Alguns dias haviam se passado desde a tarde do treino na academia. Olívia continuava sentindo enjoos frequentes, o que arrastava seu humor para um cansaço constante. Sentada diante da penteadeira, aplicava uma leve camada de base no rosto para disfarçar a fisionomia abatida. Naquela manhã, teria sua primeira consulta com o médico da família de Liam.
Enquanto isso, Ísis arrumava a cama de Olívia com calma, lançando olhares atentos para a amiga entre um ajuste e outro do lençol.
— Tomara que o médico te passe algum remédio pra enjoo hoje — comentou, com tom sincero. — Você está pálida. Não conseguiu comer quase nada esses dias. Isso não é bom.
Olívia soltou um suspiro longo.
— Tomara que ele não seja daqueles médicos que não gostam de passar remédio no início da gestação. Estava vendo uns vídeos de umas gestantes falando sobre isso. — murmurou, cansada. — Eu não tenho ânimo nem pra respirar direito. Sério… não sei como tem mulheres que conseguem ter três, quatro filhos e ainda romantizam este momento.
Ísis riu leve.
— Quando o bebê nascer, você vai esquecer disso tudo… vai querer outro. Principalmente quando ver a carinha do baby pela primeira vez. — ela provocou.
— Deus me livre! — Olívia respondeu sem titubear. — Amei desde o momento que desconfiei que estava grávida, mas outro? É loucura. Um já dá pra sorrir e chorar a vida inteira. — Puxou o elástico do cabelo e refez o rabo de cavalo. — Aposto que o Liam deve estar adorando me ver nesse estado… porque não consegui ir pra academia novamente.
Ísis ergueu uma sobrancelha com diversão.
— Depois da nossa ida ao shopping, ele quase mandou colocar cerca elétrica no portão. Fiquei com pena dos seguranças, juro.
Olívia virou-se na cadeira lentamente, os olhos fadigados, mas com um meio sorriso preguiçoso.
— O mais engraçado é que tudo ele dá a desculpa que sou esposa de bilionário e não vai ficar bom para a imagem dele. Quero ver até quando ele vai ficar com este discurso.
O celular de Ísis vibrou. Ela pegou, atendeu rapidamente no viva-voz e respondeu em tom profissional.
— Boa tarde… sim, estou disponível... tudo certo… aham, festa de máscaras?… okay, entendi. Eu vou, sim… vou te passar tudo por mensagem… Até.
Ela desligou calmamente, salvou o contato e mandou mensagem no w******p com as informações.
Olívia a encarou com curiosidade.
— Mais um cliente?
— Sim. Dessa vez vou ser “esposa” — fez aspas com os dedos. — Será uma festa de máscaras. Preciso comprar uma.
Olívia balançou a cabeça.
— Não precisa. Eu tenho uma. E te empresto.
— Jura? — os olhos de Ísis brilharam. — Já vai me adiantar muito, porque eu estou zero disposição pra entrar em loja. Mas bem que, vou ter que comprar um vestido.
— Acho que você nem vai precisar comprar um vestido… se você gostar do meu que usei junto com a máscara, eu te empresto também — disse Olívia, levantando-se. — Me ajuda a pegar.


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