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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 232

Magnus

O nome Albus Cannon ecoava em minha mente como um alerta constante, um enigma que precisava ser resolvido. Ele era um fantasma, um jogador que estava sempre um passo à frente, mas que eu sabia que precisava capturar para acabar com as ameaças contra Leonardo e Amber. E, embora a investigação sobre Derek Myers também exigisse minha atenção, Albus Cannon era o problema mais urgente no momento.

Assim que Leonardo deu sua autorização, fui direto até Gabriela. Ela estava na biblioteca, lendo, com a serenidade que eu desejava poder sentir. Mas não havia tempo para hesitar.

"Gabi," chamei, entrando e fechando a porta atrás de mim.

Ela ergueu os olhos do livro, franzindo o cenho ao ver minha expressão. "O que foi? Parece que vai me dar más notícias."

Suspirei, passando a mão pelos cabelos. "Preciso sair por alguns dias. É uma questão importante, algo que Leonardo pediu."

Gabriela fechou o livro, colocando-o no colo, e inclinou a cabeça. "Você está mentindo para mim?"

A pergunta me pegou de surpresa. "Por que eu mentiria?"

"Porque você acha que precisa me proteger de tudo," ela respondeu, os olhos fixos nos meus. "Se for algo perigoso, Magnus, eu quero saber."

Me aproximei, sentando ao lado dela no sofá. Segurei sua mão e a pressionei entre as minhas. "Gabi, estou perto de descobrir quem está ameaçando Leonardo e Amber. Isso é algo que eu não posso adiar. Mas quero que você fique aqui, com eles. Você estará segura."

Ela hesitou, mordendo o lábio inferior, um sinal claro de que estava ponderando. Finalmente, suspirou. "Tudo bem. Eu fico. Mas não gosto disso."

"Sabendo que você está aqui, em segurança, consigo focar melhor. Consigo resolver um problema de cada vez," confessei, segurando o olhar dela.

"Magnus," ela começou, sua voz hesitante. "Não quero que você vá atrás dos meus problemas."

Soltei uma risada seca, balançando a cabeça. "É tarde demais para isso, Gabi." Antes que ela pudesse protestar, puxei-a para um beijo, um toque cheio de paixão, como se quisesse transmitir tudo o que não conseguia colocar em palavras. Quando nos afastamos, seus olhos estavam brilhando, mas ela permaneceu em silêncio.

"Volto logo," prometi, me levantando. "Fique bem e segura."

"Farei meu melhor." a olhei desconfiado, mas ela riu, amparando meu rosto e me puxando para mais um beijo.

Saí da mansão de Aspen com um aperto no peito, mas minha determinação era maior. O motorista me levou direto ao aeroporto, onde embarquei no jato que Leonardo havia disponibilizado. A viagem de volta para Colorado Springs foi longa e angustiante. Minha mente estava dividida entre Gabriela e o que estava por vir. Eu queria resolver tudo de uma vez, mas sabia que isso era impossível. Por isso, me foquei nos relatórios e nas informações disponíveis sobre Albus Cannon, tentando encontrar alguma lacuna que pudéssemos explorar.

Nem percebi quando o avião pousou.

Assim que desci, minha equipe já estava esperando por mim no aeroporto. Eram homens treinados, eficientes e leais, prontos para qualquer situação.

"Temos tudo pronto, senhor," informou um deles, me entregando um tablet com as últimas atualizações sobre a investigação.

"Está trancada," ele murmurou.

"Arrombem," ordenei, minha voz baixa, mas firme.

Com um movimento preciso, a porta foi aberta, revelando um interior escuro e silencioso. Entramos com cuidado, as armas em posição, os olhos atentos a cada canto.

O ambiente era pequeno, mas organizado. Papéis estavam espalhados sobre uma mesa, e havia um laptop aberto no centro. A luz fraca vinha de uma lâmpada no teto, que oscilava levemente, criando sombras inquietantes nas paredes.

"Limpo," anunciou um dos homens após verificar os cômodos.

Me aproximei da mesa, meus olhos varrendo os documentos. Eram relatórios financeiros, listas de nomes, endereços... mas nada que apontasse diretamente para Albus Cannon.

"Pegue tudo," ordenei, apontando para os papéis e o laptop.

Enquanto minha equipe trabalhava, minha atenção foi atraída por um ruído vindo do lado de fora. Era sutil, mas suficiente para me colocar em alerta.

"Temos companhia," avisei pelo rádio. "Todos em posição."

Meu corpo ficou imóvel por um momento, os sentidos em alerta máximo. O som dos passos apressados ficou mais próximo, ecoando no concreto do lado de fora. Respirei fundo, segurando a arma com firmeza, enquanto sinalizava para minha equipe assumir suas posições. Esse era o momento que eu esperava, finalmente, o fantasma teria um rosto, e eu estava pronto para encará-lo.

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