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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 234

Leonardo

Entrei no quarto e a encontrei exatamente como imaginei: Amber estava debruçada sobre a cama, dobrando roupas com cuidado enquanto montava as malas para a viagem. Cada movimento seu era meticuloso, como se arrumar as malas fosse mais do que uma tarefa prática; era quase um ritual.

Minha mente, no entanto, não estava focada na viagem. Estava presa em Magnus, que havia partido há horas e ainda não havia me dado qualquer notícia. A tensão pulsava em mim, transformando meu humor em algo fechado e sombrio.

Amber ergueu os olhos enquanto colocava uma blusa dobrada na mala. "Se você continuar andando de um lado para o outro desse jeito, vai acabar furando o chão."

Parecia que ela queria aliviar o peso que pairava no quarto, mas o sorriso no canto de seus lábios não encontrou eco em mim. Parei de andar e fiquei ali, a encarando por um momento antes de caminhar até ela. Envolvi-a com meus braços, puxando-a para perto enquanto meu queixo descansava em seu ombro.

"Enquanto Magnus não disser que pegou aquele desgraçado, eu não vou ter paz," murmurei contra o pescoço dela.

Amber relaxou nos meus braços e se virou para me encarar. Suas mãos delicadas subiram até meu rosto, os dedos alisando a tensão que, eu sabia, estava escrita em minha expressão. "Magnus sabe o que faz, Leo," disse ela, sua voz suave, quase como uma promessa. "Logo isso terá fim."

"É o que espero," suspirei, fechando os olhos por um momento, absorvendo o conforto que ela sempre me oferecia.

Ela se inclinou para frente, plantando um beijo suave em meus lábios, antes de se afastar e voltar à tarefa de organizar as malas. Decidi que precisava ocupar minha mente com algo e resolvi que era hora de começar a arrumar minha própria mala também.

"Preciso separar as minhas coisas," comentei, caminhando até o closet.

Amber assentiu, sem tirar os olhos das roupas que dobrava. "Você acha que devo levar algo de gala, ou apenas as roupas de festa tradicionais são suficientes?"

Parei por um momento, considerando a pergunta. "Não pretendo ir a festas lá," respondi com um sorriso. "Mas, conhecendo Vegas, tudo pode acontecer."

Ela deu um pequeno sorriso e pegou um vestido mais elaborado, protegendo-o com uma capa antes de colocá-lo na mala. Observei o cuidado dela com os detalhes e, por um momento, me peguei apenas admirando a cena.

Foi nesse instante que a ficha caiu, como tantas outras vezes: eu era um homem incrivelmente feliz. Tinha uma mulher que era minha parceira em todos os sentidos, alguém com quem eu dividia não apenas minha vida, mas também minhas preocupações, minhas vitórias e meus sonhos.

"Querida, eu já te pedi em casamento?" perguntei de repente, minha voz carregada de algo que parecia surpresa até para mim.

Amber parou o que estava fazendo, erguendo uma sobrancelha desconfiada. "Já. Por quê?"

Dei um passo em sua direção, cruzando os braços e inclinando a cabeça levemente. "Acho que quero pedir de novo, só para ter certeza."

Ela riu, aquela risada que fazia meu peito se aquecer instantaneamente. "Sério, Leonardo? Já sou sua noiva."

"Não custa confirmar," retruquei com um sorriso. Me aproximei e segurei sua mão, trazendo-a até meus lábios para beijar a aliança que ela usava. "Esse homem," murmurei, ainda segurando sua mão, "é um cara de sorte."

"Deixa comigo," sussurrei, meu rosto ainda próximo ao dela. "Eu sou um homem discreto... quando quero ser."

Ela riu alto, jogando a cabeça para trás, e o som foi como música para mim. Aproveitei a oportunidade para beijar seu pescoço novamente, deslizando os lábios até a base de sua clavícula. Meu corpo estava em chamas, mas era o riso dela, o jeito como ela se entregava ao momento, que realmente me consumia.

"Você não tem jeito," ela disse, suas mãos pressionando meu peito, como se quisesse me afastar, mas ao mesmo tempo segurando minha camisa com força.

"Não quero ter jeito," respondi, beijando-a novamente, minhas mãos correndo pelas suas costas. "Só quero ter você."

Antes que pudéssemos nos perder completamente naquele momento, um som insistente começou a ecoar pelo quarto. Um toque vibrante e irritante que parecia mais alto do que qualquer outra coisa.

Por um momento, ignorei. Estava tão perdido no momento com Amber que nada mais parecia importante. Mas foi ela quem me afastou levemente, sua risada baixa quebrando a tensão.

"Seu celular," ela disse, apontando para o aparelho que vibrava insistentemente na mesa de cabeceira.

Respirei fundo, lutando contra a irritação de ter nosso momento interrompido. Mas quando vi o nome de Magnus piscando na tela, meu foco mudou imediatamente. "Preciso atender," murmurei, plantando um último selinho em seus lábios antes de me afastar e pegar o aparelho.

Amber ficou me observando, ainda sorrindo, mas eu sabia que ela entendia. Magnus nunca ligava sem motivo, e eu precisava saber o que ele tinha a dizer.

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