POV / MATHEW
Eu continuei parado junto ao balcão do bar, segurando o copo de uísque que já estava quase no fim. Geralmente, eu nunca saía com o pessoal do escritório para esses encontros de pós-expediente. Sempre achei uma perda de tempo total, uma distração inútil que só servia para misturar o que deveria ser estritamente profissional. Mas hoje era diferente. Eu estava ali, isolado no meu canto, assistindo a Isadora rir de alguma piada idiota que o Carlos estava contando na mesa central.
Ela estava absurdamente linda com aquele vestido preto curto, os cachos do babyliss balançando perto do ombro toda vez que ela se mexia. De repente, vi quando ela se despediu das meninas, levantou-se da mesa e caminhou a passos firmes na minha direção. O andar dela parecia o de uma modelo internacional cruzando a passarela, elegante, magra e imponente.
— Hum, então você gosta mesmo de ficar excluído no seu canto? — a voz dela surgiu de repente, do meu lado, me pegando de surpresa.
Ela se escorou na bancada de mármore do bar, me encarando com aqueles olhos verdes faiscantes.
— Eu gosto do meu canto — respondi, mantendo a voz firme e neutra, controlando o impulso de segurar a cintura dela ali mesmo.
— Pelo jeito sim. Já eu prefiro ficar no meio das pessoas, onde as coisas acontecem — ela rebateu, com aquela personalidade forte que me deixava maluco.
Ela fez um sinal para o bartender, apontou para uma bebida forte e completou com audácia:
— PÕE NA CONTA DELE.
Ela pegou o copo que o funcionário entregou, deu um gole generoso olhando bem no fundo dos meus olhos e voltou para a mesa dos funcionários, rebolando com aquele vestido que não saía da minha cabeça.
Fiquei ali mais um tempo, bebendo algo ainda mais forte para tentar queimar a imagem dela da minha mente, mas não adiantou nada. Um tempo depois, decidi ir ao banheiro para lavar o rosto e tentar esfriar o sangue. Quando empurrei a porta para sair do corredor dos fundos do bar, dei de cara com ela saindo da porta do banheiro feminino ao mesmo tempo.
Ela parou, me olhando de cima a baixo.
— Está me seguindo, Diretor? — ela arqueou a sobrancelha, com um sorriso visivelmente debochado.
— Claro que não — respondi, parando bem na frente dela, bloqueando a passagem estreita daquele corredor abafado. — Eu acho que é você que está me seguindo, já que eu vim no banheiro primeiro. É uma lógica bem óbvia.
Ela cruzou os braços, fazendo os seios pequenos e firmes ficarem mais destacados sob o decote.
— Por que você está me olhando desse jeito? — ela perguntou, a defensiva subindo na voz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido
Eu recomendo o romance: O Bilionário Obsecado e a Babá Virgem do Club Proibido. Ao ler o romance fui transportada para um mundo paralelo cheio de sentimentos, amor, sedução e prazer. Foi uma leitura intensa prazerosa que fez florescer em mim desejo que eu não sabia que tinha. Parabéns!!!...