Olívia caminhou até o aparador e pegou três pequenas bolsas, alinhadas lado a lado. Voltou para a mesa com cuidado e respirou fundo antes de falar.
— Vocês só podem ver quando eu autorizar. — disse firme, mas os olhos brilhavam.
Olívia entregou a primeira bolsa para Fabrício, a segunda para Ana e a terceira para Victor.
Fabrício franziu levemente a testa, olhando para a esposa.
— Esquecemos de alguma data comemorativa, Ana?
Ana pensou por um segundo, confusa.
— Bem… a Olívia que tinha o papel de nos lembrar das datas… mas não, acho que não esquecemos de nada.
Olívia sorriu, cruzando as mãos à frente do corpo.
— Vocês não esqueceram de nada. — fez uma pausa breve. — Agora podem abrir.
Víctor foi o primeiro. Enfiou a mão na bolsa com curiosidade e puxou uma caneca. Leu a frase em pensamento e congelou.
“Pronto para me levar para a Disney, titio?”
O sorriso desapareceu do rosto dele por um segundo, substituído por um silêncio absoluto.
— Eu… — engoliu seco. — Eu vou… eu vou ser…
Fabrício e Ana abriram suas bolsas ao mesmo tempo. Ele pegou a caneca, ajustou os óculos e leu.
“Pronto para ler historinhas pra mim, vovô?”
A mão dele foi direto ao peito. Os olhos marejaram instantaneamente. Ana foi a última a ler.
“Pronta para fazer as receitinhas pra mim, vovó?”
Ela levou a mão à boca, os olhos arregalados.
— Meu Deus… — a voz saiu trêmula. — Minha caçulinha vai ser mãe… vou ser avó.
As lágrimas vieram sem aviso. Victor, abriu um sorriso largo.
— Então quer dizer que eu vou ser o tio das baladas com o sobrinho? — brincou, emocionado. — Agora, se for sobrinha… vou ajudar o Liam a manter os engraçadinhos bem longe.
— Se esse bebê puxar a você, eu estou ferrada, Victor. — disse Olívia, rindo.
— Se for menina, não vai faltar proteção. — respondeu Liam, sério, mas com humor. — Quem chegar perto sem respeito vai entender onde está pisando.
Fabrício se levantou e abraçou Olívia com força.
— Meu amor… essa é a melhor notícia que eu poderia receber.
Ele riu entre lágrimas.
— Papai… — ela disse, segurando o rosto dele. — Não chora. Não quero que o senhor passe mal.
Ana se levantou e abraçou os dois, formando um abraço apertado, cheio de lágrimas e riso misturados.
Liam também se levantou. Victor foi até ele e apertou sua mão, puxando-o para um abraço firme.
— Parabéns, cunhado. — disse sincero. — Estou muito feliz em ver minha irmã realizando o sonho dela. E te desejo sorte também… porque tenho certeza que ela vai ficar mais manhosa e ciumenta.
Liam sorriu de canto.
— O pior de tudo é quando ela resolve me provocar e me desafiar. — falou baixo, só para ele ouvir. — A manha e o ciúme… a gente resolve do nosso jeito.
Victor soltou uma gargalhada alta.
— Boa, cunhado. Desse jeito, você vai tirar de letra.

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