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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 320

POV/ MATHEW

Eu tinha acordado cedo demais naquele dia. Antes mesmo do sol nascer, o meu corpo já pedia movimento, empurrado por uma agitação que eu não conseguia colocar em nenhuma das minhas planilhas de custos. Tomei um café preto, forte e amargo, direto na caneca, e fui para a empresa antes de todo mundo.

Tranquei-me na minha sala de diretoria e tentei focar nos relatórios de exportação, mas a minha mente se recusava a obedecer aos meus comandos. Girei a cadeira de couro, encarando o teto branco do escritório, sentindo os meus músculos tensos. Será que ela já tinha chegado? Será que ela já tinha tomado café da manhã? Ela estaria com aquele cabelo loiro solto, caindo pelos ombros, ou preso naquele coque polido que ela usava no dia anterior?

Passei as mãos pelos meus cabelos, bagunçando os fios com força.

CARALHO.

Eu estava agindo como um adolescente idiota. A lembrança daquela noite de sexo em Balneário Camboriú voltou com a força de um soco no meu estômago. Eu lembrava de cada centímetro da pele alva da Isadora, do calor vulcânico que emanava dela, do jeito que ela gemia no meu ouvido enquanto eu a segurava pela cintura fina. Ela tinha sido incrível. O corpo esguio se moldando ao meu na cama daquele hotel, a entrega crua, o gosto de baunilha na boca dela. Eu estava completamente FASCINADO por aquela garota, e odiava o fato de não conseguir tirar ela da minha cabeça nem por um segundo sequer.

Levantei-me da cadeira de súbito. Eu precisava de uma distração, precisava gastar aquela energia. Usei a desculpa de que precisava conferir o andamento de alguns processos burocráticos e saí da minha sala. Caminhei pelo corredor amplo, os meus passos ecoando firmes no piso polido da TechGlobal.

Quando cheguei perto da área de convivência e do café, o meu sangue subiu quente de uma vez.

A Isadora estava lá. E ela não estava sozinha. Ela estava conversando com o Ernesto e com o Carlos, um dos analistas novos do setor. Ver a Isadora ali, com aquele rosto que parecia o de uma modelo internacional, chamando a atenção de qualquer um que passasse, me causou uma irritação imediata. Ela era bonita demais. Eu sabia que os caras iam tentar se aproximar dela, iam tentar usar qualquer desculpa corporativa barata para arrancar um sorriso daqueles lábios.

A raiva veio grossa, ardida na minha garganta. Mas eu conhecia a Isadora. Eu sabia que ela não era uma garota qualquer, não era uma menina ingênua ou vítima de conversinha de homem. Ela tinha uma personalidade forte, era brava e só fazia o que realmente queria fazer. Mas a dúvida bateu na minha mente: será que ela queria conversar com o Carlos? Será que ela estava gostando da atenção daquele sujeito?

Aproximei-me a passos largos, a minha presença cortando o assunto deles imediatamente.

— Tá tudo bem aqui? — perguntei, a minha voz saindo mais baixa e rouca do que o normal.

A Isadora se virou para mim, os olhos verdes sustentando o meu olhar com aquela audácia de sempre.

— Sim, Diretor — ela respondeu, enfatizando o cargo de um jeito que me irritou profundamente. — Eu já me adaptei ao ambiente. O Ernesto e o Carlos estão me ajudando com as diretrizes do setor.

Desviei os olhos dela por um segundo e foquei no Carlos. O desgraçado nem disfarçava o que estava fazendo. O olhar dele estava cravado diretamente no decote discreto da blusa da Isadora, encarando o volume dos seios pequenos e firmes dela. Senti os meus punhos cerrarem dentro dos bolsos da calça. Cruzei os braços com força sobre o peito, um movimento puramente territorial. Homens são previsíveis, e eu sabia exatamente o que passava na mente daquele sujeito. Eu não sabia direito o que eu queria com a Isadora, a nossa situação era um emaranhado de contradições, mas eu sabia perfeitamente o que eu NÃO QUERIA: outro homem cobiçando o que eu já tinha tocado.

— Ótimo — comentei, seco. — Voltem ao trabalho.

Dei as costas e retornei para a minha sala, sentindo o peito apertado de insatisfação. Uma hora depois, a Amanda, a minha secretária, bateu na porta e entrou trazendo uma pilha de planilhas de metas. Sentei-me e comecei a analisar os números, corrigindo algumas distorções nos gráficos com uma caneta preta.

— Diretor? — Amanda chamou, ajeitando os óculos no rosto. — O pessoal do setor vai fazer uma confraternização hoje à noite. A gente bateu a meta de exportação do mês e aumentamos o volume de trabalho, então decidimos comemorar. O senhor não quer ir? Vai todo mundo.

— Não costumo frequentar esses eventos, Amanda — respondi, sem tirar os olhos do papel.

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