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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 46

Capítulo 46

Enquanto Juan lidava com as consequências de sua escolha, ou não-escolha, Ayla caminhava sob as luzes da cidade até o caminho do bar.

Já era noite e as pequenas luzes coloridas da rua pareciam tão bonitas como sempre foram, brilhando em contraste com a pequenas estrelinhas no céu.

Assim que Ayla chega em frente ao bar, ela enxerga Jeff, que a espera com um sorriso no rosto. Os olhos castanhos brilhando, os cabelos ruivos e úmidos penteados para trás. Ele vestia uma jaqueta jeans escuro e suas mãos estavam enfiadas no bolso enquanto Ayla seguia em sua direção.

—Aqui estamos nós, de volta a Clash '99.— Ayla anuncia sorrindo quando para ao lado dele.

—Assim como nos velhos tempos.— Jeff responde sorrindo e então se abaixa para a cumprimentar e dar um beijo rápido em sua bochecha. —Você ainda usa o mesmo perfume.— Ele notou.

Ayla sorriu no mesmo instante e se perguntou que tipo de remédio para memória Jeff tomava.

—Eu sou assim; previsível.— Ayla responde, por fim.

Então os dois entraram naquele bar e logo foram agarrados pelo burburinho, a música alta e a luz morna e alaranjada daquele lugar.

—Esse bar ainda é o melhor da cidade, não é?— Ayla comenta assim que os dois se sentam na bancada e então pedem suas bebidas ao barman.

—Não é como se tivesse mais opção também, não é?— Jeff comentou o obvio.

—Touche.— Ayla respondeu sorrindo e logo suas bebidas foram servidas.

Ayla perdeu a conta de quantas vezes desceu aquele copo por sua garganta. Assim como não tinha tanta certeza de quais tipos de bebidas ela acabou misturando. A única certeza que ela tem, é as luzes piscando acima dela, enquanto ela já estava alta.

—Já está conseguindo afogar sua dor no álcool?— Jeff grita para ela sobre a música alta.

Ayla acaba gargalhando; ela sempre sorria atoa quando estava alegre daquele jeito.

—Tudo é questão de tempo, e por isso eu sei que vou ficar bem. Porque, bem lá no fundo, eu sei que estou melhor longe de tudo e todos, sabe?— ela grita de volta, a voz meio embolada.

—Quem decidiu acabar tudo?— Jeff pergunta, curioso.

Ayla fica pensativa por um instante e enquanto isso, desce mais um shot garganta abaixo.

—Honestamente, fui eu.— Ela assume, por fim. —Ele nunca nos deixou, mas não reagir, não escolher também é decidir ir. Dois corações confusos e medrosos sempre estarão destinados a quebrar. Você entende?

—Perfeitamente.— Jeff concorda e então Ayla dá dois tapinhas em seu ombro, em agradecimento.

—E por isso, ultimamente, eu só ando recolhendo as peças da bagunça que eu me meti. Cada vez só existia mais medos, e insegurança crescendo como hera em mim. Você imagina isso?— Ayla continuou, colocando tudo que guardou para fora.

—Honestamente?— Jeff pergunta. —Não. Porque você é simplesmente a pessoa mais corajosa que eu conheço.

Ayla não evita gargalhar, porque ela recorda que ela realmente era assim.

—Está vendo, Jeff? Você me conhece. Eu posso me machucar, várias vezes, mas não eu nunca morro.

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