Capítulo 132
Enquanto o inconsciente lentamente puxava Juan, ele sentiu uma nova onda de força e coragem. Mesmo que aquele sonho tivesse sido apenas uma criação de sua mente perturbada, a ameaça de Alison era real. Eles precisavam estar vigilantes, proteger uns aos outros, e nunca baixar a guarda.
Enquanto a noite lentamente se transformava em dia, e o sol começava a brilhar no alto, Juan e Ayla começaram a planejar sobre como reforçariam a segurança da casa e discutindo estratégias. Cada passo que davam juntos os aproximava mais, fortalecendo o vínculo que os unia.
Porque a verdade era que aquele sonho havia sido um alerta, e Juan estava decidido a não o ignorar.
Alison ainda era uma ameaça, mas agora, mais do que nunca, ele estava pronto para lutar. E com Ayla ao seu lado, ele sabia que poderiam superar qualquer coisa.
Na manhã seguinte, quando a casa já estava envolta em uma calma tênue, e a primeira luz do sol entrava pelas janelas, iluminando suavemente os corredores, Emma, já vestida para a escola, foi até o quarto de Juan e Ayla, batendo levemente na porta antes de entrar.
—Bom dia, papai! Bom dia, Ayla!— chamou ela, animada.
Juan e Ayla se levantaram no mesmo momento, surpresos e orgulhosos ao verem sua filha já arrumada para ir pra escola.
—Olha só quem já está pronta!— exclamou Juan, sorrindo. Seu coração expandindo com um amor intenso.
—Você está tão crescida, Emma,— disse Ayla, ajeitando suavemente uma mecha do cabelo da menina. —Já conseguiu se arrumar sozinha, que orgulho!
Emma sorriu, visivelmente satisfeita e feliz com o elogio.
—Posso descer para o café da manhã agora?— ela pergunta, entusiasmada.
Ayla e Juan se entreolham, um tanto desconfiados e com um sorriso no rosto.
—Por que toda essa ansiedade, querida?— ele quer saber, divertido.
Emma apenas solta um leve estalo com seus lábios e segurando sua mochila com força ao lado, ela revela:
—É dia de culinária na escola, papai.— Ela anuncia. —Irei fazer os seus biscoitos favoritos que a Ayla me ensinou. Então vamos descer logo!
Se os dois já estavam orgulhosos antes, aquilo tudo só ajudou a expandir o orgulho e amor no peito de Juan e Ayla.
—Claro, querida. Vamos descer todos juntos agora.— disse Juan, segurando a mão dela enquanto saíam do quarto. —Me promete trazer um biscoito quando voltar?— ele sussurrou para filha.
Emma estava sorrindo quando disse:
—Irei tentar, papai.
Outra vez, Ayla e Juan se entreolham, sentindo um tipo de paz e serenidade que não era mais sentido há muito tempo.
Quando os três chegam ao andar de baixo, a sala de jantar estava tranquila e silenciosa. Amanda já estava lá e ela preparava a mesa.
—Bom dia!— saudou ela, enquanto os três entravam.
—Bom dia, Amanda,— respondeu Ayla e Emma em uníssono.
—Onde está o Ryan?— Juan pergunta quando se senta, ao perceber que não havia nenhum rastro do seu irmão ao redor.
Antes mesmo que Amanda pudesse responder, Ryan entra na sala. O rosto molhado de suor e pálido como um fantasma. Ele cambaleou ligeiramente ao se aproximar da mesa.
—Bom dia.— Ele tenta falar, mas sua voz sai quase inaudível.
Juan levantou-se de imediato, a preocupação evidente em seu rosto e a dor em ver seu irmão sofrendo.
—Ryan, você está bem? Precisa de ajuda?— ele quer saber, e tenta se aproximar.
No entanto, Ryan apenas levanta a mão, recusando a oferta de ajuda e pedindo para Juan permanecer no mesmo lugar.
—Estou bem, Juan. Apenas... um pouco indisposto,— disse ele, tentando sorrir, todavia com a voz rouca. —É apenas o começo do fim, não é?— ele tenta brincar, sorrindo.

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