Capítulo 44 — Rindo à toa
Damien Knight
Acordei com meu despertador me lembrando que era hora de ir à academia. Mas, quando olhei para a Emma em cima de mim, agarrada à minha cintura e entregue ao sono, decidi não ir.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Leah explicando o que aconteceu na madrugada e pedindo para que ela ficasse responsável pelo Luca hoje. Devolvi o aparelho ao criado-mudo, puxei Emma para mim novamente, enfiei meu rosto em seus cabelos e me rendi ao sono junto com ela.
Algumas horas se passaram até que despertamos.
— Bom dia… — sussurrei, dando um beijo em sua testa.
— Bom dia… — ela respondeu com a voz ainda arranhada de sono. — Que horas são? — perguntou, meio confusa.
Olhei para o relógio na cabeceira.
— Já passa das oito.
— O quê? — Emma disse, levantando com tudo. Ela tentou sair da cama, mas a impedi. — Damien! — chamou minha atenção, tentando sair dos meus braços. — Eu tenho que acordar o Luca, olhar a Ellie, correr para o café. Minha nossa, eu estou muito ferrada.
— Em, relaxa por um minuto — falei, dando um beijo em seu pescoço.
— Dam, sabe que não posso relaxar. Tenho obrigações, horários para cumprir.
Me sentei na cama e a puxei para o meu colo.
— Damien! — ela disse em um tom sério, mas eu vi o sorriso em seus lábios.
— Você está de folga hoje.
— Minha folga foi ontem — ela retrucou.
— Bem… — comecei e dei mais um beijo em seu pescoço. — Existem algumas vantagens em namorar o patrão.
Emma riu e enlaçou os braços no meu pescoço.
— Ah, é, senhor Knight? Sem ser ganhar folgas inusitadas, quais vantagens terei?
— Ainda não pensei em todas — respondi, e nós dois rimos.
Passei meu nariz no dela e depois a beijei. O beijo começou lento, mas a forma como Emma correspondia, buscando minha língua com uma timidez que me incendiava, fez meu autocontrole balançar. Eu a queria. Queria marcar cada centímetro daquela pele clara com a minha posse.
A deitei na cama com cuidado, sem perder o contato com seus lábios, e fiquei sobre ela.
— Posso? — sussurrei contra os lábios dela, levando a mão à barra da sua blusa.
Emma assentiu, os olhos brilhando em uma mistura de expectativa e nervosismo. Puxei o tecido para cima e, quando ela ficou apenas de sutiã diante de mim, o ar sumiu dos meus pulmões. A luz da manhã entrava pela janela, emoldurando suas curvas de um jeito que nenhuma obra de arte conseguiria replicar.
— Você é perfeita — murmurei, a voz falhando.
Emma corou, desviando o olhar, mas suas mãos encontraram meu peito nu, descendo lentamente pelo meu abdômen. Em um movimento distraído, seus dedos roçaram meu membro por cima da calça de moletom, sentindo o quanto eu já estava pronto para ela.
— Desculpa… — ela sussurrou, arregalando os olhos e tentando recolher a mão.
Eu a impedi. Segurei seu pulso com firmeza e guiei sua mão de volta para onde ela estava. Encarei o fundo dos seus olhos, deixando claro que não havia nada do que se envergonhar.
— Pode tocar — minha voz saiu rouca, perigosa. — É seu, Emma. Tudo em mim agora é seu.
Ela mordeu o lábio inferior, um gesto que quase me fez perder a cabeça, e fechou os dedos ao meu redor. O toque dela, mesmo através do tecido, era o paraíso e o inferno ao mesmo tempo. Gemer foi inevitável.
A puxei para mais perto, desprendendo o fecho do seu sutiã com uma agilidade que a fez arfar. Quando seus seios saltaram para fora, livres, eu não esperei. Envolvi um deles com a boca, provocando o bico com a língua enquanto minha mão apertava o outro.
— Ah… Damien… — O gemido dela ecoou pelo quarto silencioso, agudo e carregado de prazer.
— Porra, querida… não geme assim — resmunguei contra a pele dela, sentindo meu sangue latejar. — Senão, fica difícil resistir.
Emma tentou morder o lábio para se conter, o que só me atiçou mais. Desci minha mão pela barriga dela, sentindo os músculos do seu abdômen se contraírem, e comecei a deslizar os dedos por dentro do seu short, buscando a borda da sua calcinha. Parei por um segundo, olhando em seus olhos.
— Posso continuar?
Ela não respondeu. Apenas me encarou, os olhos perdidos em uma névoa de desejo, mas com aquela hesitação que eu já conhecia. Respeitei. Tirei minha mão de lá e acariciei seu rosto.

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