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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 45

—Às vezes, o maior risco na vida não é tentar e falhar, mas sim se recusar a tentar. As cicatrizes do passado devem se tornar os lembretes do presente, e não as correntes que te prendem ao que passou. O amor é uma jornada corajosa; não deixe que o medo o impeça de conseguir a glória da chegada.

Foram aquelas últimas palavras que saíram da boca de Ryan, a última vez que ele decidira tocar no assunto e tentar tocar, de alguma maneira e por alguma sorte, a teimosia e o sentimento de Juan.

Seu irmão apenas engole em seco, ele não tinha muito do que falar. Juan sabia que Ryan tinha razão, em cada palavra que dissera, mas o seu medo o deixava quase paralisado, as lembranças da sensação de ter a confiança rompida ainda queimava profundamente.

—Obrigado, Ryan.— Em contrapartida, isso é tudo que ele diz.

Juan desejava abrir mais o seu coração e falar que compreendia o que Ryan dissera e também falar o que queimava em seu peito, mas ele não conseguia fazer aquilo. Parecia que a única pessoa com quem ele realmente se sentia a vontade em se abrir era Ayla, que agora estava distante. Porque no momento certo em que ele deveria ter feito aquilo, ele também não fizera.

Uma batida na porta, chama atenção de Ryan e de Juan. Os dois olham em direção a porta.

—Entra.— Juan grita, e em seguida, a porta se abre.

Seu mordomo Gomez entra em seu escritório, e se desculpando pela intromissão, ele anuncia:

—Senhor Barichello, dois detetives se encontram na sala nesse momento e desejam falar com o senhor.

Ryan e Juan se entreolham no mesmo instante, a confusão e antecipação do que será que tenha acontecido agora em suas expressões.

—O que aconteceu agora?— Ryan pergunta, enquanto ele e Juan se levantam de suas cadeiras.

—É a famosa lei de Murphy, Ryan.— Juan diz enquanto atravessa o corredor junto a seu irmão. —Nada está tão ruim que não possa piorar.

Ryan dá uma risada curta e assente rapidamente com a cabeça, porque sabe que aquilo era real o suficiente.

Assim que os dois chegam na sala, encontram o detetive Gordon e Vance, esperando. Ambos vestindo seu sobretudo preto, ainda que lá fora estivesse quente o suficiente.

—Detetives.— Juan cumprimenta e em seguida, Ryan faz o mesmo. —Não pensei que os veria tão cedo.

—Também não desejávamos isso.— Vance responde com um sorriso irônico no rosto.

Juan disfarça um revirar de olhos e então fica em silêncio, aguardando impaciente que eles revelem o que foram fazer ali.

Gordon olha para Ryan, como se a presença dele ali não fosse desejada.

—O que quer que tenha para ser dito, pode falar na frente do meu irmão.— Juan fala, por fim.

Os detetives se entreolham e após uma curta conversa entre olhares que só eles entenderiam, eles cedem facilmente.

—Senhor Barichello, queremos permissão para exumar o corpo da sua mulher.— Vance fala rapidamente e sem arrodeio.

—O quê?— Juan e Ryan arquejam, tão surpresos e confusos quanto com aquele pedido.

Gordon solta uma longa respiração e então começa a explicar.

—O promotor do caso está tentando encerrar a investigação, porque eles acreditam que não houve crime algum e que Alison não foi assassinada.

Aquela informação faz os nervos de Juan começarem a se agitar e ele precisa se afastar e sentar na poltrona ao seu lado, para digerir aquela novidade imprevisível.

—Podem ser mais explícitos que isso?— é Ryan quem pergunta.

—Claro.— Vance diz. —Após a análise da autopsia foi descoberto que o que estava no organismo de Alison não se tratava de um veneno em si, mas sim de uma substancia que, ingerida exageradamente, poderia causar uma falência dos órgãos e por consequência, envenenamento.

—Eu não entendo.— Juan fala, realmente confuso. —E o que encontraram?

—Através das listas de compras da Alison que você cedeu para nós, notamos que a Alison tomava constantemente uma espécie de shake para emagrecimento que possuía essa substancia. Você recorda da sua mulher ter problemas com emagrecimento, senhor Barichello?— Vance pergunta.

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