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7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!” romance Capítulo 10

POV Isadora Ferraz

A cozinha já não existia. As paredes, o chão, o mundo, tudo havia se dissolvido no espaço entre nossos corpos. Dante me puxou contra ele com uma urgência que fez meu sangue ferver. Seus dedos entrelaçaram-se nos meus cabelos, puxando minha cabeça para trás, expondo meu pescoço à boca dele. Seus lábios eram quentes, úmidos, vorazes. Cada beijo era uma marca, uma promessa, uma vingança contra todos os toques que eu não tivera em meses.

— Você não tem ideia do que eu vou fazer com você — ele rosnou, as mãos deslizando pelo meu vestido, encontrando o zíper nas minhas costas.

Um puxão. O tecido cedeu, escorregou pelos meus ombros e eu senti o ar frio contra a pele nua, mas não por muito tempo. Seu corpo era uma fornalha, pressionando-me contra a parede, e eu podia sentir cada músculo dele, cada linha dura, cada respiração ofegante.

— Dante — gemi quando seus dedos encontraram meu sutiã, contornando os seios antes de libertá-los. Sua boca seguiu o mesmo caminho, os lábios fechando-se em volta de um mamilo, a língua traçando círculos lentos antes de sugar com força.

Um arquejo escapou dos meus lábios. Meus joelhos tremeram. Fazia tanto tempo que eu não sentia algo assim. Não apenas prazer, mas devoção. Como se ele estivesse determinado a extrair cada suspiro, cada tremor, cada gemido abafado que eu tentasse conter.

— Não segura — ele ordenou, a voz rouca, enquanto uma mão descia pelo meu estômago, os dedos pressionando levemente contra a minha calcinha já encharcada. — Quero ouvir você. Quero saber exatamente como você fica quando goza.

Eu não tive chance de responder. Seus dedos deslizaram para dentro de mim, profundos, certeiros, e meu corpo arqueou como se tivesse levado um choque.

— Assim — ele murmurou, observando cada reação minha, cada espasmo, cada contração involuntária enquanto seus dedos se moviam com uma perícia que me fez ver estrelas. — Você tá tão apertada… Tão perfeita.

Eu me agarrei a ele, as unhas cravando-se nos ombros dele, tentando manter o equilíbrio enquanto a pressão aumentava, enquanto o calor se espalhava da minha barriga até as pontas dos dedos.

— Eu… Eu vou…

— Goza — ele ordenou, os olhos negros fixos nos meus, e foi o suficiente.

O orgasmo atingiu-me como uma onda, violento, incontrolável, arrancando um grito abafado da minha garganta. Meu corpo estremeceu, os músculos contraindo-se em torno dos dedos dele, e ele não parou, não me deixou cair, até que o último tremor passou.

Antes que eu pudesse recuperar o fôlego, ele me levantou, envolvendo minhas pernas em torno da sua cintura, e carregou-me até a mesa da cozinha. O tampo de madeira gelou minhas costas, mas eu mal senti. Tudo o que importava era ele, o peso do corpo dele sobre o meu, o jeito que suas mãos agarravam meus quadris, alinhando-se perfeitamente entre minhas pernas.

— Você está pronta? — ele perguntou, a voz um rugido baixo, e eu só consegui balançar a cabeça, os lábios partedos, o coração batendo como se quisesse escapar do peito.

Ele entrou em um movimento só, profundo, até o fim, e eu gritei.

— Dante!

Era demais. Ele era grande, impiedoso, preenchendo cada espaço vazio que eu nem sabia que existia. Seus quadris bateram contra os meus, e então ele começou a se mover, devagar no começo, como se quisesse que eu sentisse cada centímetro, cada atrito, cada arranhão de prazer e dor mesclados.

— Você aguenta? — ele perguntou, os dentes cerrados, os músculos tensos como cordas.

Eu respondi puxando-o para outro beijo, selvagem, desesperado, e então ele perdeu o controle.

Seus movimentos ficaram mais rápidos, mais brutais, cada embate arrancando um novo som da minha garganta. Eu me agarrava a ele, as pernas apertando sua cintura, os dedos enterrados em seus cabelos, tentando me manter ancorada enquanto ele me levava ao limite de novo.

— Você é minha agora — ele rosnou no meu ouvido, os dentes mordiscando o lóbulo. — Só minha. Ninguém te tocou assim. Ninguém te fez sentir assim.

E era verdade. Ninguém tinha.

O segundo orgasmo chegou como um raio, iluminando cada nervo, cada pedaço da minha pele. Gritei seu nome, os músculos contraindo-se em torno dele, e ele gemeu, os quadris sacudindo uma última vez antes de explodir dentro de mim.

Por um momento, não existiu nada além da nossa respiração ofegante, dos corpos suados ainda entrelaçados, do cheiro do sexo no ar.

Dante apoiou a testa na minha, os olhos fechados, e eu senti seus lábios formarem um sorriso.

— Ainda acha que você vai se arrepender? — ele perguntou, a voz rouca de satisfação.

Eu sorri de volta, os dedos traçando a linha de seu queixo.

— Não. Mas acho que você vai ter que me provar de novo.

Ele riu, baixo, perigoso.

— Só se você aguentar.

E então ele me levou para o quarto.

***

A luz da manhã atravessava a persiana como se me acusasse.

Eu estava na cama.

Despida.

Os lençóis ainda guardavam o cheiro dele. O calor dele.

E ao meu lado…

Dante.

Dormindo de lado, com o braço estendido sobre o travesseiro vazio, os lábios entreabertos, como se o mundo ainda não tivesse estragado nada.

Mas eu sabia.

O mundo ia estragar tudo em questão de horas. Talvez minutos.

Me levantei devagar, vesti a primeira camiseta larga que encontrei, amarrei o cabelo e fui pra cozinha. Fiz café mais por ritual do que por necessidade. Meus dedos ainda doíam do aperto, da tensão, do prazer.

O corpo lembrava.

Mas a cabeça…

A cabeça já queria fugir.

— Você sempre foge depois? — ouvi a voz dele atrás de mim.

Virei.

Dante encostado no batente, camisa entreaberta, cabelo bagunçado e um olhar que dizia tudo e nada ao mesmo tempo.

— Não estou fugindo. Só… processando.

— Processa rápido. Eu faço café melhor que esse.

Revirei os olhos. Ele sorriu. Mas não chegou perto.

O silêncio entre nós era denso. Um silêncio de quem sabe que atravessou uma linha e agora não sabe pra que lado voltar.

— Sobre ontem… — comecei.

— Não vamos fingir que foi só impulso, Isa.

— Não. Não foi.

— Mas também não dá pra agir como se nada tivesse mudado.

Assenti. O nó na garganta era uma corda puxada por mil mãos diferentes: culpa, desejo, medo, confusão.

— Você ainda tá casada com ele — ele disse, sem raiva, mas com algo amargo.

— E você ainda é meu chefe.

— É. E isso aqui… complicou tudo.

— Eu não queria te colocar nisso.

— Você não me colocou. Eu entrei. Sabendo. E eu não me arrependo.

A campainha tocou.

Congelamos.

Olhei pra ele. Ele se endireitou.

— Espera aqui — falei.

Capítulo 10 — O Desejo que Não Podia Esperar 1

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