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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 177

Olívia caminhou até o aparador e pegou três pequenas bolsas, alinhadas lado a lado. Voltou para a mesa com cuidado e respirou fundo antes de falar.

— Vocês só podem ver quando eu autorizar. — disse firme, mas os olhos brilhavam.

Olívia entregou a primeira bolsa para Fabrício, a segunda para Ana e a terceira para Victor.

Fabrício franziu levemente a testa, olhando para a esposa.

— Esquecemos de alguma data comemorativa, Ana?

Ana pensou por um segundo, confusa.

— Bem… a Olívia que tinha o papel de nos lembrar das datas… mas não, acho que não esquecemos de nada.

Olívia sorriu, cruzando as mãos à frente do corpo.

— Vocês não esqueceram de nada. — fez uma pausa breve. — Agora podem abrir.

Víctor foi o primeiro. Enfiou a mão na bolsa com curiosidade e puxou uma caneca. Leu a frase em pensamento e congelou.

“Pronto para me levar para a Disney, titio?”

O sorriso desapareceu do rosto dele por um segundo, substituído por um silêncio absoluto.

— Eu… — engoliu seco. — Eu vou… eu vou ser…

Fabrício e Ana abriram suas bolsas ao mesmo tempo. Ele pegou a caneca, ajustou os óculos e leu.

“Pronto para ler historinhas pra mim, vovô?”

A mão dele foi direto ao peito. Os olhos marejaram instantaneamente. Ana foi a última a ler.

“Pronta para fazer as receitinhas pra mim, vovó?”

Ela levou a mão à boca, os olhos arregalados.

— Meu Deus… — a voz saiu trêmula. — Minha caçulinha vai ser mãe… vou ser avó.

As lágrimas vieram sem aviso. Victor, abriu um sorriso largo.

— Então quer dizer que eu vou ser o tio das baladas com o sobrinho? — brincou, emocionado. — Agora, se for sobrinha… vou ajudar o Liam a manter os engraçadinhos bem longe.

— Se esse bebê puxar a você, eu estou ferrada, Victor. — disse Olívia, rindo.

— Se for menina, não vai faltar proteção. — respondeu Liam, sério, mas com humor. — Quem chegar perto sem respeito vai entender onde está pisando.

Fabrício se levantou e abraçou Olívia com força.

— Meu amor… essa é a melhor notícia que eu poderia receber.

Ele riu entre lágrimas.

— Papai… — ela disse, segurando o rosto dele. — Não chora. Não quero que o senhor passe mal.

Ana se levantou e abraçou os dois, formando um abraço apertado, cheio de lágrimas e riso misturados.

Liam também se levantou. Victor foi até ele e apertou sua mão, puxando-o para um abraço firme.

— Parabéns, cunhado. — disse sincero. — Estou muito feliz em ver minha irmã realizando o sonho dela. E te desejo sorte também… porque tenho certeza que ela vai ficar mais manhosa e ciumenta.

Liam sorriu de canto.

— O pior de tudo é quando ela resolve me provocar e me desafiar. — falou baixo, só para ele ouvir. — A manha e o ciúme… a gente resolve do nosso jeito.

Victor soltou uma gargalhada alta.

— Boa, cunhado. Desse jeito, você vai tirar de letra.

— Tem certeza que é só um mês, filha? — perguntou, desconfiado. — Afinal, não tem nem um mês que vocês voltaram de viagem…

Olívia riu e deu de ombros, tentando parecer absolutamente tranquila.

— Tenho sim, papai. — respondeu, com naturalidade. — Eu já fui pra lua de mel grávida… e nem sabia.

Victor passou a mão pelo cabelo num gesto descontraído e lançou um olhar divertido direto para o pai.

— Ô, coroa… — começou, com um meio sorriso de canto. — Que diferença faz quantos meses ela está? — Deu de ombros, como se a resposta fosse óbvia demais. — A Olívia já é uma mulher casada. — continuou, com naturalidade. — O que ela tinha que perder, já perdeu faz tempo. — Fez uma pausa breve, suavizando o tom. — E olha só… agora ela está esperando exatamente o netinho que o senhor tanto dizia que queria. — Abriu um sorriso largo, tentando aliviar de vez o clima. — Então relaxa, pai. — concluiu, dando um tapinha leve nas costas dele. — O que importa é que está todo mundo feliz.

Vânia se aproximou com delicadeza e pousou a mão de leve no braço de Olívia, num gesto silencioso de apoio, sorrindo com naturalidade.

— Provavelmente o bebê vai ser alto, igual ao pai. — comentou, tranquila. — A mãe do Liam também mostrou a barriguinha cedo. Com um mês, parecia que estava com quase três. Muita gente perguntava se não eram gêmeos. — riu de leve. — Quando o Liam nasceu, parecia um bebê gigante.

Fabrício soltou o ar devagar, descruzando os braços. O semblante, antes atento demais, suavizou-se aos poucos. Ajustou os óculos no rosto e balançou a cabeça, como quem finalmente se dava por satisfeito.

— É… — murmurou, mais para si do que para os outros. — Cada gravidez é de um jeito mesmo.

Ana sorriu, aliviada, e passou o braço pelos ombros do marido, puxando-o para perto com carinho.

— Amor, não podemos esquecer que nossa Pérola Negra agora é uma mulher casada. — comentou, afagando o braço dele. — O importante é que seremos avós. Depois de tantos anos, teremos novamente uma criança correndo pela nossa casa.

Fabrício observou a filha por mais um instante, o orgulho evidente no olhar, antes de sorrir também.

— O importante é que vocês estão bem. — disse, enfim. — E felizes. Isso é o que importa.

Vânia olhou para Olívia com carinho e fez um gesto suave em direção ao corredor.

— Minha menina… mostra os quartos para seus pais e para o seu irmão. — sugeriu com gentileza. — Daqui a pouco já vai estar na hora de vocês seguirem para a mansão do avô do Liam.

Olívia assentiu agradecida e Liam apertou de leve a mão dela, em silêncio, num gesto cúmplice que dizia tudo.

— Ótima ideia, Vânia. — disse, sorrindo, agradecendo mentalmente a sensibilidade dela. — Meu pai precisa descansar um pouco. Vamos, família?

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