Laura ergueu o olhar lentamente para Edgar. Não havia surpresa. Havia desprezo.
— O seu amor deve estar na sua casa. — disse, a voz baixa, cortante. — Com a sua filha. Achando que o maridinho está trabalhando. — respirou fundo, sentindo o peito arder. — Cai fora daqui, Edgar. Eu não quero nunca mais olhar pra sua cara.
O silêncio no quarto ficou pesado.
Ísis sentiu que aquele era o limite. Aproximou-se da cama e segurou a mão de Laura com firmeza.
— Agora eu vou sair. — disse com cuidado. — Daqui a pouco eu volto, Laura.
Antes de cruzar a porta, lançou um olhar direto para Edgar.
— Vai com calma. — avisou. — Não se esqueça de como ela entrou aqui ontem.
Ísis saiu.
A porta se fechou.
Edgar deu um passo à frente.
Laura imediatamente sentou na cama, jogando as pernas para fora, o gesto defensivo, a voz firme.
— Não se aproxima, Edgar. — avisou. — Por gentileza… esquece que eu existo. Vai ser feliz com a sua família. Você não vai mais mentir pra mim.
Ele parou, mas não recuou.
— Eu só quero saber como você está. — disse. — O médico vai vir te dar alta, eu vou te levar pra casa. Quando você estiver bem… nós vamos conversar.
Laura soltou uma gargalhada alta, amarga, quase histérica.
— Conversar o quê, Edgar? — ironizou. — Deixa eu ver se entendi… você vai tentar me explicar que se casou, teve uma filha, voltou para Nova York e, como se nada tivesse acontecido, decidiu me procurar? — os olhos dela brilharam de raiva. — Me levar pra cama porque não suportou saber que eu ia transar com outro homem?
— Eu não me casei com a Marcela. — rebateu rápido. — Temos uma filha, sim. E eu só continuo morando com ela por causa da Luna… e porque a Marcela estava se recuperando de uma depressão. — respirou fundo. — Minha filha é extremamente apegada a mim.
Ele sustentou o olhar de Laura, a voz firme, carregada de promessa.
— Eu prometi a uma mulher que a levaria ao altar. — continuou. — E vou cumprir essa promessa. — fez uma pausa curta, intencional. — O sobrenome que eu carrego… sempre foi para ser seu.
Laura balançou a cabeça devagar, incrédula, como se estivesse tentando afastar algo que não queria ouvir. Um sorriso torto surgiu no canto da boca — não de humor, mas de cansaço emocional.
— E você acha mesmo que eu vou acreditar nessa história? — perguntou, descrente, cruzando os braços sobre o próprio corpo, num gesto claro de proteção.
Edgar deu mais um passo, parando à frente dela, tentando manter o controle.
— Laura, eu te procurei pra conversar. — disse, a voz tensa, baixa. — Eu não queria que você soubesse daquela forma. Mas você me bloqueou. Não quis me ver.
Ela respirou fundo, inflando o peito, como se estivesse juntando forças para não desabar. O olhar ficou afiado.
— Sabe o que eu acho mais interessante nisso tudo? — perguntou, inclinando levemente a cabeça para o lado, os olhos fixos nele.
Ele permaneceu em silêncio.
— Eu sempre te disse que a Marcela gostava de você. — continuou Laura, a voz ganhando firmeza. — Que ela queria você. As mensagens, as fotos que ela te mandava… deixavam isso claro. — soltou um riso seco. — E você sempre jurava que ela era só uma amiga da faculdade.
Ela se inclinou levemente para frente.
— Agora eu vejo que eu não estava errada. — continuou. — Não era ciúme. Não era insegurança de uma adolescente apaixonada por um homem mais velho.
A voz desceu, perigosa.
— Você só não quer um filho comigo! — repetiu. — Só comigo que não pode ser sem planejar. A Marcela era a riquinha que ia te sustentar! Que ia terminar de pagar sua faculdade!
— Laura… — ele tentou segurar o braço dela novamente.
— Eu te odeio! — ela gritou, fora de si. — Eu te odeio, Edgar! Eu nunca vou te perdoar por isso!
Nesse instante, a porta se abriu bruscamente.
Ísis entrou com Alex e o médico logo atrás.
— Laura… — Ísis chamou, assustada.
Laura começou a bater no peito dele, o corpo tremendo.
— Eu te odeio! — repetiu, a voz falhando.
— Laura, se acalma! — Edgar segurou o braço dela novamente.
O mundo girou.
As pernas dela cederam.
E, antes que qualquer um conseguisse segurá-la, Laura desmaiou novamente, o corpo caindo pesado nos braços de Edgar.
— Laura! — Ísis gritou.
O médico já avançava.
E o silêncio que se seguiu foi o mais cruel de todos, porque mesmo depois de tudo dito, nada parecia realmente explicado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...