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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 107

Capítulo 107

Na manhã seguinte, Ayla acordou no quarto de Juan com uma sensação desconfortável no estômago. Ela se levantou rapidamente e correu para o banheiro, mal conseguindo alcançar a pia antes de começar a vomitar. O som acordou Juan, que se levantou preocupado, ainda sonolento.

Ele correu para o banheiro e encontrou Ayla, o rosto pálido e cansado, mas mesmo assim, ela sorriu para ele, tentando minimizar a situação.

—Ayla, o que aconteceu? Você está bem?— perguntou Juan, sua voz carregada de preocupação.

Ayla tentou se recompor, enxugando a boca com a toalha.

—Acho que apenas sou uma das sortudas que sente enjoo logo no início da gravidez.—

Juan soltou um suspiro aliviado, ainda que culpado por ela se sentir daquele modo, e então logo a puxou para um abraço, sentindo a fragilidade dela em seus braços.

—Vai ficar tudo bem. Estamos nisso juntos.

Ainda que se sentindo em paz e na tranquilidade dos braços de Juan, ainda existia algo queimando no fundo de sua alma, a insegurança ainda sendo maior que ela.

Por isso ela não conseguiu controlar a língua ou evitar perguntar:

—Com Alison também foi assim? Os enjoos?

Juan mudou de expressão rapidamente, uma sombra passando por seus olhos. Ayla percebeu que talvez tivesse tocado num ponto sensível, que estivesse arruinando o momento que era só deles, trazendo para aquele momento de paraíso entre eles, a responsável por todo o inferno que estava por se formar.

—Desculpe, foi só curiosidade.— Ayla acaba falando em seguida, ao perceber que talvez tinha ido longe demais

Ele ficou em silêncio por um momento, a tensão evidente.

—Os enjoos dela foram mais no meio da gravidez,— respondeu finalmente, ainda que entredentes. —Desculpe, Ayla, eu só não gosto de lembrar de nada disso. De saber que para você, existirá um fantasma no meio de nós.

A mágoa na voz de Juan é completamente compreensível e ele acaba se afastando de Ayla e voltando para o quarto.

Ayla, sentindo-se culpada o segue, e por fim, decidiu perguntar o que realmente a estava incomodando para que eles pudessem se livrar de tanta mágoa silenciada.

—Você está arrependido? Digo, sente-se cansado de ter que começar tudo de novo?— Ayla indaga, temendo a resposta dele.

Tudo que Juan faz é se afastar mais um pouco em direção a janela e encarar o novo dia que estava se iniciando. Só por sua postura era visível observar que ele estava completamente incomodado com aquelas perguntas. Mas no fundo, Juan sabia que precisava ser honesto, que precisava arrancar qualquer segurança que ainda estivesse presente no seu peito.

Por isso, se virando de volta e olhando profundamente nos olhos de Ayla, ele profere:

—Não me arrependo de nada que você trouxer para a minha vida, Ayla. Nada.

Ela respirou fundo, o coração batendo na velocidade de solavancos, sentia o seu amor expandindo-se, mas mesmo tempo que também se sentia mais aliviada.

No entanto, aquela pequena parte insegura advinda de todos seus traumas de infância até aquele momento, gritava dentro dela. E Ayla só soube que precisava colocar tudo aquilo para fora, antes daquilo explodir dentro dela.

—Desculpe, é que estou tão apavorada.— Ela assume, sorrindo, mas há medo em toda sua expressão. —Eu só nunca cuidei de uma criança, não sei como ser mãe. Nunca tive esse exemplo.

Juan no mesmo instante, volta a se aproximar de Ayla, e segurando o rosto dela entre suas mãos e ao olhar profundamente em seus olhos, ele consegue ver o quanto ela estava aterrorizada. Ele também estava. Mas era papel dele arrancar qualquer sentimento negativo que porventura viesse a perfurar o coração de Ayla.

Por isso, ele responde, tentando tranquiliza-la:

—Ayla, você já cuidou de inúmeras crianças. Veja o quão incrível você foi com a Emma.

Naquele mesmo momento, Ayla desvia o olhar, seu rosto corando levemente e é a vez dela de afastar. Porque bem, ela estava envergonhada em revelar aquela verdade a Juan depois de tanto tempo.

—Juan, eu menti para você.— Ela assume. —Eu nunca tive experiência alguma antes de ser babá da Emma. Ela foi o meu primeiro contato real com uma criança.

Juan ficou em silêncio por um momento, processando a revelação. Aquilo realmente o pegou de surpresa, sobretudo, por ter confiado Emma diretamente a Ayla sem saber da realidade por trás.

No entanto, aquele já não era mais o momento de trazer à tona aquela conversa, já existia problemas e inseguranças demais entre eles.

Por isso, Juan responde simplesmente:

—Isso só prova o quanto você é incrível. Você entrou na nossa vida sem experiência e fez um trabalho maravilhoso. Você vai ser uma mãe incrível, Ayla. Eu acredito em você.

Aquelas palavras por um momento, pareceu ser tudo que Ayla realmente precisava escutar para silenciar seus medos, por isso, ela sente as lágrimas enchendo seus olhos, emocionada e completamente cativada com as palavras de Juan.

—Obrigada por acreditar em mim, Juan. Só espero conseguir corresponder e não o decepcionar.

Juan sorriu a puxando para outro abraço apertado.

—Isso jamais seria possível. vamos conseguir, juntos. Sempre juntos.

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