ele também.

Então eu ri. Porque havia algo absurdo em estar naquela situação e ainda assim ter a cabeça funcionando o suficiente para perceber o detalhe que ela não tinha percebido.

— Você se esquece que eu vivi por anos em uma favela? — Pressionei ainda mais a cabeça contra o metal frio da arma. — É uma Derringer.

— O quê? — Leonora franziu a testa, a arma ainda apontada.

— Sua arma. É uma Derringer.

— Essas são suas últimas palavras?

— Não. Mas isso significa que você só tinha dois tiros. — Pausei. — E os dois já foram.

Eu estava contando. Estava forçando-a a atirar para qualquer lado por duas vezes. Estava torcendo para que o plano, o único que eu tinha, desse certo.

Vi o momento em que ela processou. A mão apertou o gatilho de qualquer forma, claramente sem acreditar no que acabou de ouvir.

Nada saiu.

Aproveitei o seu choque e agarrei o braço dela com as duas mãos e virei pra trás com força, usando o ângulo que eu sabia — de anos de crescer num ambiente onde saber se defender não era opcional — que travava o pulso de um jeito que não era gentil. Algo na forma como a Leonora gritou me informou que ossos tinham cedido. Não necessariamente quebrado, mas cedido o suficiente para que a mão abrisse e o soco inglês caísse longe do alcance dela.

Terminei com um soco no nariz, usando toda a força que eu tinha disponível naquele espaço pequeno e com as costelas ardendo de um golpe que eu ainda estava sentindo.

Leonora apagou na hora.

Fiquei olhando para ela por um segundo... Aquela mulher que tinha destruído tanto, que tinha matado o próprio irmão, que tinha tentado me matar... Estava agora inconsciente no banco traseiro de uma viatura policial, sem nenhuma compostura ou controle que ela usava como armadura.

Respirei fundo, com a dor da costela transformando aquele ato simples em um esforço consciente.

Foi quando a porta se abriu e o policial apareceu ali. Não o policial que tinha me abordado no aeroporto. Mas sim o que estava no volante. Me preparei, avaliando o quanto de energia eu ainda tinha para uma segunda rodada, porque lutar com um policial corpulento, provavelmente armado, depois do que tinha passado não era exatamente o que eu queria fazer, mas faria se precisasse.

— Você está bem?

Confirmei com a cabeça, ainda desconfiando.

— Não precisa ficar com medo. — Ele disse, com aquela calma de quem está acostumado a situações em que as pessoas ficam com medo e sabe distinguir quando esse medo é justificado ou não. — Ela tinha razão, afinal. Quem tem aliados tem tudo. O Eduardo me deixou em alerta.

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