Cada palavra dita ali serviu como uma flecha que perfurava o coração deles, cada silêncio uma lacuna que separava ainda mais suas almas.
A verdade era que eles sabiam que o caminho à frente seria difícil, cheio de obstáculos e incertezas. Mas eles não sabiam que algo que deveria estar enterrado, estaria de volta dos mortos, ameaçando qualquer certeza entre eles e fazendo tudo ao redor desmoronar.
Permitindo que Ayla tivesse o espaço que ela claramente precisava e Juan sabia que ele também precisava acalmar seus ânimos, ele decide retornar à mansão.
Sua mente ainda turvada pelas revelações perturbadoras que havia descoberto mais cedo junto a Roni. Mas antes de tudo, ele sabia que precisava de respostas, precisava entender como Alison havia conseguido invadir sua casa sem ser detectada.
Portanto, sem perder tempo, ele dirigiu-se à sala de segurança, onde os monitores exibiam as imagens das câmeras que vigiavam cada canto da propriedade. Seus funcionários estavam lá, atentos aos monitores, mas a tensão no ar era palpável, principalmente quando notaram a presença incomum de Juan naquela sala.
—Alguma coisa fora do comum nas câmeras hoje?— perguntou Juan assim que para no meio daquele cômodo, sua voz carregada de urgência.
Seus funcionários sacudiram a cabeça em uníssono.
—Não, senhor. Não notamos nada de estranho— responderam eles, suas vozes e expressões cheias de confusão.
Juan franziu o cenho, seu coração acelerando com a ansiedade.
—E vocês saíram da sala em algum momento?— continuou ele, sua voz agora mais firme.
Os funcionários trocaram olhares preocupados entre si antes de responderem:
—Sim, no início da noite— começou um deles, sua voz hesitante. —Nós trocamos de postos e turnos enquanto íamos jantar. Dentro do procedimento comum de todos os dias.
Juan sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ouvir aquelas palavras. Porque ele se lembrou daquele procedimento, e recordou com bastante favor que aquela rotina, Alison também conhecia tão bem, e foi assim que ela teve oportunidade perfeita para se infiltrar na mansão.
—Quero ver as imagens das câmeras desse horário— exigiu Juan, sua voz cortante como uma lâmina afiada.
Os funcionários prontamente obedeceram, ajustando os monitores para exibir as gravações daquele momento específico. Mas para a surpresa de Juan, não havia ninguém na tela.
Juan apertou os punhos com frustração, sua mente girando em busca de respostas.
Foi então que um dos funcionários presentes na sala de segurança fez uma descoberta alarmante.
—Senhor, a fita de imagem para aquele horário acabou— informou ele, sua voz tensa com a gravidade da situação. —É como se simplesmente tivesse sumido.
—Ou apagada.— Juan quem responde, sua voz firme e coberta de perigo.

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