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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 197

(POV ISADORA)

O Mathew ficou estático por um milésimo de segundo, os olhos abertos em choque. Eu me afastei devagar, sentindo o rosto queimar.

— Desculpa, eu... — comecei a dizer, pronta para fugir daquela humilhação.

Mas eu não tive tempo. Antes que eu desse o primeiro passo para trás, a mão dele voou para o meu pescoço, firme, possessiva. Ele me puxou de volta com uma urgência que me fez soltar um suspiro surpreso.

O beijo dele não foi calmo como eu esperava. Foi faminto. A língua dele explorou a minha com uma autoridade que me deixou sem chão. O Mathew "contido" tinha acabado de morrer, e no lugar dele, surgiu um homem que parecia ter guardado aquele desejo por uma eternidade. Ele me prensou contra a parede do corredor, o corpo dele esmagando o meu, e pela primeira vez na vida, eu senti que não era eu quem estava no controle.

E, meu Deus, eu nunca quis tanto ser dominada por alguém.

Eu estava acostumada com mãos que me apalpavam, que buscavam minhas curvas com pressa e luxúria. Mas ele... ele manteve as mãos fixas na minha nuca, os dedos entrelaçados no meu cabelo com uma firmeza possessiva, mas respeitosa. Ele não explorou meu corpo, não tentou levantar o vestido, mas aquele contato visual e a pressão da sua boca na minha me fizeram derreter mais do que qualquer toque ousado faria.

Precisei me afastar para buscar ar, sentindo meu coração martelar como um tambor. O Mathew me olhou por um segundo, os olhos ainda escuros de desejo, e me deu um selinho suave antes de se afastar.

— Por favor, Isadora... — ele sussurrou, a voz ainda mais grave. — Troca de roupa. Vai fazer frio lá fora.

Eu pisquei, atordoada. Onde estava o "furacão" que eu achava que era? Eu voltei para o quarto sentindo minhas bochechas queimarem de uma vergonha que eu não sentia há anos. Troquei o vestido vermelho por uma calça jeans e um moletom, exatamente como ele sugeriu. Quando saí do banheiro, encontrei a Clara terminando de arrumar as meninas.

— Vai fazer frio. — avisei

— É, a Isadora tem razão — a Clara comentou, pegando os casacos das pequenas.

Fomos descendo as escadas do hotel. A Clara ia na frente, segurando as mãos de Ângela e Geovana, enquanto eu tentava manter o passo, sentindo o olhar pesado do Mathew nas minhas costas. O Adrian vinha logo atrás dele, os dois mantendo aquela postura militar de sempre.

Aproveitei que as meninas estavam distraídas e a Clara se aproximou de mim, me dando uma ombrada leve com um sorriso de quem já tinha sacado tudo.

— E aí, tá gostando da viagem? — ela perguntou baixo, me cutucando. — E o Mathew? Tô percebendo o jeito que vocês estão se olhando...

Eu olhei para ela de relance, sentindo minhas bochechas esquentarem. Resolvi não fazer mistério. Me inclinei para o ouvido dela e sussurrei:

— Eu o beijei, Clara. No corredor, antes de descermos.

A Clara travou o passo por um milésimo de segundo, os olhos verdes arregalados de choque. Ela quase soltou a mão da Geovana.

— Você o quê?! Isadora! Como? Quando? — Ela sibilou, a voz carregada de uma curiosidade desesperada. — Me dá detalhes agora!

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