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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 157

Por instinto, Edgar reagiu segurando o braço de Laura com firmeza. Não agressivo, mas urgente. Desesperado.

— Laura… — começou, a voz baixa, quase suplicante. — Não é o que você está pensando.

Ela virou o rosto na mesma hora para Marcela e depois para ele novamente, os olhos marejados, o maxilar tenso.

— Solta o meu braço agora. — disse entre os dentes. — Eu não estou pensando. Eu estou vendo.

O movimento brusco fez Luna recuar um passo, confusa. A menina olhava de um para o outro, tentando entender aquele clima pesado que não combinava com chocolates.

Ísis vinha logo atrás e parou ao ver a cena: Edgar segurando o braço de Laura, o rosto dela transtornado.

— Eu posso explicar… — ele insistiu, odiando cada sílaba daquela frase pronta demais.

Laura puxou o braço com força.

— Fica longe de mim! — gritou, a voz falhando, o corpo inteiro tremendo.

O gesto foi tão abrupto que a cesta de doces escorregou de suas mãos e caiu no chão, espalhando chocolates pelo piso. Laura nem olhou. Virou-se e saiu andando rápido, quase correndo, o choro já rompendo sem controle.

— Laura! — Ísis chamou, largando tudo para trás.

Ela deixou a cesta em qualquer prateleira e saiu atrás da amiga.

Edgar fez menção de ir atrás também, mas Marcela segurou o braço dele com firmeza suficiente para fazê-lo parar.

— Onde você vai? — disse num tom duro. — Vai deixar sua filha sozinha?

Ele se virou lentamente para ela, o olhar pesado, carregado de reprovação.

— Por que você fez isso? — perguntou, baixo e cortante. — Você sabe muito bem da nossa situação.

Luna puxou a mão do pai, assustada.

— Papai… o que está acontecendo? — perguntou, a voz fina, insegura.

Edgar se agachou diante da filha na mesma hora. O semblante mudou, a voz suavizou, tentando esconder o caos interno.

— Filha… sua mãe vai comprar o chocolate com você, tá? — falou com cuidado. — Você vai pra casa com ela e não vai correr na frente sozinha. Combinado? Mais tarde eu chego.

Luna assentiu, ainda confusa.

— Tá bom, papai. Te amo. — disse, abraçando Edgar.

— Papai também te ama. — respondeu, beijando a testa dela.

Ele se levantou e lançou um último olhar sério para Marcela.

— Depois conversamos.

E saiu correndo.

Do lado de fora, Laura já caminhava pela Times Square como se estivesse perdida dentro do próprio corpo. O coração disparado, o rosto pálido, o suor frio escorrendo pelas costas, a visão embaçada pelas lágrimas. As luzes, as pessoas, os sons. Tudo girava rápido demais.

Ísis alcançou-a e segurou seu braço.

— Laura, fala comigo! O que aconteceu?

Laura tentou continuar andando, mas as pernas falharam. Parou de repente, o choro explodindo.

— Ele tem uma filha… — disse entre soluços. — Ele mentiu pra mim. Comigo ele não quis filho. — levou a mão à cabeça. — Ele é casado… minha cabeça está doendo muito…

O mundo escureceu antes que Ísis pudesse reagir.

Laura desmaiou.

— Laura! — Ísis se abaixou na mesma hora, segurando o rosto dela. — Pelo amor de Deus, acorda!

Algumas pessoas se aproximaram.

— Está tudo bem?

— Vamos chamar uma ambulância!

— Mozão… o que aconteceu? — perguntou, aproximando-se devagar. — Você estava praticamente gritando.

Liam respirou fundo, passando a mão pelo rosto, como se tentasse organizar o caos interno antes de falar. Os ombros estavam rígidos demais para alguém em lua de mel.

— Vou ter que encerrar a viagem. Você vai ficar chateada? — perguntou, finalmente olhando para ela, o tom baixo, sério, carregado de urgência.

— Não. — respondeu sem hesitar, firme. — O que houve?

— A Laura passou mal na rua. — disse, o olhar escurecendo de vez. O rosto não denunciava desespero, apenas uma frieza calculada. — Aconteceu alguma coisa entre ela e o Edgar. Eu preciso voltar.

A pausa que se seguiu foi breve, mas carregada. O maxilar travou. A voz, quando voltou, saiu baixa demais para ser emocional, era decisão.

— Eu vou acabar com a vida dele. — afirmou, sem elevar o tom, sem pressa. — Com certeza ele fez algo errado.

Ele sustentou o olhar nela, firme, absoluto. Não era ameaça dita no calor do momento. Era constatação.

— E não tente me impedir. — concluiu, frio, implacável, como quem já havia cruzado uma linha interna da qual não pretendia voltar.

Olívia se aproximou com calma, colocou as mãos no peito dele e sustentou o olhar, firme o suficiente para ancorá-lo.

— Liam, se acalma. — disse com autoridade suave. — Agressividade não vai ajudar em nada agora. Só vai piorar a situação. — respirou fundo junto com ele. — Vou arrumar nossa mala.

Ela se virou imediatamente, já em movimento, enquanto ele permanecia parado por um instante, os punhos fechados, o olhar indecifrável.

Duas horas depois, no hospital, o médico caminhava pelo corredor onde Ísis e Edgar aguardavam. O ambiente era silencioso demais para quem estava em estado de alerta constante. Dois seguranças permaneciam próximos, atentos, discretos.

Edgar se levantou imediatamente ao ver o médico se aproximar. O movimento foi automático, impaciente demais para disfarçar a urgência.

— Como a Laura está? — perguntou, dando um passo à frente, as mãos fechadas ao lado do corpo.

O médico o reconheceu e permitiu-se um sorriso breve, profissional.

— Edgar… quanto tempo. — disse, apertando sua mão. — Rever um dos melhores cardiologistas é sempre um prazer.

— Estou bem. — respondeu sem rodeios, já perdendo a paciência. — E ela?

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