Entrar Via

Rejeitada: A Luna do Alfa supremo romance Capítulo 170

Atlas parou de rir, o silêncio seguinte foi brutal. O olhar dele mudou, a loucura deu lugar a algo pior: ódio puro.

Num movimento rápido, ele a acertou com um tapa e o som ecoou pelo salão, seco.

Renee cambaleou e caiu de lado, o rosto virando com o impacto, o gosto de sangue encheu sua boca, mesmo assim, ela riu.

— Você não entende, né? — murmurou, cuspindo sangue no chão. — Você me marcou, rei, e enquanto eu estiver viva, a verdadeira oráculo é intocável pra você. E posso garantir a você… Não vou morrer tão fácil!

Atlas respirava pesado, as veias do pescoço saltando, o colar no peito pulsando com uma luz verde frenética. Ele se inclinou, puxando-a pelos cabelos novamente, fazendo-a olhar para ele.

— Eu vou resolver isso. — disse, a voz baixa e perigosamente calma. — Eu vou arrancar esse vínculo da minha carne, e depois vou caçar a verdadeira até o fim dos tempos.

Renee arqueou as sobrancelhas, o sorriso ainda lá.

— Boa sorte com isso. — provocou. — Mas acho que eu não sou seu unico problema agora, reizinho.

Atlas olhou para baixo, as veias negras haviam se espalhado mais. Subiam pelo pescoço, pela mandíbula, e agora avançavam pelo braço. A dor voltou, intensa, o alfa das montanhas respirou fundo, tentando ignorar, mas o suor já cobria a testa.

Ele gritou, de raiva e dor, e jogou Renee no chão. A corrente esticou, o som do metal cortando o ar.

Os lobos recuaram, ninguém ousou se mover, o ancião caiu de joelhos, murmurando orações antigas para uma deusa que certamente não iria escutá-los. Renee apenas permaneceu ali, o corpo arqueado, o sangue escorrendo pelo queixo.

Atlas respirava pesado, o colar brilhando como uma estrela envenenada.

— Guardas! — gritou. — Levem essa desgraçada!

Dois lobos avançaram, segurando Renee pelos braços.

— Você achou que me enganaria, não é? — disse, com um meio sorriso enlouquecido. — Achou que podia brincar com o rei?

Ela levantou o rosto, os olhos fixos nele.

— Não. — respondeu. — Achei que podia te atrasar, e consegui. O que vai acontecer comigo de agora em diante já estava escrito nas estrelas, estou pronta. Você não me assusta, rei das montanhas.

Ele a agarrou de novo, puxando-a pelos cabelos com força.

— Não devia ter mexido com o companheiro dela.

— O quê? — ele se virou, impaciente.

Renee sorriu, o sangue tingindo os dentes.

— A Luna. — sussurrou. — Ela vai vir, e quando vier… Vai concretizar o futuro que vi anos atrás quando nem sabia que havia um rei entre essas montanhas…

Atlas a jogou escada abaixo, ela rolou pelos degraus de pedra, o corpo batendo, o som seco ecoando. Parou no chão, gemendo, mas ainda viva.

Os guardas correram atrás, pegaram-na pelos braços e a arrastaram até as celas escuras.

O chão era frio, molhado, o ar saturado de ferrugem e podridão. Então abriram uma, jogando Renee lá dentro, depois, abriram espaço para que Atlas passasse, arregaçando as mangas da camisa.

— Você disse que não morre fácil, raposa… — ele disse, com um sorriso maligno. — Vamos ver o quanto você resiste. E quando você implorar para morrer... Quando não aguentar mais, eu vou dar você viva para meu novo cachorro comer!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Rejeitada: A Luna do Alfa supremo