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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 38

O beijo entre Juan e Ayla funcionou como uma tempestade de emoções, uma mistura vertiginosa de desejo, arrependimento e esperança dentro dela.

Todos seus sentimentos estão completamente confusos, no entanto, enquanto seus lábios se tocavam, ambos sentiam como se estivessem sendo consumidos por uma chama intensa, uma chama que queimava todas as barreiras que haviam erguido entre eles.

—Ayla.— Juan sussurrou sob os seus lábios, acariciando-a pela nuca, sentindo os fios sedosos dos seus cabelos.

—Juan...— Ayla responde de volta, se permitindo entregar-se aquela sensação.

Naquele momento, o mundo exterior pareceu desaparecer e tudo o que importava era a sensação da pele deles se tocando, dos corações batendo em uníssono.

Mas, eventualmente, a realidade os alcançou, quando o fôlego entre eles fora tomado e eles se separaram para respirar, deixando um espaço vazio e doloroso entre eles.

Ayla olhou para Juan, seus olhos ainda nublados pela intensidade do momento e tudo o que o antecedeu.

Ela ainda podia sentir o calor do seu beijo reverberando por todo o seu corpo, mas também podia sentir aquela incerteza pairando no ar. Outra vez.

—Juan...— ela volta a falar, a sua voz não passa de um sussurro frágil.

Juan consegue pressentir o que sairia da boca de Ayla, poderia prever mais uma negativa da qual romperia o seu coração outra vez, por isso, ele apenas a interrompeu suavemente.

Juan leva um dedo até os lábios de Ayla, a silenciando. A verdade era que ele queria aproveitar aquele momento, mesmo que fosse breve e finito. Porque a certeza que ele tinha era que, assim que se ele afastasse dela, todas as dúvidas e preocupações voltariam a assombrá-lo.

—Por favor, não diga nada.— ele sussurra, sua voz possuindo o forte tom rouco.

Ayla levanta seus olhos até os dele, cujo olhos estão fixos nos dela com uma intensidade ardente que ela sente a vibração em seu mais profundo interior.

—Eu sei que há muito o que discutir, muito o que esclarecer, mas por agora, só quero estar com você.— Juan volta a falar.

Pela primeira vez, em longos anos, e pela primeira vez, para Ayla, ele havia expressado abertamente como se sentia. Juan havia se permitido sentir a fragilidade por um momento. E tudo que aquilo causou em Ayla, foi uma admiração e encantamento ainda maior por Juan.

O homem misterioso, mas com sentimentos tão guardados e lindos.

—Acho que posso fazer isso.— Ayla sussurra enquanto assente lentamente.

Mas a verdade era que ela era incapaz de articular as milhares de perguntas que rodopiavam em sua mente naquele momento. Não podia pensar; não enquanto Juan estava tão próximo daquela maneira e o seu cheiro a incinerava todos os sentidos.

—Espero não me arrepender disso amanhã.— Ayla sussurra.

E então, deixa-se levar pelo calor reconfortante dos braços de Juan, saboreando a sensação de proximidade e familiaridade que eles compartilhavam.

—Sem arrependimentos.— Juan responde de volta.

Por um tempo, eles apenas ficaram ali, abraçados, perdidos em seu próprio mundo de emoções.

Mas, de repente, o som de uma porta batendo no anexo de Ayla os trouxe de volta à realidade.

—Está esperando alguém?— Juan perguntou.

Ayla apenas negou com a cabeça, tão confusa quanto.

—Irei ver quem é.

Ayla então se afasta e segue até a porta, a abrindo, só para se arrepender no mesmo instante.

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