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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 357

Cap 163: A Única Ponte

Adon voltou para casa, Selene estava na cozinha, o cheiro de café pairava pela cara, mas adon seguiu para seu escritório.

O escritório particular da mansão principal estava imerso em uma penumbra densa, quebrada apenas pela luz fraca da lua que filtrava pelas cortinas semiabertas.

Adon Felix não havia dormido. Os avisos de Omar no hospital e as palavras sombrias de seu próprio pai ecoavam em sua mente como um tambor de guerra.

O problema diante de seus olhos não era uma disputa territorial comum; não se tratava de rotas de contrabando ou carregamentos de armas interceptados. Era uma podridão que ia muito além das regras e dos limites da máfia tradicional. Uma rede internacional de tráfico humano e prostituição infantil estava usando as artérias de sua cidade, e a pressão da polícia federal começava a sufocar as fronteiras.

Se ele atacasse sozinho com os homens dos Felix, derramaria o sangue de seus soldados em uma guerra de atrito que destruiria a estabilidade recém-conquistada do Conselho. Ele precisava de contenção, de legitimidade institucional e, acima de tudo, de um escudo que impedisse as outras famílias mafiosas da cidade de iniciarem uma guerra civil achando que os Felix estavam expandindo território de forma gananciosa.

Adon tomou sua decisão. Ele se levantou, cruzou o corredor silencioso e seguiu até a ala de Selene.

Ao entrar na sala de estar privada, ele a encontrou revisando alguns papéis do novo orfanato sob a luz de um abajur. Selene ergueu os olhos, percebendo imediatamente a tensão nos ombros e a rigidez no maxilar do novo Don.

— Adon? O que aconteceu? — ela perguntou, deixando os papéis de lado, a voz carregada de uma preocupação.

Adon caminhou até o centro da sala e jogou as cartas na mesa, sem rodeios ou cortesias. Sua voz saiu baixa, fria e absolutamente focada.

— agora que eu assumi a liderança, eles querem que eu prove meu valor e me enfiaram um monte de problemas.

— ah é? — ela perguntou analisando os documentos que ele tinha na mesa o sistema de vigilância na tela. — e o que está acontecendo? Não tinha sido resolvido? Após tomar o território de volta? O tráfico infantil não foi contido?

— Nós temos um monstro nas nossas fronteiras, Selene, isso está longe de acabar. E não é um monstro comum. O grupo estrangeiro que Omar estava trazendo não quer apenas o mercado de drogas. Eles comandam uma rede internacional de tráfico e prostituição infantil. Eles operam nas sombras da nossa costa, e o meu pai e Omar me confirmaram que a escala disso é monstruosa. A polícia federal está farejando as nossas rotas por causa deles. Se eu me mover sozinho com os Felix, o Conselho vai achar que estou declarando guerra por ganância e a cidade vai queimar por completo. Eu preciso parar isso. Mas não posso fazer sozinho.

Selene empalideceu de leve, a menção à prostituição infantil atingindo-a como um soco no estômago, trazendo à tona as memórias de tudo o que Katleia e as outras meninas haviam sofrido. O choque inicial, no entanto, durou apenas um segundo.

O olhar dela mudou. As pupilas dilataram e um brilho feroz, o olhar cortante de uma verdadeira matriarca, assumiu sua expressão.

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