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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 280

Olívia ficou parada por um segundo, o coração apertando. Laura entrou logo atrás, sem pedir licença. Ela foi direto até a janela e puxou as cortinas com força. A luz invadiu o quarto de uma vez, agressiva, cortando a escuridão.

Ísis soltou um gemido irritado e se mexeu na cama, tentando se sentar. O movimento foi lento, pesado, como se o corpo dela estivesse carregando toneladas. Mas, no instante em que os olhos dela se acostumaram à claridade, ela congelou.

O peito subiu num sobressalto curto. O olhar correu do vulto perto da janela… até a televisão. E quando reconheceu Olívia e Laura ali, um choque atravessou o rosto dela, como se alguém tivesse arrancado o ar do quarto.

— O quê…? — a voz saiu falhada, incrédula.

Ela piscou algumas vezes, como se estivesse tentando ter certeza de que não era imaginação.

— Olívia?… Laura?…

A garganta dela apertou. O orgulho tentou reagir, tentou levantar uma barreira… mas o corpo não acompanhava.

— Por que vocês fizeram isso? — ela perguntou, com dificuldade, a voz tremendo. Os olhos estavam inchados, vermelhos, sem brilho… mas agora havia algo pior ali. Medo. E vergonha.

Laura apertou os braços contra o próprio corpo, firme.

— Porque nós não vamos deixar você morrer neste quarto. — respondeu, com os olhos marejados.

Olívia deu um passo à frente, a garganta fechando. Ela se aproximou devagar, como se tivesse medo de assustar Ísis, como se ela fosse um vidro prestes a estilhaçar.

— Nós não aceitamos te perder pra depressão, Ísis. — Olívia falou num tom baixo, mas irredutível. — Você ainda tem muito pra viver. E você não vai passar por isso sozinha.

Ísis tentou segurar, tentou engolir o choro. Mas foi como se aquela frase abrisse um buraco dentro dela. O rosto dela se contorceu. Os ombros tremeram. E, de repente, ela começou a chorar. Um choro profundo, de soluçar, como se cada respiração doesse.

Olívia foi até a cama sem pensar. Sentou de um lado. Laura sentou do outro. As duas envolveram Ísis ao mesmo tempo, apertando-a com cuidado, mas com firmeza, como se estivessem segurando alguém à beira de cair.

Ísis se encolheu entre elas, o rosto escondido, tremendo inteira. E então, sufocada pelas próprias lágrimas, ela tentou afastá-las. Empurrou de leve os braços delas, desesperada.

— Se afastem… — ela soluçou, quase sem ar. — Por favor… se afastem…

A voz dela saiu infantil, frágil, como se ela estivesse pedindo socorro e fugindo dele ao mesmo tempo. Olívia não soltou. Laura também não. Porque naquele momento, elas sabiam que Ísis não estava pedindo distância.

Ela estava pedindo para alguém ficar.

Laura passou a mão pelos cabelos, nervosa, e respirou fundo, como se precisasse se segurar para não desabar também.

— Você não vai se livrar da gente, Ísis. — ela disse, com a voz firme, mas falhando no final. — Nem que você grite. Nem que você nos xingue. Nem que tente nos expulsar daqui.

Olívia apertou Ísis um pouco mais, o rosto encostado no cabelo dela, como se quisesse transferir força.

— Você pode estar quebrada agora… — Olívia murmurou. — Mas você não está sozinha.

Ísis chorou ainda mais forte.O corpo dela tremia. A respiração vinha curta, descompassada. Ela puxou o edredom contra o peito, num gesto automático de proteção, como se estivesse exposta demais… como se elas estivessem vendo não só o estado físico dela, mas tudo o que ela tinha tentado esconder do mundo.

— Ele… ele disse que ia cuidar de mim… — Ísis conseguiu dizer, entre soluços, apertando o tecido com força. — Disse que eu não estava mais sozinha…

Ela balançou a cabeça, como se estivesse revivendo cada palavra.

quebrou

— Eu não queria amar mais ninguém… eu estava bem sozinha… — a voz . — Eu sei que eu menti… eu sei.

Ela levantou o rosto, os olhos ardendo, e a vergonha se misturou com raiva.

— Mas quem nunca mentiu? — ela disparou, num tom desesperado. — Como ele pôde pensar que eu me deitava com outros homens depois de tudo que conversamos?

Ela levou a mão ao próprio peito, batendo de leve, como se a dor fosse física.

— Por que ele me fez amá-lo? — a voz subiu, trêmula. — Pra depois me jogar fora? Pra me destruir?

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