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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 112

Capítulo 112

Enquanto Alison rompia sua própria cabeça, na manhã seguinte, quando o sol mal havia nascido, Juan já havia despertado.

Ele sequer havia conseguido dormir bem naquela última noite, os seus pensamentos ainda completamente nublados pelos eventos recentes.

Assim que os primeiros raios de sol começam a surgir através das janelas abertas, Juan se vira e assiste Ayla dormindo pacifica e profundamente ao seu lado. Ela parecia tão frágil, tão serena, que ele hesitou antes de sair da cama. Mas ele sabia que realmente precisava agir.

—Ayla,— ele sussurrou suavemente, tocando seu ombro.

Lentamente, Ayla abre os olhos, piscando devagar para se ajustar à luz do amanhecer.

—O que houve?— perguntou, a voz rouca de sono, os olhos quase fechados.

—Vou passar o dia fora. Preciso investigar algumas coisas que podem ser úteis para nós,— explicou Juan, sussurrando para ela, tentando manter a voz calma e firme.

Ayla assentiu, compreendendo a gravidade da situação. E retornando a realidade que a chamou de volta. Lentamente, ela se senta na cama e se estica, também despertando seu corpo.

—Tudo bem.— Ayla fala, por fim. —Irei aproveitar para visitar minha mãe e Sunny no hotel. Preciso ver como estão.

Juan assente e beija sua testa, e logo depois a deseja um bom dia, seguido de um beijo cumplice e apaixonado em seus lábios.

Após um rápido café da manhã, Juan deixa Ayla em frente ao hotel, trocando um beijo rápido antes de ela sair do carro.

—Cuidado,— ele disse, olhando fundo em seus olhos. Ela sorriu e acenou, tentando transmitir uma confiança que não sentia totalmente.

—Eu falo o mesmo para você.— Ela diz de volta. —Eu te vejo mais tarde.

Logo que eles se despedem, Ayla adentra a portaria daquele local. No saguão do hotel, Ayla é recebida pela recepcionista que informou que sua mãe e irmã não estavam no quarto. Confusa, ela agradeceu e começou a caminhar pelo hotel, sabendo que deveria ter avisado que iria.

No entanto, enquanto Ayla fazia o caminho de volta até a saída, ela avistou Andrea e Sunny sentadas em uma mesa perto da piscina, desfrutando de um café da manhã tardio.

—Mamãe! Sunny!— chamou Ayla, acenando animadamente, ainda de longe.

As duas olharam para ela e abriram sorrisos calorosos.

—Ayla, querida! Venha se sentar com a gente,— disse Andrea, puxando uma cadeira para a filha.

Assim que se aproxima, Ayla se senta junto a elas, e logo, começaram a conversar sobre coisas banais, atualizando-se sobre pequenos detalhes de suas vidas nos últimos dias. Andrea parecia radiante, e Sunny mantinha o seu sorriso cordial e curto, embora seus olhos revelassem algo mais profundo. Como todas as outras vezes.

—Então, como está sua saúde, mãe?— perguntou Ayla depois de um tempo, entrando de fato em algum assunto sério, enquanto tentava esconder a preocupação em sua voz.

Andrea suspirou no mesmo instante, mas logo em seguida, sorriu.

—Com o dinheiro que você nos deu, conseguimos marcar a cirurgia. Em breve, vou começar o tratamento.— Andrea explica.

Ayla sentiu uma onda de alívio e felicidade a cobrir por inteira ao ouvir tudo aquilo.

—Isso é maravilhoso, mãe! Estou tão feliz por você.

Sunny assentiu enquanto ouvia a conversa das duas, seu sorriso um pouco mais forçado.

—Sim, foi uma grande ajuda, Ayla. Obrigada. Mas em breve, eu pagarei a você.

—Não!— Ayla exclama com veemência. —Por favor, não. Eu não quero, não preciso e não fará falta alguma a mim.

Um momento de silêncio se instala entre as duas ali, e Ayla tem urgência em falar sobre algo leve, algo bom... Algo que transmitisse a esperança de dias melhores, algo que transmitisse... Vida.

Ayla então respirou fundo, decidida a compartilhar sua própria novidade, reunindo toda sua coragem e alegria.

—Bom, eu também tenho uma notícia para dar a vocês...— Ayla começa e as duas mulheres em sua frente esperam que ela continue, ansiosas. —Bem... Eu estou grávida.— Ayla assume, por fim, em voz alta e morde o próprio lábio quando revela aquilo.

E assim que as palavras saem da boca de Ayla, o silêncio caiu como uma pedra na mesa. Andrea estava boquiaberta, os olhos brilhando com lágrimas de alegria.

—Vou ser avó?— exclamou, levando a mão à boca, emocionada.

Ayla sorriu, a emoção também tomando conta dela. Ela então, olha para Sunny, mas logo percebe a mudança na expressão de sua irmã.

Nos olhos de Sunny, havia uma mistura de ressentimento, raiva e dor. E isso apenas se confirmou quando Sunny não disse nada, apenas se levantou abruptamente, derrubando a cadeira, e se afastou, deixando a mesa em um silêncio constrangedor.

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