POV / MATHEW
Os dias da semana começaram a passar num borrão que eu mal conseguia registrar. Aquela loira infernal tinha desconfigurado completamente a precisão dos meus números, as minhas planilhas de risco e toda a lógica que eu levei anos para construir dentro da minha cabeça. Isadora mexia com a minha mente de um jeito que me deixava com o sangue quente, pulsando nas veias vinte e quatro horas por dia. Eu não conseguia focar em um gráfico sem que o rosto dela, com aqueles olhos verdes desafiadores, invadisse a porra da minha tela.
Depois daquela noite violenta e necessitada no quarto VIP do Ambrosia Club, eu mudei as regras do jogo. Fiz uma proposta definitiva para ela, um acordo financeiro agressivo que o gerente do clube aceitou sem pestanejar. Eu paguei uma fortuna em dinheiro vivo para garantir a exclusividade total dela dentro daquele lugar imundo. Agora, ela não dançava mais para o público. Nenhum outro homem tinha o direito de colocar os olhos naquelas pernas longas ou cobiçar o corpo dela sob as luzes do palco. Ela ia dançar apenas para mim.
Eu nunca fui fã desse universo de BDSM, de amarrações ou de submissão coreografada. Para mim, o controle tinha que ser real, cru, pele com pele, sem o teatro das cordas. Mas eu via o quanto ela estava se dedicando a aprender as técnicas de shibari, o quanto o corpo dela parecia encontrar uma liberdade estranha naquela arte de ser amarrada. Ela gostava daquilo. Então, engoli a minha insatisfação crônica e decidi dar o espaço que ela precisava para respirar. Eu ia respeitar o tempo dela, os limites que ela impunha com aquele orgulho de sobrevivente. Mas a minha posse era silenciosa e absoluta. No fundo do meu peito, eu tinha uma certeza matemática: aquela garota seria minha para sempre.
Três semanas se arrastaram nessa dinâmica de pura queimação interna. Minha rotina corporativa virou uma contagem regressiva para os finais de tarde, quando a gente se trancava e se destruía entre quatro paredes.
Hoje, a TechGlobal estava um verdadeiro inferno de movimentação. Eu tinha passado a manhã inteira trancado na sala de reuniões principal, cercado por engravatados de Nova York. Eram investidores gringos de alto escalão, caras que não aceitavam um único centavo de erro nos relatórios de auditoria. Estávamos organizando os termos finais de uma fusão que ia transformar a nossa holding em uma potência de alcance verdadeiramente GLOBAL. Era o maior contrato da minha carreira, bilhões de dólares circulando na mesa de vidro, e toda a responsabilidade de fechar o negócio estava concentrada nas minhas costas.
O Adrian estava fisicamente presente na sala, mas a mente dele tinha evaporado. Ele parecia um fantasma de terno italiano. A Clara estava na reta final da gravidez, pesada com as gêmeas, e o meu chefe não conseguiga fixar os olhos em um único slide sem checar a porra do celular a cada trinta segundos. O grande Imperador Cavallieri, o homem que costumava esmagar concorrentes sem piscar, estava prestes a desabar de tanta ansiedade.
No meio da tarde, o celular do Adrian vibrou em cima da mesa de mogno. O visor acendeu e eu vi o nome da Clara. O Adrian atendeu no primeiro toque, levantando-se da cadeira de couro num solavanco tão bruto que quase derrubou a xícara de café nos documentos dos americanos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido
Eu recomendo o romance: O Bilionário Obsecado e a Babá Virgem do Club Proibido. Ao ler o romance fui transportada para um mundo paralelo cheio de sentimentos, amor, sedução e prazer. Foi uma leitura intensa prazerosa que fez florescer em mim desejo que eu não sabia que tinha. Parabéns!!!...