Juan pôde sentir o silêncio pesado que pairava entre ele e Ayla enquanto voltavam para casa, após Juan ter compartilhado algo tão íntimo seu. O peso de todas aquelas revelações recentes ainda ecoava em suas mentes, criando uma barreira invisível entre eles.
E isso só ficou ainda mais claro ao chegarem à mansão, e serem surpreendidos por uma visita completamente indesejada: a delegada Diana.
Juan, ainda atordoado com todos os últimos minutos que presenciara entre Ayla e sua imã, não sabia como lidar com a presença dela. Mas quando se encontraram a sós, Juan, por fim decidiu confrontá-la.
—Por que está aqui, Diana?— Juan perguntou, sua voz carregada de desconfiança.
Diana, por sua vez, manteve a compostura, mas seus olhos mostravam uma tensão contida.
—Eu precisava falar com você sobre a investigação, Juan. Mas agora, acho que deveríamos falar sobre a Ayla.
Juan franziu o cenho, preparado para qualquer coisa que Diana pudesse dizer.
—O que tem a Ayla?—
Diana respirou fundo, reunindo coragem para suas próximas palavras.
—Eu sei que nossa relação não é perfeita, mas isso não significa que eu seja capaz de fazer o que está me acusando, principalmente quando se trata de Ayla.
Juan olhou para Diana, seus olhos mostrando a determinação e a sua frieza singela em defesa de Ayla.
—Você pode não ter percebido, mas suas ações têm afetado a Ayla mais do que imagina. Ela está sofrendo por sua causa.—
Diana se manteve firme, mas uma sombra de dúvida passou por seus olhos.
—Eu nunca quis prejudicar Ayla, Juan. Eu só quero que você entenda que, apesar de tudo, eu ainda sou irmã dela.
Dessa vez, Juan não pôde evitar sorrir e o seu sarcasmo familiar deu as caras.
—Então o fato de você ter dormido com o noivo da sua própria irmã, não foi com intenção de prejudica-la, não é mesmo?
Diana dessa vez, estava sem palavras ou reação. E a verdade era que Juan também não desejava passar mais nenhum segundo ali ouvindo suas desculpas.
—Eu estou feliz que essa investigação finalmente chegou ao fim.— Juan fala. —Porque eu não pretendo olhar na sua cara nunca mais. Não existe nada que eu despreze mais do que mentiras e traições e você é a própria personificação do cinismo.
—Juan, eu...— Diana tenta se justificar, mas Juan volta a cortá-la.
—Você sabe por onde sair.
E simples assim, Juan dá a volta e sai daquela sala. Ele vai em direção ao lugar que sempre o chamava: o anexo de Ayla.
Quando chega próximo ao lugar, Juan consegue avistá-la pela janela, e ela parecia perdida em seus próprios pensamentos quando Juan bateu na porta.
Ayla respira fundo e sem tanta energia assim, se levanta e atende a porta.
Seu rosto não demonstra nenhuma reação quando ela vê Juan e ela apenas dá as costas para ele, mortificada demais para lutar.
—Ayla, podemos conversar?— ele pergunta e arriscar entrar em seu quarto.

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