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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 314

Cap.122

Pov Katleia.

Eu não precisava ver com detalhes a notícia que Selene tentou esconder de mim, mas eu acabei vendo de relance, as meninas ficaram todas seria e pela forma como esconderam com medo de eu ver. Ah... alimentava mais ainda minhas suspeitas e eu não queria acreditar.

A notícia na mesa do café da manhã caiu como ácido sobre o mármore. Selene virou o celular, e o rosto de Rose, marcado por uma violência que eu conhecia bem demais, parecia gritar através da tela.

— Uma garota foi encontrada em uma esquina... sinais de agressão e tortura — Selene leu, a voz trêmula. — Levada ao hospital com vida. O nome dela... Rose... — ela não completou, mas não precisava.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Mima, Gildete e Maju pararam o que estavam fazendo, os olhares convergindo para mim. Senti o estômago revirar, o suco de laranja parecendo bile na garganta.

— Então é verdade? — Minha voz saiu um fio. — Selene... você acha que foi o Átila?

Selene suspirou, o semblante carregado de uma incerteza dolorosa.

— Calma, Kat... eu não sei. Mas não posso simplesmente dizer que não. O Átila... ele resolve as coisas de um jeito que a gente não gosta de imaginar, assim como todos os Felix.

Eu não podia ficar ali. A dúvida era um veneno que paralisava meus pulmões. Sem avisar ninguém, peguei minha bolsa e saí. Chamei um táxi, escondendo o rosto sob o capuz do casaco, o coração martelando contra as costelas a cada vez que eu olhava para o motorista pelo retrovisor. O medo agora era uma sombra constante, uma criatura que sussurrava que eu não estava segura em lugar nenhum.

Quando o carro parou em frente à imponente e sombria mansão dos Felix, eu estava sem fôlego. Olhei para todos os lados, sentindo que os olhos dos Bertans podiam estar em qualquer janela, em qualquer carro preto estacionado.

Antes que eu pudesse tocar a campainha, a figura etérea e imponente de Alex Felix surgiu. Ele caminhava com uma autoridade silenciosa que sempre me intimidava, mas, ao me ver, seus olhos suavizaram. Ele abriu o portão pessoalmente, segurando meu braço com firmeza e me puxando para dentro.

— O que está fazendo aqui sozinha, Katleia? — Alex perguntou, olhando para a rua de um lado a outro com uma vigilância feroz antes de fechar o portão. — É perigoso. Você não deveria ter saído desacompanhada.

— Eu precisava saber — eu disse, as mãos trêmulas enquanto estendia o celular com as fotos que Rose me mandara. — Diga que não foi ele, Alex. Por favor. Diga que o Átila não fez isso. — apontei o celular para ele.

Alex soltou um longo suspiro, Ele colocou a mão sobre meu ombro e me guiou para dentro da casa, em direção à biblioteca, onde o cheiro de couro e papel antigo parecia oferecer um refúgio momentâneo.

— Você já deve ter ouvido e visto coisas e já viu que atila é um pouco intenso, e extremamente manipulador, mesmo que ele não faça isso com a família, e com quem gosta, ele pode controlar tudo exatamente como quer ao redor para manter a família segura.

— Eu pude perceber um pouco, mas... ele torturou Rose? O que isso tem a ver em proteger?

— Não foi exatamente o Átila — ele começou, sentando-me em uma poltrona de veludo se inclinando brevemente à minha frente, para que nossos olhos estivessem no mesmo nível. — Ele apenas a levou até lá, o local é feito para isso, e ele tem homens para isso, Rose foi um caso a parte que entrou onde ninguém sai vivo, mas foi poupada por ele, após ele conseguir o que ele queria.

— Foi por minha causa? — Meus olhos se encheram de lágrimas. — Ele a torturou porque ela me incomodava?

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