POV/ ADRIAN
Eu sorri contra os lábios da Clara, pronto para levá-la a um canto reservado e abrir meu coração. Mas o sorriso morreu antes de chegar ao meu rosto.
Uma voz fria, melódica e terrivelmente familiar cortou o salão como uma navalha.
— Grande atuação! Realmente, digna de um Oscar!
Meu sangue congelou. Lentamente, virei o rosto, torcendo para que fosse uma alucinação. Mas lá estava ela. Sarah.
Eu não a via há oito anos. Oito anos desde que ela deu as costas para as filhas e para a vida que construímos. Eu nem sabia se ela estava viva ou em qual buraco do mundo se escondia. Eu tinha espalhado fotos para a imprensa justamente para provocá-la, para mostrar que éramos felizes sem ela, mas nunca nem nos meus piores pesadelos imaginei que ela teria a cara de pau de aparecer na minha frente.
Ela estava ali, impecável e venenosa, olhando para a Clara como se ela fosse um inseto. A culpa e o choque me deixaram sem palavras. O brilho que eu sentia segundos atrás foi substituído por uma máscara de agonia.
— Sarah? — O nome saiu da minha boca como um veneno que eu fui forçado a engolir.
O plano de contar a verdade para a Clara tinha acabado de ser atropelado pelo retorno da mulher que eu mais odiava no mundo. E o pior: eu vi o brilho nos olhos da Clara se apagar, dando lugar àquela velha insegurança que eu lutei tanto para curar.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido