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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 158

O sorriso do médico desapareceu. O tom mudou.

— Antes de qualquer coisa, preciso entender melhor a situação. — disse com seriedade clínica. — O que você é dela? E o que exatamente aconteceu com a paciente?

— Sou o namorado dela. — respondeu Edgar, direto.

Ísis, ao lado, desviou o olhar por um segundo e respirou fundo. Não disse nada, mas a tensão em seu rosto denunciava que aquela palavra, namorado, não era verdadeira.

Ela então se adiantou um passo.

— Estávamos comprando doces para irmos ao cinema. — explicou, com a voz firme, ainda que carregada de emoção. — Eu a vi de longe com o Edgar. De repente, ela começou a andar rápido e saiu da loja chorando, na rua estava muito agitada, falando rápido demais… — engoliu em seco. — E desmaiou.

O médico ouviu com atenção, assentindo lentamente.

— Laura teve uma crise de ansiedade severa. — explicou. — Houve um gatilho emocional muito forte. — fez uma breve pausa. — Crises assim não surgem do nada. Geralmente são o resultado de um acúmulo emocional importante.

Ele voltou o olhar para Edgar, agora com a seriedade de quem fala de igual para igual.

— Você é médico. Sabe que, quando o corpo chega a esse ponto, é porque o psicológico já vinha em sofrimento há algum tempo.

Edgar fechou os olhos por um instante, absorvendo o peso daquelas palavras.

— Eu vou cuidar dela. — disse, baixo. — Posso vê-la?

— Pode. — respondeu o médico. — Mas ela vai passar a noite aqui. Precisa descansar. — respirou fundo. — E recomendo fortemente acompanhamento psicológico.

Sem mais comentários, o médico se afastou pelo corredor.

Um dos seguranças aproximou-se com discrição.

— Com licença, já informamos ao senhor Liam sobre o estado da senhorita Laura. Vamos atualizá-lo com as orientações médicas.

Ísis fez um breve aceno com a cabeça.

— Estou falando com a Olívia. — avisou, digitando rapidamente no celular.

Quando desligou, virou-se para Edgar. O olhar agora era duro, sem concessões.

— Então, senhor namorado… — disse, carregando a palavra de ironia contida. — O que exatamente aconteceu pra ela ter essa crise?

Edgar passou a mão pelo rosto, cansado.

— Ela viu minha filha… — respondeu, hesitando. — E a mãe dela.

Os olhos de Ísis se arregalaram.

— Meu Deus… — murmurou. — Aquela mulher e aquela criança… — encarou Edgar com incredulidade. — Você é casado. E tem uma filha. Agora eu estou entendendo tudo.

— Marcela é apenas a mãe da minha filha. — apressou-se em explicar. — Moramos juntos por causa da Luna. Ela é extremamente grudada comigo. — respirou fundo. — Mas eu já estou providenciando um lugar pra mim. Eu queria ter conversado com a Laura antes… — a voz falhou. — Mas ela me bloqueou. Não quis me ver.

Ele fez uma pausa, como se tentasse retomar algum controle.

— A propósito… qual é o seu nome?

— Ísis. — respondeu sem suavizar o tom. — Sou amiga dela. Estava na boate naquele dia. — inclinou levemente a cabeça. — Com a confusão, você provavelmente nem me notou.

Ela sustentou o olhar dele, firme.

— Não sei o que houve entre vocês no passado. — continuou. — Mas como você espera que ela acredite que você mora com a mãe da sua filha e não tem nada com ela? — a voz ficou mais dura. — Você sabe melhor do que eu dos problemas da família da Laura. Do pavor que ela tem de ser amante na vida de um homem.

— Aqui nos Estados Unidos isso é comum. — insistiu Edgar, defensivo. — Eu sei que é difícil entender… e sei que você não vai acreditar em mim.

Ísis não desviou o olhar.

— Edgar… — disse com frieza controlada. — Eu já vi de tudo nessa vida. — uma pausa curta. — Mas quem precisa acreditar em você… é a Laura. Não eu.

O silêncio que se seguiu foi pesado demais para qualquer tentativa de defesa.

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