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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 24

Assim que Ayla para o carro em frente a mansão, ela vê o dano que fez. Havia uma intensa fumaça saindo do lado esquerdo da casa, onde se encontrava a cozinha. E onde Ayla esperava que se mantivesse e o fogo só não tivesse tido tempo o suficiente de destruir tudo.

—Por favorzinho, que nada de tão terrível tenha acontecido.— Ela ora consigo mesma enquanto atravessa a casa pelos fundos.

E é questão de segundos até Ayla começar a tossir e tentar esconder o rosto da fumaça que saia de dentro daquele cômodo. Pelo pouco de vislumbre que ainda tinha sua visão, ela pôde perceber que o fogo parecia cessado, pois não enxergava nada flamejante e vermelho, apenas o cinza quente.

—Oi, tem alguém aqui?— ela pergunta, incapaz de ver qualquer coisa e tenta segurar na pia ao seu lado, mas o inox está tão quente que queima sua mão e ela grita com o susto e dor. —Droga.— Ela leva sua mão aos lábios, sentindo aquela queimadura.

—O que você está fazendo aqui?— era a voz de Juan preenchendo todo aquele local, até que ele estivesse de frente para Ayla.

Ela olha pra cima, tentando encará-lo, no entanto, ela engole em seco. Juan estava em sua frente, nenhuma camisa cobria o seu corpo, agora manchado pela fumaça.

—Eu... eu...— outra vez, ela parece incapaz de formar qualquer frase completa enquanto olha para o seu rosto.

Os fios negros do cabelo de Juan caem sobre sua testa e ele estava completamente suado. Seu rosto com pequenas manchas escuras de fumaça e o seu peito desnudo brilhava com o suor e com todos os músculos presentes ali.

“Oh, meu Deus, o que eu estou pensando?” ela pensou consigo mesmo, tentando se despertar daquele transe.

Juan teve a mesma ideia, e por isso, insistiu:

—O que você pensa que está fazendo?— ele insiste. —O quanto de fumaça você deseja inalar?

Ele parece extremamente irritado ao falar e tudo piora consideravelmente quando Ayla permanece petrificada em sua frente.

—Pelo amor de Deus!— Juan exclama exasperado, e passando as mãos por baixo dos joelhos de Ayla a levanta.

—Ei, o que está fazendo?— ela finalmente reage quando ele começa a se afastar com ela em seus braços, exatamente igual a última vez quando ela feriu seu pé. Como se ela apenas pesasse uma pluma.

Juan não respondeu coisa alguma, apenas seguiu seu caminho e só parou e deixou Ayla em seus próprios pés quando chegaram a sala de estar.

Ayla começou a tossir outra vez, mas percebeu que naquela sala a fumaça não havia chegado e ela estava a salvo. Se sente um pouco aliviada ao perceber que o dano havia sido reduzido. No entanto, ao olhar pra cara de Juan, percebeu que a última coisa que deveria sentir era alivio.

—Onde está a Emma? Ela está bem? Irei vê-la.— Ayla diz, tentando profundamente fugir do olhar acusador de Juan.

—Volte.— É tudo que Juan fala, a voz inquisidora.

Ayla congela no chão no mesmo instante e ainda de costas pra ele, fecha os olhos e morde os próprios lábios, orando para sobreviver naquele emprego mais um dia.

—Precisa de algo?— ela pergunta ao se virar da maneira mais cínica possível.

Juan apenas a encara, descrente com sua coragem e dissimulação. E se ele não estivesse tão irritado, certamente teria sorrido daquela situação, mas não era o caso.

—Onde você estava Ayla?— Juan explode, por fim. —Por que simplesmente decidiu sair e deixou aquela droga de torta no fogo?

Ayla engole em seco e sabe que não pode mais fugir.

—Me desculpe, eu saí pra fazer compras e...— ela começou, mas foi interrompida.

—Pare de mentir.— Juan irrompe. —Não estávamos precisando de nada e você sabe muito bem que essa não é sua tarefa na casa.

Ayla assente, porque percebe que não tem como argumentar contra um fato e nem estava disposta a encarar ainda mais a fúria de Juan.

—Não a impeço de sair, Ayla. Você tem toda sua liberdade. No entanto, você estava em seu horário de trabalho. E preciso saber o quê de tão urgente você tinha pra resolver.

Naquele instante, Ayla sente-se contra a parede. Ela percebe que não pode revelar a verdade, mas entende que Juan deveria saber. Ayla realmente cogita falar sobre sua irmã e sobre sua proximidade suspeita com Bianca. Ayla pressente que algo de muito sujo iria surgir dali, e que influenciaria diretamente no destino de Juan.

No entanto, ela não podia revelar algo assim sem ter a absoluta certeza que saberia como pará-las. Ela só tinha que orar para que Juan tivesse tempo.

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