Algumas semanas se passaram. O dia estava lindo. Liam havia acordado primeiro naquela manhã, como quase sempre. Ficou alguns segundos observando Olívia dormir com o rosto sereno, os lábios entreabertos, uma das mãos repousando instintivamente sobre o ventre ainda discreto. Sorriu, tomado por um carinho silencioso.
Aproximou-se devagar, sentou-se na cama e começou a distribuir beijos suaves pelo rosto dela, pela testa, pelo canto da boca.
— Bom dia, dorminhoca… — murmurou, baixinho. — Está na hora de acordar.
Olívia se mexeu, resmungando algo ininteligível, mas sorriu mesmo sem abrir os olhos. Liam riu baixo e puxou o edredom com cuidado, inclinando-se para beijar a barriga dela com delicadeza.
— Bom dia pra você também, meu amor… — disse, dando um beijo demorado no ventre. — Hoje você vai conhecer seus avós e seu tio sem juízo. Papai te ama.
Ela abriu os olhos devagar, ainda tomada pela preguiça, o sorriso manhoso surgindo imediatamente.
— Você me acorda assim todos os dias… — murmurou, passando a mão pelo rosto dele. — E eu adoro isso. Bom dia, Mozão.
Liam deu um selinho nela.
— Que horas são, vida? — perguntou ela, bocejando.
— Sete. — respondeu, lançando um olhar rápido para o relógio.
Olívia arregalou levemente os olhos, depois sorriu de um jeito travesso e puxou a gola da camisa dele, sentando-se na cama e beijando o pescoço dele.
— Então ainda temos uma hora pra namorar um pouquinho…
Liam soltou uma risada gostosa.
— Você está insaciável… — brincou. — Não estou dando conta, não. Nunca pensei que fosse dizer isso.
Ela riu, jogando a cabeça para trás.
— Culpa da gravidez.
— Nada disso. — ele respondeu, apertando-a de leve contra si. — Você é uma safada com cara de santinha. E eu adoro isso.
Olívia sentou-se no colo dele, desabotoando a camisa com calma, olhando-o nos olhos.
— Você está falando demais… — murmurou. — Acordei com o corpo em chamas, sabia? E só você consegue apagar esse fogo.
Liam passou as mãos pelas coxas dela, o olhar completamente apaixonado, sem dizer uma palavra.
— O que foi? — ela perguntou, percebendo o jeito como ele a observava.
— Obrigado… — ele disse, sincero. — Por ser essa esposa maravilhosa. Se eu soubesse que seria tão bom ter uma família, teria me casado com você muito antes. Muita coisa não teria acontecido. Você me completa, Olívia. Eu não vejo mais uma vida sem você. Nada vai nos separar.
As lágrimas brotaram nos olhos dela.
— Tudo aconteceu no momento em que tinha que acontecer, amor. — respondeu, emocionada. — Tenho certeza de que somos um encontro de alma.
Eles se beijaram. Um beijo cheio de amor, profundo, com Olívia segurando o rosto dele com as duas mãos, enquanto Liam acariciava o corpo dela. Sem quebrar o beijo, ele a virou com cuidado na cama, ficando por cima. Ela gargalhou.
— Tem uma safada aqui com o corpo em chamas… — murmurou, sorrindo. — Então agora eu estou no comando e vou apagar esse fogo.
Eles voltaram a se beijar com urgência e carinho, deixando o mundo lá fora esperar.
Um tempo depois, Olívia ajeitava os brincos diante do enorme espelho do closet, já arrumada. Liam se aproximou por trás, envolvendo-a pela cintura, pousando a mão sobre o ventre dela.
— Dois meses do nosso amor, minha vida… — murmurou. — Já dá pra ver um pouquinho a barriguinha.
Olívia sorriu, orgulhosa.
— Vamos ver se os enjoos dão uma trégua. Quero muito ter um barrigão… e fazer vários ensaios de gestante.
— Sonhei essa noite que era um menino lindo, igual você. — disse ele.
Ela virou-se para ele, sorrindo.
— Então vou ter que trabalhar muito os meus ciúmes. Principalmente quando ele começar a apresentar as namoradas.
— Ele não vai ser como eu fui antes de nos entendermos. — respondeu, sério demais para ser só brincadeira. — Ele vai te amar tanto que vai querer casar com você… como quis com a minha mãe.
Olívia ficou radiante. Era a primeira vez que ele falava dela de forma tão espontânea.
— Se ele puxar a minha sogra, eu vou ficar muito feliz. — disse, emocionada. — Sua mãe foi uma pessoa maravilhosa.
Liam respirou fundo, passando a mão pela nuca, mudando de assunto com delicadeza.
— O motorista já deve estar chegando com seus pais. — disse, oferecendo a mão a ela. — Vamos descer.
Ela sorriu, entendendo o limite dele, mas satisfeita. Entrelaçou os dedos aos dele.
— Vamos, vida. A Laura já deve estar tomando café.
— Ela já foi pra clínica. Vai nos encontrar na casa do meu avô no almoço. — respondeu.
Eles iam descer as escadas da mansão quando viram Tomaz cruzando o corredor para abrir a porta. Olívia desceu os últimos degraus quase correndo.

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