Liam só então ergueu o olhar. Frio. Direto. Ele cruzou os braços devagar, recostando-se na cadeira com domínio absoluto.
— O jurídico resolve. — disse, seco, como se encerrasse o assunto.
— Eu quero resolver com você. — Bárbara insistiu, dando um passo pequeno à frente. A voz saiu mais firme, quase como uma tentativa de recuperar poder. — Porque foi você quem me tirou daqui.
Liam não piscou.
— E faria de novo. — respondeu, sustentou o olhar dela.
Bárbara piscou, como se aquela frase tivesse batido nela fisicamente. O ar pareceu faltar por um segundo. Ela respirou fundo. E então… mudou o jogo.
A voz suavizou. O olhar ficou úmido. A postura, mais frágil.
— Eu… eu sei que eu errei. — ela disse, baixo. Apertou os documentos com força, como se precisasse se segurar em alguma coisa. — Eu sei que fui horrível com a Olívia. Eu sei que ela está grávida… que poderia ter passado mal, ter colocado a vida do bebê em risco… ou até ter perdido.
Liam não se mexeu. Mas o olhar ficou mais duro.
— Se alguma coisa tivesse acontecido com a minha esposa… ou com o meu filho… — a voz dele desceu, grave, perigosa, sem aumentar o tom — você iria lidar com meu lado mais sombrio que você conhece.
Ele apoiou as mãos na mesa, sem se inclinar, mas deixando claro que a conversa tinha mudado de nível.
— E eu usaria todos os meios legais… — ele fez uma pausa curta, cruel — para te destruir.
Bárbara fechou os olhos por um segundo. Como se estivesse tentando não chorar.
— Eu me arrependo. — ela sussurrou. — Eu era outra pessoa. Eu estava cega. Eu estava… obcecada.
Ela deu mais um passo. Liam continuou sentado, mas o corpo dele… parecia uma muralha.
— Eu sinto falta daqui. — Bárbara continuou, com um sorriso triste. — Da Trident… do trabalho… de tudo o que eu construí aqui. — Ela respirou fundo. — Eu aprendi a lição. Refleti muito nesses últimos dias. E… eu mudei.
Ela hesitou por um instante, como se estivesse reunindo coragem. Então rompeu a distância e sentou-se.
— Eu sei que eu não mereço… mas eu preciso perguntar. — A voz falhou de leve no final, e ela ergueu os olhos para ele. — Eu posso voltar?
O silêncio foi tão brutal que parecia que o ar tinha sumido. Liam respondeu sem hesitar.
— Não. — Ele voltou os olhos para os papéis, como se ela já tivesse deixado de existir.
A palavra foi seca. Final. Bárbara engoliu em seco, mas não recuou. Ela tentou sorrir, como se fosse forte. Mas a máscara começou a rachar.
— Então… é isso? — ela perguntou, com a voz tremendo. — Você vai me apagar da sua vida como se eu nunca tivesse existido?
— Você nunca existiu. — Liam disse, frio, sem sequer erguer os olhos. — Entenda isso de uma vez.
Bárbara soltou uma risada nervosa, carregada de dor. E então… veio a parte que ela realmente queria.
— Liam… — ela disse, quase num sussurro. — Eu sinto sua falta.
Liam olhou para ela. Mas não havia surpresa. Nem raiva. Só um olhar duro, objetivo. Como se ela fosse um ruído indesejado no meio da tarde.
— O jurídico te aguarda. — disse, apontando de leve com a caneta para a porta, sem qualquer gentileza. — Boa tarde.
— Eu sinto falta de você… — Bárbara insistiu. — Do jeito que você me tocava. Do jeito que você me beijava… Do jeito que você segurava meu cabelo. Do sexo selvagem que fazíamos.
Ela levou a mão até o próprio cabelo, num gesto lento, provocativo, como se estivesse lembrando do passado de propósito.
Bárbara puxou o braço, irritada. E, no impulso, segurou o paletó dele, perto demais, como se tentasse forçar uma cena.
— Será que você não vê que eu não quero brigar com você, moreno? — ela sussurrou, os dedos apertando o tecido. — Que eu só estou sentindo sua falta?
Liam a segurou novamente. E foi nesse instante que a porta abriu. Sem aviso. Sem batida.
Olívia entrou com um tablet na mão, empolgada, admirando a tela, o sorriso no rosto.
— Mozão… — ela começou, doce, animada. — A arquiteta mandou o projeto dos quartos do nosso bebê.
Mas no segundo em que ergueu os olhos…
o mundo parou.
Liam de pé. Bárbara perto demais. A mão dele no braço dela. E a mão dela… segurando o paletó dele.
O tablet na mão de Olívia pareceu pesar uma tonelada. O peito apertou. O coração deu um golpe seco. E por um segundo… o silêncio foi absoluto.
Bárbara virou o rosto devagar. E sorriu. Um sorriso pequeno. Vitorioso. Como se dissesse:
“Eu sabia que você ia aparecer.”
Liam soltou o braço de Bárbara imediatamente. Sem pressa. Sem pânico. Como se a presença de Olívia tivesse reorganizado o universo inteiro de volta ao lugar.
Ele se virou. E o olhar dele encontrou o de Olívia. E ali havia uma coisa só: fúria.
— O que está acontecendo aqui? — Olívia perguntou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...