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7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!” romance Capítulo 29

POV Isadora Ferraz

Sentei no banco com os ombros tensos e o coração feito cacos. A conversa com Dante ainda ecoava no peito como um trovão preso. Eu queria respirar, mas o ar parecia pesar demais.

Me abracei. Frio. Céu nublado. Silêncio. Até que… passos. Lentos. Certeiros. Carregados de algo que gelava o estômago antes mesmo de virar rosto.

— Lugar bonito para morrer, não acha?

Virei devagar. E ali estava ele. Rafael. Saindo das sombras como se sempre tivesse pertencido à escuridão.

— O que você está fazendo aqui? — minha voz saiu baixa. A raiva trancada no peito.

— Seguindo ordens. Protegendo você. Ou, quem sabe, me protegendo de você. Tá difícil saber quem é o predador agora.

— Você é doente. Vai embora.

Ele riu. E deu dois passos à frente. Depois mais dois.

— Sabe o que me irrita em você, Isa? Esse teatrinho de mulher forte. Quando todo mundo sabe que você implora pra ser domada.

— Você está ultrapassando todos os limites.

— Limite é pra quem tem medo.

E então ele avançou. Rápido. Como um animal faminto. Segurou meu braço. Forte. Puxou com violência. A bolsa caiu no chão. Eu me debati. Ele me encostou contra a árvore, o hálito azedo colado ao meu rosto.

— Solta! — gritei, socando o peito dele, tentando tirar as mãos dos meus pulsos.

— Eu vi vocês dois. Você não é santa, Isadora. Nunca foi. — Ele pressionou ainda mais. — Me diz… ele já sabe que você geme de verdade quando tem medo?

— Se você me encostar de novo, eu te arranco os olhos.

— Tenta — ele sussurrou, puxando minha cintura com força.

— ELA DISSE PRA VOCÊ SOLTAR. AGORA.

A voz veio como um trovão rasgando o inferno. Dante. Correndo. Furioso. Descontrolado. O capacete voou da mão. Em dois segundos ele estava em cima de Rafael. O soco veio seco. Direto no queixo. Rafael caiu pra trás, mas levantou. Riu com sangue nos dentes.

— Olha só… o herói apaixonado.

— Se você chegar perto dela de novo, eu te mato — Dante grunhiu, a voz rouca, selvagem.

— Vai fazer isso na frente dela? Vai mostrar que é igual a mim?

— Eu nunca vou ser igual a você. Porque eu encosto nela… com consentimento.

Outro soco. Dessa vez, Rafael caiu de vez. Tonto. Rastejando no chão do parque.

— Você vai se arrepender disso — cuspiu.

— Não mais do que você vai se arrepender de ter nascido — Dante respondeu, com o punho sangrando.

Ele se virou pra mim.

— Isa… você está bem?

Eu tremia. O corpo travado. Mas os olhos... estavam firmes.

— Sim. Agora estou.

Dante me puxou pra ele. E eu fui. Desabei nos braços dele. Pela primeira vez, sem fingir força. E quando ele me envolveu e colou os lábios nos meus… Eu soube. Não era só proteção. Era guerra. E ele tinha acabado de entrar nela por mim.

A boca dele ainda estava quente na minha. Mas era o olhar... era aquilo que me desmontava. O jeito como ele me via. Como se soubesse de cada pedaço meu que ainda resistia por dentro, mesmo quando o mundo inteiro tentava enterrar.

Ele não disse mais nada.

Apenas deu um passo para trás, caminhou até a moto encostada na entrada do parque e pegou o capacete. Virou o rosto na minha direção, já com os olhos meio cobertos pela viseira.

— Shhhhh... — ele rosnou, mas não era raiva, era necessidade.

As mãos dele desceram como um furacão, rasgando minha bloca, os botões voando, os dedos encontrando meus seios, os polegares esfregando meus mamilos já endurecidos. Eu arquei, um gemido escapando, e ele aproveitou para morder meu pescoço, os dentes afundando na carne, deixando uma marca que eu sabia que duraria dias.

— Você me deixa louco — ele respirava contra minha pele, as mãos descendo para minha calça, abrindo o zíper com um puxão brusco.

Eu não tive tempo de pensar. Em um movimento fluido, ele me virou, pressionando meu torso contra a parede, a mão dele entrando na minha calcinha por trás. Os dedos encontraram meu clitóris inchado, e eu gemi, as pernas tremendo.

— Já está tão molhada por mim — ele murmurou, os dedos circulando, pressionando, antes de enfiar dois dentro de mim de uma vez.

— Porra! — Eu gritei, meu corpo se contorcendo, mas ele não parou, os dedos bombando dentro de mim, a palma esfregando meu clitóris a cada movimento.

— Quero te ouvir gemendo meu nome — ele ordenou, a voz rouca, e então curvou-se para morder meu ombro enquanto acelerava o ritmo.

Eu estava perto, tão perto... E então ele parou.

Antes que eu pudesse reclamar, ele me virou de novo, pegou minha coxa e enrolou minha perna em volta da cintura dele. Um segundo depois, eu senti a cabeça do pau dele, dura, quente, esfregando contra minha entrada.

— Olha pra mim — ele ordenou.

Eu obedeci.

E então ele entrou em mim com um só empurrão.

Eu gemi alto, as unhas cravando nas costas dele, meu corpo se ajustando àquela espessura, àquele preenchimento brutal. Ele não esperou. Começou a se mover, cada embate profundo, cada retirada quase completa antes de me foder de novo. O som da nossa pele colidindo enchia o quarto, junto com os gemidos, meus, agudos e desesperados, dele, roucos e guturais.

Eu não aguentava mais. O orgasmo me atingiu como um trem, meu corpo se contraindo em torno dele, minha voz quebrando em um grito sem palavras. Ele continuou, os quadris batendo contra os meus, até que com um último empurrão profundo, ele gemeu meu nome e eu senti ele jorrar dentro de mim, quente, pulsando.

Por um momento, ficamos assim, ofegantes, grudados, o suor escorrendo entre nós. Até que ele finalmente puxou o rosto para perto do meu, os lábios dele mal tocando os meus.

— Não me deixe de novo — ele sussurrou.

E dessa vez, não era uma ordem. Era um pedido.

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