Entrar Via

O Viúvo e a Babá romance Capítulo 57

Capítulo 57

Ayla sentia como se pudesse ouvir como uma música estivesse tocando ao redor naquele momento. Como no final de todo filme triste. A incerteza, o medo e insegurança era o tipo de sensação de que ela realmente não queria estar vendo, sentindo na própria pele.

Ela temia que aquela descoberta fosse apenas mais uma tragédia e a deixasse ainda mais pra baixo. Se é que isso pode ser possível. Por essa razão, diante daquela porta, ela sentia que não conseguia respirar, mas ela tinha que respirar.

Por isso, puxando todo o fôlego para dentro do seu peito, ela olha em frente e tenta sorrir.

—Oi.— Responde, mas apenas isso.

A mulher em sua frente a encara, confusa. Ela olha ao redor, buscando algo. Mas tudo que está em sua vista é Ayla, completamente molhada e com os pés coberto de lama. Uma Ayla petrificada, a encarando como se fosse um estilo de stalker.

—Como posso ajuda-la?— a mulher que abriu a porta, pergunta.

Se tratava de uma mulher em torno de seus quarenta anos e com olhos doces e acolhedores, apesar de esconderem um tipo de dor que Ayla parecia compartilhar.

—Eu... É...— Ayla começa, mas tudo que ela faz de início é gaguejar.

Porque a verdade é que ela não pensou no que estava fazendo, não pensou no que falaria. No que toda aquela situação acarretaria. Outra vez, agiu diante de sua impulsividade.

Ela simplesmente não poderia sair gritando na porta de alguém que ela nunca vira na vida e dizer ‘ei, eu acho que eu sou filha perdida de vinte e seis anos de idade.’

Só naquele momento, Ayla realmente parece pesar toda aquela situação. Ela se pergunta, que se aquela mulher for mesmo a sua mãe que a entregou daquele modo tantos anos antes, o que a faria acreditar que agora ela a aceitaria?

Por isso, ela recua, deixando o medo a invadir outra vez.

—Me desculpe.— Ayla acaba murmurando, a voz baixa. —Acho que só errei de endereço, e acabei me perdendo por aqui. Sinto muito de novo.

Ela fala tão rapidamente que a mulher em sua frente precisa de um tempo para processar. Mas felizmente, ou infelizmente para Ayla, ela consegue compreender o que ela dissera, logo no momento que Ayla se vira para ir embora.

—Ei, espere.— Ela grita. —Você não quer entrar e se secar um pouco? Assim, você irá pegar um resfriado forte.

Ayla se vira outra vez para aquela mulher e a observa. Ela enxerga a gentileza em seus traços, voz e na sua oferta de ajuda.

Então, mesmo se Ayla estivesse sentindo que estava atravessando uma ponte enorme entre o medo e a tristeza, em direção a um nada, ela deu um passo em frente.

—Tudo bem.— Ela cede.

Ayla então limpa o máximo que pode os seus sapatos lamacentos no tapete na entrada da casa e em seguida, está dentro da residência. Ayla vê que se trata de uma casa simples, apesar da sala ser completamente ampla, há poucos móveis.

Existe um sofá pequeno, coberto por uma manta cor de verde limão. Duas poltronas marrons e gastas pelo tempo ao lado, todas em direção a uma televisão de cubo, uma televisão de anos atrás. As paredes pintadas de laranja.

Ayla está olhando tudo atentamente ao redor, mesmo percebendo como aquilo pode parecer nem um pouco educado. Mas a verdade era que o chamava atenção de Ayla era que, apesar da decoração e mobília simples da casa, aquilo realmente parecia um lar. Parecia aconchegante, até para uma desconhecida.

—Vou pegar uma toalha para você e algo quente para tomar.— A mulher fala atrás de Ayla. —O que você prefere? Um chá, café, chocolate?

Ayla rapidamente se vira para a mulher com um sorriso no rosto. Ela se encontra realmente grata pela sua gentileza.

—Ah, não é necessário. Está tudo bem. Obrigada!— Ayla diz.

—Chocolate, então.— A mulher ignora o pedido de Ayla totalmente, o que a faz sorrir. —Eu já volto.— Ela anuncia.

Ayla assiste quando aquela mulher desaparece pelo corredor e ela começa a andar pela sala. Ayla não deixa de notar que não há nenhum porta-retrato com fotos em família e se pergunta se aquela mulher vive sozinha, e se pergunta o porquê também.

Depois de alguns minutos, aquela mulher volta e traz uma toalha azul celeste e duas xicaras de porcelana da mesma cor, cheia de chocolate quente. Aquilo faz a barriga de Ayla revirar. A verdade era que Ayla não conseguia resistir a chocolate, seja qual for seu estado, nunca!

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Viúvo e a Babá