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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 106

Capítulo 106

Enquanto Juan buscava seu equilíbrio emocional, Ayla ficou paralisada por um momento enquanto o via sair apressado do quarto daquele hospital, deixando-a sozinha com seus pensamentos tumultuados.

O vazio na sala parecia ecoar a confusão em seu coração. O ambiente do hospital, já frio e impessoal, parecia agora um reflexo perfeito de sua solidão e incerteza interna.

Emma, percebendo a tensão no ar, perguntou inocentemente:

—Para onde o papai foi?

Ayla esboçou um sorriso, tentando esconder sua mágoa e incerteza.

—Ele já volta, querida. Só precisou resolver uma coisa.—

Emma, ainda confusa, insistiu:

—Ayla, nós já podemos ir para casa?

—Em algumas horas, sim,— respondeu Ayla, tentando manter a calma enquanto sua mente vagava por um mar de dúvidas e inseguranças.

Ela respondia automaticamente às perguntas de Emma, sem realmente estar presente. Sua mente estava em um mar de pensamentos, tentando processar a novidade da gravidez e a reação inesperada de Juan.

Poucos minutos depois, Edith entrou no quarto, chamando Emma.

—Vamos, querida. Você tem aula de piano agora.

Emma olhou para Ayla com olhos tristes, mas Ayla consolou a garota ao se despedir dela, e prometendo que logo estaria em casa.

—Vou te ver mais tarde, ok?

—Ok, Ayla. Volta logo!— Emma respondeu, saindo do quarto com Edith.

Assim que Ayla fica sozinha, o médico que a atendeu entra novamente no quarto, dessa vez, trazendo boas notícias.

—Senhorita Green, seus exames estão normais. A senhora já pode ir para casa. Só se lembre de procurar um obstetra para acompanhar sua gravidez.

Ayla, ainda atordoada, agradeceu mecanicamente. E assim que o médico sai, ela começa a arrumar suas coisas para ir embora, seus movimentos automáticos, enquanto sua mente girava em torno da novidade avassaladora. Cada passo que dava parecia pesado, como se estivesse carregando o peso do mundo em seus ombros.

E foi exatamente naquele momento, que Juan voltou ao quarto. Sua expressão trazia a culpa ao perceber que Ayla estava pronta para sair sozinha. Que ele a deixara sozinha.

—Ayla, eu... Desculpe por...— ele começa.

Mas antes que ele pudesse terminar, Ayla o interrompeu, sua voz quebrando com a emoção e ela o encara profundamente nos olhos.

—Juan, você não precisa se sentir obrigado a participar da vida dessa criança se não quiser. Eu posso fazer isso sozinha. Está tudo bem.

Juan também viu o medo e a decepção nos olhos de Ayla, assim como viu que nada do que ela falava era realmente o que ela queria.

Por isso, ele se aproximou dela e, gentilmente, a silenciou.

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